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Como descobrir uma mentira

Quem diz que nunca mente está mentindo. Há muitos motivos para mentirmos, entre eles quando somos movidos pela vergonha ou pelo orgulho. Todos nós mentimos. Mas isso não quer dizer que temos um desvio de caráter nem que seja algo necessariamente ruim.

As técnicas de dissimulação geralmente são aprendidas pelas crianças desde cedo. Um exemplo é quando os pais repreendem a frustração demonstrada pelo filho ao receber um presente que não o agradou. Os responsáveis costumam obrigar o pequeno a agradecer, quando notam algum desapontamento na criança. E isso pode ser considerado uma forma de estimular a mentira social.

Nada justifica uma mentira, seja qual for a sua intenção. E as crianças precisam ser ensinadas a sempre a dizer verdade. Este aprendizado acontece progressivamente ao longo da infância e os pais são os principais mestres. Os filhos se espelham muito mais em suas atitudes do que em suas palavras. Pais que usam sempre da verdade, que assumem a responsabilidade por aquilo que fazem e dizem, criam filhos responsáveis e éticos.

Para reconhecer o cara que vive contando mentiras ou simplesmente “aumenta” algumas histórias. É que certas pessoas são tão inocentes que acreditam que suas narrativas absurdas não vão soar suspeitas. Fora essa gente cujas mentiras estão sempre à mostra, há os mais espertos, que conseguem mentir sem dar muitos sinais.

Antes de tudo, você precisa entender uma coisa: quem mente precisa criar uma história e ser capaz de contá-la sempre que for preciso. Portanto, mentir bem não é para qualquer um e exige um grande trabalho mental para o mentiroso. E, se você aprender a reconhecer alguns sinais de que a pessoa está criando uma história, ponto para você.

Mentir exige grande capacidade cognitiva. A pessoa deve saber qual é o acontecimento verdadeiro, escondê-lo e criar um novo, acrescentando itens mentirosos. A mentira precisa fazer sentido e não contradizer nada que a pessoa enganada já saiba. O mentiroso deve contar a mentira de modo convincente e ter boa memória a ponto de se lembrar de cada detalhe.

Essa elaboração de uma história convincente vai fazer com que o mentiroso leve certo tempo, certo? Nessa hora, a concentração dele estará reduzida, o que por si só já é um indício de mentira. Agora, se você der a ele uma segunda tarefa, como secar uma louça, por exemplo, ou talvez servir copos com suco, ele vai se atrapalhar.

Quando estamos nervosos, tendemos a piscar mais, mas, quando estamos exercendo grande atividade cognitiva, piscamos menos. Existem até alguns estudos que já comprovaram isso. Então está aí outro sinal capaz de pegar um mentiroso no flagra: quando a pessoa pisca pouco.

O nervosismo nos deixa incomodados e agitados, mas o esforço cognitivo tem efeito contrário. Diferente do que você pode imaginar, as pessoas não ficam muito incomodadas ou agitadas quando mentem. Sabe-se também que os homens não costumam gesticular enquanto contam uma inverdade. Tanto homens quanto mulheres fazem pausas mais longas quando estão mentindo. Se você quer descobrir um mentiroso, não busque nele sinais de stress, mas sim de que ele está fazendo esforço mental.

Imagine por um momento todas as possibilidades que se abririam se nós fôssemos capazes de analisar rapidamente as mentiras dos outros ou mesmo aprender a disfarçar melhor nossas próprias mentiras.

No geral, as mentiras podem ser agrupadas em 3 categorias:

  • 1. Mentiras que servem para proteger o mentiroso.
  • 2. Mentiras que servem para evitar tensão ou conflito.
  • 3. Mentiras que servem para não magoar outra pessoa.

A maioria das mentiras são inofensivas e não prejudicam a ninguém. Esse tipo de farsa é necessário para nossa convivência em sociedade e seria impossível vivermos ao lado de outras pessoas se todos fôssemos sinceros o tempo todo.

Como descobrir uma mentira?

Independente de qual o motivo para se contar uma mentira, quase sempre é possível descobrir um mentiroso. Podemos até mentir com nossas palavras, mas nossa comunicação não-verbal sempre deixará pistas que, ao olhar de alguém atento, não passará em branco. Em alguns casos raros, como o de algumas pessoas com desvios psiquiátricos, como o de alguns psicopatas, detectar um mentira pode ser um desafio. Mas para 99% dos casos, conseguiremos descobrir uma inverdade sem maiores dificuldades.

O comportamento das pessoas varia drasticamente conforme a idade, condição social, situação financeira, nível cultural ou mesmo familiaridade com o ambiente. Por isso, é fundamental sempre começar estabelecendo o padrão de comportamento da pessoa quando ela está relaxada, falando sobre alguma coisa que ela tem familiaridade. Por isso, no início, procure estabelecer rapport com a pessoa, conversar sobre coisas que ela está acostumada. Esse será seu padrão de comparação.

Para mentir as pessoas precisam recriar uma realidade que não existe. Esse processamento mental dobrado, aliado ao medo de serem pegas, fazem as pessoas se tornarem mais irritadas ou impacientes. Mais uma vez, procure definir qual é a baseline da pessoa e veja se ela demonstra qualquer sinal de desconforto ou irritação quando está falando sobre o assunto.

Pessoas em situações de estresse e perigo tendem a ficar na defensiva. Ao contar uma mentira as pessoas inconscientemente projetam uma postura defensiva, geralmente cruzando braços, pernas. Outros sinais para procurar incluem tiques nervosos, coçar o rosto, nariz, colocar a mão no pescoço, apontar os pés numa direção contrária ao interlocutor, contrair os ombros. Podem até parecer coincidência, mas geralmente esses pequenos sinais são fortes indicadores de que há alguma coisa errada.

Contar uma mentira, além de gastar grande processamento mental, também causa desconforto, estresse. Com um pouco de atenção é possível desmascarar um mentiroso pelas suas inconsistências, falhas de discurso, alteração de humor, linguagem corporal defensiva, micro expressões faciais. Procure observar com calma cada um desses sinais e, com um pouco de prática, você será capaz de se tornar um detector humano de mentiras.

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