Conspiração e Farsa das eleições eleitorais

As eleições no Brasil são uma farsa, um golpe. Mas não, não se trata de mais uma teoria conspiratória nem daquelas baboseiras comunistas sobre “eleições da burguesia”.

Farsa das eleições eleitorais

E para demonstrar esta tese vamos fazer aqui uma simulação bem simples. Supondo que o Brasil tem apenas 1000 eleitores. Nestas eleições simuladas temos apenas dois candidatos a presidente: Elias Maluco e Fernandinho Beira-Mar. E vamos supor também que a contagem dos votos revele os seguintes números:

Candidato Votos %
Fernandinho Beira-Mar 20 2 %
Elias Maluco 80 8 %
Nulos 900 90 %
Total 1000 100 %

Os números revelam o esperado: a maioria da população, ciente de que os candidatos são criminosos (lembre-se, caro leitor, isto é apenas um exercício de imaginação) não votou em ninguém pois não deseja ser governada por nenhum dos dois. E a única maneira de dizer isso através de um voto é anulando-o, já que na urna não existe a opção “nenhum desses”. Apenas 10% da população votou num dos dois. Presume-se que esses 10% sejam constituídos por:

Outros criminosos que obviamente têm a ganhar com a eleição dos colegas;
Pessoas desinformadas que desconhecem a ficha criminal dos candidatos;
Pessoas irresponsáveis que sabem quem são os candidatos mas querem fazer gracinha;
Felizmente são apenas 10% da população!

Entretanto, os resultados são interpretados de outra maneira:

De acordo com a lei nº 9.504 de 30 de setembro de 1997 sancionada pelo então presidente em exercício Marco Antonio de Oliveira Maciel (portanto durante o governo Fernando Henrique Cardoso):

“Art. 2º Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.“

Sendo assim, os 900 votos nulos são desconsiderados como se não existissem, e será considerado que a população total é constituída por apenas 100 pessoas (as que votaram num dos dois candidatos). A vontade de 90% da população é desprezada porque se recusou a votar nos candidatos impostos pelos partidos.

A farsa do voto popular

Com circo eleitoral montado. Abre-se a temporada de caça aos votos. As votações para “decidir” quais serão os novos eleitos. A mídia esforça-se para passar um clima de momento decisivo para o país, mas o que tem prevalecido é o clima do “vale tudo”, onde as classes dominantes se engalfinham: troca de partido, divulgação de pesquisas de intenção de voto manipuladas, formação de coligações e alianças de última hora, tudo como de praxe, como nas outras temporadas.

As lutas campais travadas recentemente, as CPIs são esquecidas e inimigos viram “amigos desde criancinha”, interessando unicamente neste momento qual aliança renderá mais votos. Não existem princípios, ou melhor, esse é o princípio deles. Que diferença existe entre os candidatos e suas promessas? Absolutamente nenhuma!

Na disputa desesperada por flashes e holofotes, fazem seus truques e malabarismos para se saírem bem. Os programas eleitorais gratuitos são produzidos no padrão das novelas globais, com todas as palavras, sorrisos, apertos de mão, beijos em crianças nas favelas, e aparições na mídia, meticulosamente calculados pelas equipes de marqueteiros. A falta de princípios, marca das eleições antidemocráticas e farsantes.

O que o povo ganha com essas eleições? Nada! E novamente ganharemos absolutamente nada com mais uma renovação eleitoral. Essa é uma verdade histórica no Brasil, país onde o parlamento foi utilizado apenas como uma tática burguesa, um recurso do imperialismo para garantir a opressão sobre as massas.

É claro que há alguma coisa da democracia burguesa das quais os povos devem se valer, as chamadas “liberdades democráticas” – direito de ir e vir; liberdade de expressão; leis contra o racismo; direitos jurídicos como o Hábeas Corpus; direito de acesso à educação e saúde; direitos trabalhistas, como a jornada de trabalho de 8 horas, férias, 13.ºetc. – entendendo que isto representa uma conquista de sua luta e não uma dádiva da burguesia. Muito diferente, entretanto, é como isso se operou nos países dominados, entre eles o Brasil, onde essas liberdades são praticamente inúteis na prática.

A essência da democracia é a autorização dada aos oprimidos de decidir uma vez de tantos em tantos anos qual precisamente dos representantes da classe opressora os representará e reprimirá no parlamento. A História tem ensinado que o povo toma o poder parte por parte, com um pequeno poder enfrenta o poder velho e podre e pouco a pouco conquistará todo o Poder.

É meus amigos, todos já perceberam, ‘Eleição não! Revolução sim!’, ‘Não vote! Lute pela revolução!’, ‘Eleição é farsa!’.

