Cartel de táxi protegido

Todo mundo sabe que o setor de táxis sempre foi um mercado totalmente protegido pelo estado e blindado da concorrência. No Brasil, os serviços de táxi são regulamentados pelas prefeituras, as quais emitem licenças que permitem que apenas determinadas pessoas realizem tal serviço. No Rio de Janeiro, uma licença custa cerca de R$60 mil. Em São Paulo, o valor varia de R$70 a R$120 mil. Se você for operar no Aeroporto de Congonhas, o valor pode chegar a R$250 mil.

Cartel de táxi protegido

Como funciona o cartel dos táxis

Quem quer ser taxista, mas não tem dinheiro para adquirir essa licença, tem duas opções: ou ele pode alugar um táxi de outro taxista — desta maneira dividindo com ele as despesas —, ou ele pode trabalhar com um carro de frota ou de uma cooperativa e pagar aluguel. No Brasil, o arranjo mais comum é se tornar membro de uma cooperativa.

Até que surgiu o Uber, o aplicativo de caronas para smartphone. O Uber não apenas dispensa o uso de cooperativas, como também abole completamente o uso de táxis.

Por meio do Uber, basta você clicar no ícone do aplicativo em seu celular, e um veículo — extremamente confortável, equipado com internet Wi-Fi, e com motoristas profissionais e gentis — irá se dirigir ao seu endereço, informando inclusive o tempo que irá demorar (o aplicativo trabalha com informações de GPS em tempo real). No Brasil, o Uber está presente apenas em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. Com isso, as prefeituras ficaram irritadas e estão criando leis para proibir o aplicativo, afim de proteger seu monopólio completamente “idade média”.

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