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Conspiração Eldorado

O Eldorado é possivelmente o mais conhecido dos mitos sobre a cidade do ouro. Contava-se que Eldorado era uma cidade indígena mais ou menos próxima a Bogotá (Colômbia), cheia de riquezas, ruas de ouro, templos de pedras preciosas, tudo em extrema abundância. Essa é uma história do século 16 que os conquistadores espanhóis trataram de alimentar e difundir, atraindo aventureiros para os desconhecidos da América. A lenda nunca se confirmou nem nunca se perdeu ao longo do tempo. A lenda do Eldorado, que se fundava na crença de uma cidade repleta de ouro, cujo príncipe tinha também o corpo dourado, foi ouvida pelos primeiros conquistadores espanhóis que se fixaram, no século XV e XVI, nas costas da atual Colômbia e Venezuela, então chamada Terra Firme ou Terra Santa. A busca do Eldorado, que levou os europeus até ao Brasil, persistiu até meados do século XVIII.

Acreditou-se que o Eldorado fosse em várias regiões do Novo Mundo: uns diziam estar onde atualmente é o Deserto de Sonora no México. Outros acreditavam ser na região das nascentes do Rio Amazonas, ou ainda em algum ponto da América Central ou do Planalto das Guianas, região entre a Venezuela, a Guiana e o norte do Brasil Roraima. O fato é que essas são algumas — entre as várias — suposições da possível localização do Eldorado, alimentadas durante a colonização do continente americano. Apesar da lenda, muito ouro e prata foram descobertos nas Américas, em territórios como o Alto Peru, Sudeste do Brasil (Minas Gerais) e nas regiões onde viviam as civilizações asteca, inca e maia.

A lenda ouvida pelos espanhóis dizia que um rei de uma tribo todos os dias se pintava de ouro e no final do dia se banhava no rio, se lavando de todo o ouro que voltava pra terra. Muitos espanhóis correram atras dessa lenda. O mais famoso foi Francisco Pizarro que destruiu o Império Inca. Cortez no México também já havia feito o mesmo.
O fato é q mesmo seguindo pelo Rio da Prata, na Argentina, nunca se encontrou El Dorado. Até os anos 80, no Brasil.

Ouro de Serra Pelada

Foi em 1980 que se encontraram as primeiras pepitas de ouro no lugar conhecido como Açaizal, distante aproximadamente cem quilômetros da sede do município de Marabá. Já um mês depois o aglomerado de pessoas nos arredores passava de cinco mil. A notícia corria longe e atraía levas e mais levas de maranhenses, piauienses, cearenses, baianos, paraibanos e outros. Instalado o garimpo, logo chega à região a primeira comitiva do governo federal brasileiro. Sob o comando do major Sebastião Curió, repressor da Guerrilha do Araguaia, Serra Pelada virou Área de Segurança Nacional. Os garimpeiros não podiam portar armas de fogo, nem bebida alcoílica e eram proibidas as mulheres no garimpo.A aparente ordem e disciplina militares contrastavam com o grande número de conflitos internos, com a onda de doenças facilmente debeláveis, como hepatite, pneumonia, hanseníase e principalmente malária, isso sem contar com os inúmeros acidentes de trabalho (desmoronamento de barranco, mutilações, etc) e a progressiva contaminação pelo mercúrio.

A lenda de Manoa del Dorado

Eldorado (do castelhano El Dorado, “O Dourado”), Manoa (da língua achaua manoa, “lago”), ou Manoa del Dorado (já citado anteriormente) é uma lenda que se iniciou nos anos 1530 com a história de um cacique ou sacerdote dos muíscas, indígenas da Colômbia, que se cobria com pó de ouro e mergulhava em um lago dos Andes. Inicialmente um homem dourado, índio dourado, ou rei dourado, foi depois fantasiado como um lugar, o reino ou cidade desse chefe lendário, riquíssimo em ouro.

Embora os artistas muíscas trabalhassem peças de ouro, algumas das quais hoje formam o rico acervo do Museu do Ouro ,em Bogotá, nunca foram encontradas entre eles grandes minas, muito menos as cidades douradas sonhadas pelos conquistadores que pretendiam repetir a façanha de Francisco Pizarro no Peru. Tudo indica que os muíscas ou chibchas obtinham o ouro por meio de trocas com indígenas de outras regiões ou extraindo ouro dos rios da região.

Sedentos por mais ouro, os conquistadores fizeram o mito migrar para leste, para os Llanos da Venezuela e depois para além, no atual estado brasileiro de Roraima ou nas Guianas. Na forma tomada pelo mito a partir do final do século XVI, a cidade dourada, agora conhecida como Manoa, se localizaria no imenso e imaginário lago Parima e teria sido fundada ou ocupada por incas refugiados da conquista de Pizarro.

O mito é semelhante ao de Paititi ou Candire, que também seria uma cidade cheia de riquezas que teria servido de refúgio a incas que escaparam da conquista espanhola, mas costuma ser localizada muito mais ao sul, entre as selvas da Bolívia e Peru ou no Brasil, no Acre, Rondônia ou Mato Grosso. Os dois mitos têm origem comum no sonho de conquistadores de enriquecer repetindo a façanha de Francisco Pizarro, o conquistador dos incas, e influenciaram-se mutuamente, mas o de Paitíti associou-se, em tempos mais recentes, com a nostalgia de povos andinos pelo antigo Império Inca, ganhando conotações nativistas.

