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Como tratar dos problemas com o filho adolescente

A adolescência uma fase difícil de lidar, principalmente quando se tem um filho nesta fase. Atualmente esta fase da vida vem manifestando dificuldades ainda mais complexas, considerando que o avanço tecnológico e a globalização estão gerando mudanças nas relações, inclusive nas inter relacionais.

Embora não exista manual de instruções para as relações humanas, muito menos para criar um filho, existem algumas atitudes e observações que podem facilitar a convivência com o adolescente. Os benefícios dessas mudanças serão sentidos por todos que convivem com o adolescente, inclusive por ele mesmo. Então, vale a pena tentar.

Filho Adolescente

Como tratar dos problemas com o filho adolescente

A primeira atitude e a mais elementar para facilitar a relação com um filho adolescente é fazer uma autorreflexão. Todas as pessoas passam por mudanças com o passar dos anos, e diante da paternidade e da maternidade, alguns indivíduos se concentram tanto no seu papel familiar e profissional que se esquecem de prestar a devida atenção em seu próprio desenvolvimento pessoal.

Estar de bem consigo mesmo é condição fundamental para lidar bem com as outras pessoas. Tire um tempo para si, reflita sobre sua história passada, relembre sobre como foi sua própria adolescência, em como se sentia, o que pensava da vida e desejava para ela, suas dificuldades, explorando todos os aspectos até chegar aos dias atuais. Pense em como está se sentindo, o que deseja e quais são as principais dificuldades na relação com o seu filho. Nesse momento, é interessante fazer anotações e conversar com outras pessoas de confiança, se necessário, um profissional em psicologia ou outros tipos de terapia.

Após o desenvolvimento do momento de reflexão e avaliação de si mesmo e da situação, que deve ser contínuo, o segundo passo é a ação. Organize seu tempo e suas atribuições para ter um momento para si. Desenvolva uma atividade da qual goste e nunca encontrava tempo para fazer, para encontrar amigos, aprender algo novo, e principalmente: dar uma reformulada no relacionamento com o seu parceiro ou parceira, caso tenha.

Essa mudança de postura abre espaço para a existência do pai ou mãe como homem e mulher, isto é, como pessoa, e auxilia no processo de diferenciação entre os filhos e seus pais, algo essencial para a maturação dos adolescentes.

Por fim, saiba que depois do momento em que se passou pela autorreflexão e criou-se um espaço para a vida pessoal, o maior desafio é colocar em prática o diálogo. Adolescentes não gostam muito de conversa, ou pelo menos podem passar essa impressão. No entanto, o que os afasta do diálogo é, na maior parte das vezes, que estes sempre vêm carregados de lições de moral, ordens e repreensões. Isso não é diálogo afinal. A conversa aberta, de igual para igual é a forma ideal de comunicação com os adolescentes.

Uma linguagem clara e informal, que não tente, todavia, ser semelhante à linguagem que ele utiliza. O adulto que estiver de bem consigo mesmo, conseguirá ouvir o adolescente com sensibilidade sem se ferir com a agressividade gratuita ou o silêncio que geralmente acompanham a forma de comunicação destes jovens. Aos poucos, essa persistência no diálogo, quando o adolescente se sentir ouvido e compreendido, tornará mais clara as relações, reduzindo progressivamente os conflitos, resultando em benefícios tanto para o adolescente quanto para os que se relacionam com ele.

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