Algumas lições devem ser tiradas dos fraudulentos processos eleitorais passados para afirmar perante aqueles que se iludiram com o mesmo, alertando assim para os próximos pleitos que mesmo assim serão inúteis como os anteriores:

  • 1 O processo eleitoral é um sistema de Partido Único das classes dominantes exploradoras, dividido em várias siglas eleitoreiras que disputam o gerenciamento de turno no velho Estado.
  • 2 A eleição é uma farsa que nada muda na estrutura econômica, política e social do país.
  • 3 Ganha a eleição quem recolhe mais dinheiro.
  • 4 Bancos, transnacionais, empreiteiras e agronegócio são quem financiam todos os principais candidatos.
  • 5 As pesquisas são um dos principais instrumentos de manipulação das eleições.
  • 6 O aumento do número de votos branco e nulos e especialmente da taxa de abstenção (boicote) foi resultado da elevação do protesto popular.
  • 7 A inevitável explosão da crise econômica é sempre maquiada nas eleições, a mídia escondendo a realidade, traições de aliados, rachas internos, mais corrupção, mais repressão e crises políticas sucessivas.
  • 8 O movimento camponês seguirá tomando terra e destruindo o latifúndio.
  • 9 Na cidade, o movimento operário continuará sua marcha de depuração com a expulsão dos pelegos e desmonte da corporativização.
  • 10 As rebeliões populares nas cidades seguirão explodindo e a juventude combatente elevará crescentemente sua consciência política, apesar da repressão.
  • 11 O rechaço à velha ordem e o boicote à farsa eleitoral seguirão crescendo e o caminho da Revolução de uma Nova Democracia se afirmará cada vez mais.

Urna Eletrônico é uma Farsa

Em 1996, 57 cidades brasileiras deixavam de lado o papel e passavam a usar a urna eletrônica para registrar seus votos. Vinte anos depois, todos as regiões contam com o voto informatizado.

O desembargador e juiz eleitoral aposentado Ilton Dellandréa afirmou, ao analisar a segurança do sistema eleitoral brasileiro, que o ato de modificar o endereço do voto registrado em uma urna eletrônica pode ser feito com mais facilidade que a inoculação de um vírus em um computador.

“Um computador, por mais protegido que esteja, é potencialmente vulnerável a vírus e invasões cujos métodos se aperfeiçoam na mesma proporção dos aplicativos protetores. Desconfio que algumas empresas proprietárias de antivírus mantêm um setor específico para criar os que elas próprias, depois, vão eficientemente combater. É a melhor explicação que encontro para a propagação dessa praga cibernética – – A urna eletrônica usada nas eleições do Brasil é semelhante a um micro. É programada por seres humanos e seu software é alterável de acordo com as peculiaridades de cada pleito. Por ser programável pode sofrer a ação de maliciosos que queiram alterar resultados em seus interesses e modificar o endereço do voto com mais facilidade do que se inocula um vírus no seu micro via Internet. Além disto, pode desvendar nosso voto, pois o número do título é gravado na urna na mesma ocasião e fica a ela associado. Há várias formas de se fazer isto. Por exemplo: é possível introduzir um comando que a cada cinco votos desvie um para determinado candidato mesmo que o eleitor tenha teclado o número de outro”

O engenheiro Amílcar Brunazo Filho (especialista em segurança de dados em computador) e a advogada Maria Aparecida Cortiz (procuradora de partidos políticos) lançaram o livro “Fraudes e Defesas no Voto Eletrônico”, pela All Print Editora, no mínimo inquietante. Mesmo para os não familiarizados com o informatiquês ele é claro e transmite a ideia de que as urnas eleitorais brasileiras podem ser fraudadas.

O livro cita o Relatório Hursti, da ONG Black Box Voting, dos EUA, em que testes de penetração nas urnas-e TXs da Diebold demonstraram que é perfeitamente possível se adulterar os programas daqueles modelos de forma a desviar votos numa eleição normal.

A Diebold, empresa responsável pela fabricação das urnas eletrônicas usadas no Brasil, 450 mil no total, uma das principais fornecedoras de equipamentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) graças a seguidos aditivos contratuais, vai ser obrigada a pagar multa de quase US$ 50 milhões nos Estados Unidos, por determinação do Departamento de Justiça, por subornar funcionários na Rússia, na Indonésia e na China. A Diebold faturou US$ 3 bilhões ano passado e atua em mais de 90 paises.

Um dos grupos hackers brasileiros intitulados Anonymous publicou uma crítica ao sistema das urnas eletrônicas brasileiras, acusando-o de ser propositalmente falho e resumindo algumas vulnerabilidades.

As principais críticas à segurança da urna eletrônica do TSE são as seguintes:

1º: Não há tecnologia que permita garantir que o software que está na urna no dia da eleição é o software que o TSE acreditava que estava lá. Não há tecnologia. Não há perícia que possa ser feita na urna, depois da votação, para descobrir se o software que foi usado durante a votação é o software que está lá depois da votação.


2º: Os relatórios independentes concluem que o método de um equipamento de votação, um sistema de votação qualquer em que a informação sobre os votos está em algum momento concentrada totalmente dentro de uma máquina, não apresenta garantias de segurança. Uma máquina pode ser programada para além de fraudar eleição, além de roubar 10% de votos talvez em todas 400 mil urnas no país, ela pode ser programada para mentir a respeito de si mesmo. Ela pode ser programada para apagar os vestígios da própria fraude.


3º: o software da urna se autoverifica. E esse é exatamente o ponto fraco. Todas as verificações que são feitas, por exemplo, mesmo as verificações que são feitas com programas dos partidos, das assinaturas digitais do software que está na urna, dependem da colaboração do software que está na urna, que vai oferecer os arquivos a serem verificados. Ora,o software na hora de fornecer esses arquivos, se ele estiver comprometido, ele vai obviamente fornecer as versões corretas do programa, aquilo que deveria estar lá e não aquilo que realmente está sendo usado na urna. Além destes três pontos preocupantes há indícios de que a “única copia da chave de encriptação”, que supostamente deveria estar armazenada no subsolo da ABIn também é indevidamente disponibilizada em cópia para a atual presidência da República.

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