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Conspiração Jesuíta

A conspiração jesuíta refere-se a uma teoria conspiratória sobre os padres da Companhia de Jesus (Jesuítas), da Igreja Católica Romana, tal como referido por muitos teóricos conspiração anticatólicos.

A conspiração jesuíta faz parte do enredo do romance de Umberto Eco, O Cemitério de Praga. No romance de Eugène Sue, Le Juif errant, os jesuítas são retratados como uma sociedade secreta dedicada a dominação do mundo por qualquer meio possível.

História da Conspiração Jesuíta

Os primeiros registros de conspirações antijesuíticas são encontrados na Monita Secreta, no início século XVII. Documentos alegavam que os Jesuítas tentavam ganhar riqueza por meios ilícitos. Anteriormente, as suspeitas vinham dos quadros da própria Inquisição espanhola, que consideravam que os Jesuítas eram demasiados secretistas.

A Reforma Protestante, e sobretudo a Reforma Inglesa, trouxe novas suspeitas contra os Jesuítas que foram acusados de infiltração política nos reinos e igrejas protestantes. Na Inglaterra, foi proibido pertencer aos Jesuítas, sob graves sanções, incluindo a pena de morte. O Jesuitismo foi um termo cunhado pelos seus adversários para denominar as práticas dos Jesuítas ao serviço da Contra-Reforma.

O desenvolvimento do jansenismo na França no século XVIII levou a rivalidades internas na igreja entre jesuítas e os jansenistas e, embora os Jesuítas pró-papais, em última instância, tivessem prevalecido, custou-lhes caro no que respeita à sua reputação na Igreja Galicana largamente influenciada pela Igreja Francesa.

Muitas conspirações antijesuíticas emergiram no século XVIII, com o Iluminismo, como parte de uma suposta rivalidade secular entre a Maçonaria e a Companhia de Jesus. Os ataques dos intelectuais aos Jesuítas foram vistos como uma contraprova eficiente para o movimento de antimaçonaria promovido por conservadores, e este padrão ideológico de conspiração persistiu até o século XIX como um importante componente do anticlericalismo francês. Foi, no entanto, confinado às elites políticas, até a década de 1840, quando entrou no imaginário popular através dos escritos dos historiadores Jules Michelet e Edgar Quinet do Collège de France, que declarou “la guerre aux jesuites”, e o romancista Eugène Sue, que em seu best-seller Le Juif errant, retrata os jesuítas como uma “sociedade secreta inclinada a dominar o mundo por todos os meios disponíveis”. A heroína de Sue, Adrienne de Cardoville, afirma que ela não podia pensar nos jesuítas “sem idéias de escuridão, de veneno”.

Teorias de conspiração de épocas anteriores frequentemente incidiram sobre a personalidade de Adam Weishaupt, um professor de direito que foi educado em uma escola jesuíta e criou a Ordem Illuminati da Bavieria. Weishaupt era acusado de ser o líder secreto da Nova Ordem Mundial, e mesmo de ser o próprio demônio. Augustin Barruel, um ex-jesuíta, escreveu longamente sobre Weishaupt, alegando que estes Illuminati tinham sido os promotores secretos da Revolução Francesa.

O antijesuitismo desempenhou um papel importante no Kulturkampf, culminando com a Lei dos Jesuítas de 1872, aprovada por Otto von Bismarck, que exigia que os jesuítas dissolvessem suas casas na Alemanha, proibiu os membros de exercer a maioria de suas funções religiosas, e permitiu às autoridades negar a residência aos membros específicos da ordem. Algumas das disposições da lei foram removidas em 1904, mas só foi revogada em 1917.

Na década de 1930, as teorias conspiratórias jesuítas foram utilizadas pelo regime nazista com o objetivo de reduzir a influência dos jesuítas, que tinham escolas secundárias e eram engajados no trabalho com jovens. Um panfleto de propaganda “O jesuíta: o obscurantista sem pátria” por Hubert Hermanns, advertiu contra o “poder negro” dos jesuítas e suas intenções “misteriosas”. Declarados “vermes públicos” [Volksschädlinge] pelos nazistas, os jesuítas foram perseguidos, internados e, às vezes assassinados.