O Eldorado na Colômbia

Em 1534, logo depois que os espanhóis completaram a conquista do Império Inca e refundaram a Kitu dos incas como San Francisco de Quito (no atual Equador), o rei de uma tribo foi lá solicitar ajuda dos espanhóis para a guerra de seu povo contra os muíscas. Ele afirmou que na terra dos muíscas havia muito ouro e esmeraldas e descreveu a cerimônia do homem coberto de ouro que, durante séculos, despertaria a cobiça dos conquistadores.

Cronistas relatam que, assim que o impulsivo Sebastián de Belalcázar ouviu a história, exclamou “Vamos procurar esse índio dourado!” Mas não foi o único. Belalcázar saiu de Quito em busca de El Dorado já em 1535, mas Nicolás de Federmann, que saiu da Venezuela no mesmo ano; e Gonzalo Jiménez de Quesada, que partiu da costa norte da Colômbia no ano seguinte. O último foi o primeiro a chegar à terra dos musicas, perto de Bogotá e conquistá-los, em 1537. Os outros dois disputaram seu domínio da região em 1539, mas submeteram-se à arbitragem do rei da Espanha, que concedeu o governo da região de Popayán (ao sul) a Belalcázar. Quesada obteve os títulos de marechal do Novo Reino de Granada (nome que dera à região) e de Governador de El Dorado, voltando em 1549. Federmann nada obteve e foi processado pela família Welser de Augsburgo, que financiara sua expedição, acabando por morrer na prisão.

Em 1568, com 60 anos, Jiménez de Quesada recebeu a missão de conquistar Los Llanos (“As Planícies”), a leste dos Andes, com a ideia de encontrar Eldorado. A expedição partiu de Bogotá com 400 espanhóis e 1.500 indígenas e alcançou a confluência dos rios Guaviare e Orinoco, mas não pôde prosseguir e retornou quatro anos depois, derrotada e reduzida a 70 homens. Com sucessivas explorações, a localização do suposto Eldorado foi se deslocando cada vez mais para leste, em território do que é hoje a Venezuela e depois o atual estado brasileiro de Roraima e as Guianas.

Buscas pelo El Dourado

800 D.C. – A cultura muisca começou a florescer na região onde hoje está a Colômbia Central. Essa sociedade foi uma entre muitas a desenvolver técnicas excepcionais de ourivesaria na América do Sul pré-Colombiana.


1532 – Francisco Pizarro chega ao Peru para iniciar a primeira de três tentativas de conquistar o povo inca e colonizara América do Sul, armazenando grandes quantidades de ouro nesse processo.


1537 – Jimenez de Quesada explora o território muisca pela primeira vez.


1541 – Francisco de Orellana é o primeiro europeu a viajar pelo Amazonas em toda a extensão, segundo relatos, motivado pela busca de El Dorado.


1594 – Walter Raleigh faz a primeira de duas expedições em busca de El Dorado. Na segunda delas, acompanhado por seu filho Watt, que morreu durante a aventura, em 1617.


1772 – O cientista Alexander von Humboldt e a botânica Aimé Bonpland viajam para a América do Sul para, de uma vez por todas, colocar um fim ao mito de El Dorado. Eles retornam à Europa para disseminar sua conclusão, de que El Dorado não passou de um sonho dos primeiros conquistadores.

Últimas explorações do Eldorado

Em 1925, o capitão inglês Percy Fawcett fez uma das últimas procuras pelo Eldorado: acompanhado pelo filho e um amigo, Fawcett embrenhou-se nas selvas de Rondônia e Mato Grosso em busca da “Cidade Y”, que seria o Eldorado. Algumas semanas depois, Fawcett, junto com o filho e o amigo, desaparecem para sempre na Serra do Caiapó, provavelmente mortos pelos índios kalapalo. Mais de 100 expedições feitas na região perderam-se e nunca foram encontradas, tendo a região a fama de impenetrável.

Mito do El Dorado

O sonho de encontrar El Dorado, uma mítica cidade de ouro perdida na selva sul-americana, levou muitos conquistadores a se aventurarem, inutilmente, por florestas e montanhas. Séculos depois, estudos arqueológicos revelam que “O Dourado” não era um lugar, e, sim, uma pessoa.

A chegada de Colombo à América, no ano de 1492, foi o primeiro capítulo de um choque de culturas que transformou o mundo, um embate brutal entre estilos de vida e crenças completamente opostos. Arqueólogos encontram pedras sagradas dos incas no Peru. O mito europeu inspirado em El Dorado, o de uma cidade perdida, feita de ouro, à espera de ser descoberta por conquistadores aventureiros, condensa a sede infinita dos europeus pelo ouro e sua determinação em explorar financeiramente os novos territórios.

A versão sul-americana do mito, por outro lado, revela a verdadeira natureza deste território e dos povos que ali viviam. Para eles, El Dorado não era um lugar, mas um líder tão rico que se cobria de pó de ouro da cabeça aos pés todas as manhãs, e se lavava em um lago sagrado todas as noites. Nos últimos anos, com base em textos históricos e pesquisas arqueológicas, especialistas desvendaram a verdadeira história por trás desses mitos.

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