Assassinato de John F. Kennedy

O assassinato de John F. Kennedy (1917- 1963), o trigésimo-quinto Presidente dos Estados Unidos, ocorreu na sexta-feira, dia 22 de novembro de 1963, em Dallas, Texas, Estados Unidos às 12:30 CST (18:30 UTC). Kennedy foi mortalmente ferido por disparos enquanto circulava no automóvel presidencial na Praça Dealey. Foi o quarto presidente dos Estados Unidos a ser assassinado, e o oitavo que morreu no exercício do cargo.

Duas investigações oficiais concluíram que Lee Harvey Oswald, um empregado do armazém Texas School Book Depository na Praça Dealey, foi o assassino. Uma delas concluiu que Oswald atuou sozinho e outra sugeriu que atuou com pelo menos um cúmplice. O assassinato sempre esteve sujeito a especulações e dúvidas, sendo origem de um grande número de teorias de conspirações.

O Governador do Texas, John Bowden Connally Sr, ia no mesmo veículo, à frente do presidente, e também foi gravemente ferido, mas sobreviveu. A sua ferida ocorreu quase em simultâneo com o primeiro disparo que atingiu Kennedy (teoricamente como resultado da mesma bala, pelo que esta é conhecida como a “teoria da bala mágica”, emanada pela Comissão Warren, embora isto não seja geralmente admitido sem polêmica). Supostamente, a ação da sua esposa de se dirigir para ele e fazê-lo cair sobre as suas pernas ajudou a salvar a sua vida dado que evitou em grande parte o pneumotórax. James Tague, um espectador e testemunha do crime, também ficou com uma pequena ferida na parte direita da face. Estava situado 82 m à frente do local onde Kennedy foi atingido.

Quem matou John F. Kennedy?

Esta é a pergunta que os americanos continuam fazendo, cinquenta anos depois de sua morte. Para retratar o pensamento do povo, foi realizada uma ampla pesquisa nacional. Especialistas discutiram as teorias populares, as evidências e toda a gama de teorias de conspiração. Com base na percepção do povo, foram discutidas duas grandes questões: quem a América realmente acredita que matou JFK e por quê?

Lee Harvey Oswald, suspeito de ter sido agente do serviço secreto cubano desde pelo menos novembro de 1962 e que viveu a na União Soviética por muitos anos, foi detido 80 minutos depois do assassinato por ter matado um oficial da polícia de Dallas, J. D. Tippit. Foi acusado da morte de Tippit e de Kennedy à última hora da tarde de 22 de Novembro. Oswald negou sempre ter disparado contra o presidente.

O caso de Oswald nunca foi julgado porque dois dias depois, enquanto era trasladado e custodiado pela polícia, Jack Ruby dispara sobre ele e mata-o.

O assassinato de John Kennedy foi trabalho de um único homem, Lee Harvey Oswald, e não houve conspiração, nacional ou internacional, no ataque a tiros que matou o presidente norte-americano no dia 22 de novembro de 1963, em Dallas, no Texas. Esta foi a conclusão anunciada pela Comissão Warren, no ano de 1964. O relatório sobre a morte de Kennedy foi encabeçado pelo chefe de Justiça Earl Warren e os outros seis membros da comissão que investigou o crime.

A comissão ainda concluiu que Jack Ruby agiu sozinho ao matar Oswald, quando este era transferido de uma cadeia para a outra, dois dias depois da morte de Kennedy. O documento não encontrou fundamento para as teorias de que os dois homens estariam associados de qualquer maneira. As investigações também afirmaram que não houve uma conspiração interna ou que comunistas estivessem envolvidos no assassinato de Kennedy.

Discurso de John F. Kennedy sobre uma Conspiração

Em 27 de Abril de 1961, perante as Associações de Jornais Americanos em Nova Iorque, John F. Kennedy fez o seguinte discurso acusando as sociedades secretas:

“Senhoras e Senhores ! A palavra “segredo” é repugnante numa sociedade aberta e livre, e nós como povo somos intrinsecamente e historicamente contra as sociedades secretas, juramentos secretos e procedimentos secretos. Decidimos há muito que os perigos do excessivo e injustificado encobrimento de fatos relevantes é mais grave do que os perigos que são citados para o justificar. Mesmo hoje, de pouco vale confrontar a ameaça de uma sociedade fechada imitando as suas reservas despóticas. Mesmo hoje, de pouco vale garantir a sobrevivência da nossa nação se as nossas tradições não sobreviverem com ela.