Na China e no Japão, os Jesuítas foram acusados por vários imperadores de jogar política imperial e tribais, e o seu envolvimento no caso dos ritos chineses, em última análise, a Empresa foi obrigada a reduzir as suas atividades no Extremo Oriente.

Outras conspirações e críticas iram assinalar o papel preponderante dos jesuítas na colonização do Novo Mundo, e mencionarão controvérsias relacionadas com o tratamento dos povos indígenas, alegando que os jesuítas involuntariamente podem ter contribuído para a assimilação dessas nações indígenas.

Na década de 1980, reivindica-se que líderes radicais jesuítas conduziam movimentos revolucionários na América Latina que levou a suspeita generalizada contra a Companhia pela ala direita dos governos latino-americanos, e também uma repressão gerada da Teologia da Libertação pelo Santo Ofício.

Uma notável fonte de conspirações modernas sobre o assunto está na matéria Vatican Assassins de Eric John Phelps, que afirma que o Superior Geral da Companhia de Jesus, ou Papa Negro, é responsável por várias intrigas na política externa dos EUA.

Objetivos da Ordem Jesuíta

  • 1. Destruir as três grandes religiões, que não obedecem ao papa, isto é, a Igreja Ortodoxa (Grega e Russa), o Islamismo e, principalmente, o Protestantismo. Destruir, também, o povo judeu e todos os dissidentes de Roma considerados hereges. A Ordem Jesuíta foi fundada pelo ex-soldado espanhol Inácio de Loyola, para combater a Reforma Protestante, seguindo à risca todos os dogmas do Concilio de Trento, o que tem feito, desde a sua fundação oficial, em 1540.
  • 2. Criar uma Nova Ordem Mundial, através da dissolução de todos os governos democráticos e liberais, a fim de estabelecer um governo absolutista único, sob a égide do papa de Roma, como na Era das Trevas.
  • 3. Construir o Templo de Salomão em Jerusalém, de onde o papa de Roma governaria o mundo, econômica, política e espiritualmente, através do Papa Negro (seria o governo do Anticristo dirigido pelo falso profeta).

Os planos para o estabelecimento desse governo já haviam sido delineados antes da perda dos Estados papais, conforme reunião secreta dos líderes jesuítas, em 1825, um resumo da qual vamos apresentar, extraído do livro “Vatican Assassins” de Eric Jon Phelps, citando o Apêndice I do livro “The Jesuits History”, de Hector Macpherson, da Ozark Book Publications, edição de 1997.

Em 1825, onze anos após o reavivamento da Ordem Jesuíta, teve lugar, no Colégio Jesuíta Chieri, na cidade de Turim, Itália, um encontro secreto dos líderes da Ordem, durante o qual foram discutidos os planos para o fortalecimento do poder do papa, no mundo inteiro, e para o estabelecimento de governos que apoiassem os esquemas e ambições dos Jesuítas. Os que a estes se opusessem deveriam ser esmagados sem piedade.

Um Jesuíta jovem chamado Leone, favorito do reitor do Colégio (o qual viria a se tornar, em seguida, o General da Ordem), era o taquígrafo dos discursos e discussões ali apresentados. Essas notas foram depois publicadas por um editor francês e, em 1848, foram traduzidas para o Inglês e inteiramente autenticadas, podendo ser vistas no Museu Britânico, onde se encontram guardadas.