E existe um grave perigo de que a proclamada necessidade de uma segurança acrescida seja aproveitada por aqueles que estão ansiosos para expandir os limites da censura oficial e encobrimento. No que estiver dentro das minhas possibilidades, não tenciono deixar que isso aconteça. E nenhum funcionário da minha administração, tenha ele uma posição elevada ou baixa, civil ou militar, deve interpretar as minhas palavras aqui esta noite como uma desculpa para censurar notícias, para silenciar dissidentes, para encobrir os nossos erros ou ocultar da imprensa e do público os fatos que eles tem o direito de saber.

Porque estamos confrontados em todo o mundo por uma conspiração monolítica e cruel que se apoia principalmente em ações encobertas para expandir a sua esfera de influência, em infiltração em vez de invasão, em subversão em vez de eleições, em intimidação em vez da livre escolha, em guerrilha coberta pela noite em vez de exércitos a luz do dia. É um sistema que recrutou vastos recursos humanos e materiais na construção de uma máquina muito coesa e eficiente, que combina operações militares, diplomáticas, de informações, econômicas, científicas e políticas.

Os seus planos são ocultos e não anunciados. Os seus erros são encobertos e não tornados públicos. Os seus dissidentes são silenciados e não elogiados. Nenhum gasto é questionado, nenhum rumor é publicado, nenhum segredo é revelado.

Nenhum presidente deve recear o escrutínio público do seu programa, porque dele vem o entendimento; desse entendimento vem o apoio ou a oposição e ambos são necessários. Não estou pedindo a vossos jornais que apoiem esta administração, mas pedindo ajuda na tremenda tarefa de informar e alertar a opinião pública. Porque eu tenho total confiança na resposta e dedicação dos nossos cidadãos sempre que estejam completamente informados.

Eu nunca reprimia a controvérsia entre vossos leitores, antes acolhia-a de bom grado. Esta administração pretende ser honesta com os seus erros; como um sábio disse uma vez: “Um lapso só se torna um erro se nos recusarmos a corrigi-lo.” Pretendemos aceitar toda a responsabilidade pelos nossos erros e esperamos que nos chamem a atenção quando não dermos por eles. Sem debate, sem crítica, nenhuma administração e nenhum pais pode ter sucesso, e nenhuma república pode sobreviver. Foi por isso que o legislador ateniense Sólon decretou ser crime qualquer cidadão se omitir na controvérsia. E é por isso que a nossa imprensa é protegida pela Primeira Emenda. O único negócio na América especialmente protegido pela Constituição, não para ser primeiramente distração e entretenimento, não para dar ênfase ao trivial e ao sentimental, não para simplesmente “dar ao público o que ele quer”, mas para informar, estimular, refletir, para apontar os nossos perigos e oportunidades, para indicar as nossas crises e as nossas escolhas, para guiar, moldar, educar e as vezes até antagonizar a opinião pública.

Isto significa uma grande cobertura e análise das noticias internacionais, porque já não é tão longe e estranho, mas aqui perto e local. Significa atenção maior a um melhor entendimento das notícias tal como a uma melhor difusão. E significa por fim, que o governo a todos os níveis, deve cumprir a sua obrigação de vos dar toda a informação possível fora dos estreitos limites da segurança nacional. E o mesmo se passa com a imprensa, para o registrador dos feitos do homem, o guardião da sua consciência, o correio das suas notícias, nós procuramos a força e a ajuda, confiantes de que com a sua ajuda, o homem tornar-se-á aquilo para que nasceu: livre e independente.”

Em seu discurso ele menciona sobre a Ordem do Caos, extensamente aplicada pelas Sociedades Secretas, que é provocar um caos muito grande para assim poder instalar a ordem deles (vide atual crise Europeia, guerra contra o terrorismo e etc). Os planos para acabar com as soberanias dos países e assim implantar um único governo mundial; e sobretudo denunciou a manipulação dos meios de imprensa.

Com a morte dele, morreu a última chance de um líder governamental lutar. Qual é a nossa realidade atualmente? Os jornais e televisão nos contam a verdade? Alguém depois de Kennedy tentou algo para impedi-los? A imprensa é confiável? Você acredita em tudo que dizem os jornais e televisão? Você acredita na possibilidade de estarmos sendo manipulados há séculos? Pensem nesses questionamentos.

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