Plano da Ordem Jesuíta para um governo mundial

“A primeira geração (1825-1865) não nos pertencerá. A segunda (1865-1905) quase nos pertencerá. A terceira (1905-1945), sem dúvida alguma, nos pertencerá.” – Plano da Ordem Jesuíta

O desejo da Ordem Jesuíta é estabelecer um Império Mundial (A partir de 1945, tendo se aliado aos vencedores da II Guerra Mundial), quando viram que Hitler estava perdendo a guerra, os Jesuítas tomaram as seguintes providências:

  • Transportar para os bancos da Suíça e América todo o ouro dos nazistas, o que foi feito através do “Trem da Misericórdia”.
  • Aplicar esse dinheiro para enriquecer o Vaticano, a fim de corromper os governos e as consciências individuais, através do poder econômico.
  • Contrabandear os nazistas (Operação Clipe de Papel), colocando-os em postos chaves para influenciar os destinos da nação mais rica do Ocidente, os Estados Unidos da América.

Trabalhando em silêncio

A Ordem Jesuíta faz uma guerra secreta, evitando qualquer exposição à publicidade. Cada bispo age rigorosamente sobre o seu rebanho, sendo gentil, porém inflexível. Todos são orientados a assumir a humildade de um cordeiro, para ganhar todos os corações. Mas também deve saber agir com ferocidade, quando tiver de defender os direitos da Igreja, que nada os possa diferenciar dos outros homens, em matéria de aparência.

Promovendo Revoluções e guerra entre as classes

Quando a ebulição (estado de efervescência), que foi fomentado secretamente, tiver atingido o clímax, a tampa do caldeirão será repentinamente removida e então serão expostos todos os políticos, os quais são ignorantes e desatentos, a ponto de servir de ferramentas (Hitler, Mussolini, Pavelic, Dolfuss, Stalin, Roosevelt, na II Guerra Mundial). Desse modo, os esforços resultarão numa revolução digna desse nome, a qual combinará, numa conquista universal, sob todas as conquistas já realizadas. [Tudo isso já aconteceu com o estabelecimento da União Européia, em conseqüência da II Guerra Mundial, da Guerra Fria e da queda do Muro de Berlim.]

Para não perder de vista esse objetivo maior, as pessoas devem ser moldadas conforme esse propósito. O povo é o vasto dominio a ser conquistado pela Ordem Jesuíta. As classes mais altas têm sido sempre inacessíveis às mais baixas, portanto deve-se alimentar entre elas a antipatia mútua. O ideal é acalentar o populacho, que é, sem dúvida, um implemento de poder. A plebe deverá considerar a Igreja como seus calorosos defensores, favorecendo os seus desejos (Nos Estados Unidos, o Movimento dos Direitos Civis dos Negros, no Brasil o Movimento dos Sem-Terra). A Ordem Jesuíta deverá alimentar a raiva, abrindo essa raiva no “populacho” para se dar a esperança de uma Era de Ouro (Nova Ordem Mundial).

Influenciando os grandes e poderosos

É sobre os grandes que a Ordem Jesuíta deve exercer particular influência. A Ordem Jesuíta deve levar todos a acreditarem que, num período tempestuoso, não existirá segurança alguma, a não ser que usem a mediação da Ordem Jesuíta. Todos devem conhecer a causa de todo o mal e dessa forma a fermentação das massas vai permanecer.

A Ordem Jesuíta deve de todas as maneiras, garantir a ajuda aos pensadores modernos, qualquer que seja a natureza de suas opiniões. Se puderem ser induzidos a escrever a favor da Ordem Jesuíta, todos terão elogios.

O ex-bispo Gerard Bouffard da Guatemala disse que o Vaticano é o “real controlador espiritual” dos Illuminati e da Nova Ordem Mundial, enquanto os jesuítas, através do Papa Negro, o Padre Geral Peter Hans Kolvenbach, realmente controlam a hierarquia do Vaticano e a Igreja Católica Romana.

A “Companhia de Jesus” ou a “Ordem Jesuíta” tem uma história vergonhosa de quase cinco séculos. Imperadores e reis, governantes e personagens de “excelência” por potências estrangeiras foram treinados pelos jesuítas e o poder que eles afirmam ter, tem como base uma ideologia e um dogma totalitários. Os missionários e comerciantes de “salvação eterna”; protagonistas das intrigas políticas do mundo, com as famílias reais e famílias que administram os bens do Vaticano, os jesuítas têm um poder enorme.

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