Estratégia das Tesouras

A “Estratégia das Tesouras” na dialética de Hegel e Marx, usa e cria em jogar com as contradições não somente no plano teórico, mas no de ação prática para se atingir um objetivo que no caso seria a conquista e permanência no poder.

Lênin sempre falou e praticou esta política da “Estratégia das Tesouras”. Que consistia em ter dois partidos comunistas sempre dominando o cenário político, midiático, econômico e social do país. Um com viés autoritário/estatal, por exemplo, e o outro ou com viés mais ameno ou democrático/apaziguador. O líder comunista Josef Stalin, que governou a União Soviética de 1920 até a sua morte em 1953 continuou a prática.

No Brasil há três e não mais de três correntes políticas organizadas: o socialismo fabiano que nos governa, o socialismo marxista e o velho nacional-esquerdismo janguista.

A articulação dos dois socialismos era chamada por Stalin de “estratégia das tesouras”: consiste em fazer com que a ala aparentemente inofensiva do movimento apareça como única alternativa à revolução marxista, ocupando o espaço da direita de modo que esta, picotada entre duas lâminas, acabe por desaparecer. A oposição tradicional de direita e esquerda é então substituída pela divisão interna da esquerda, de modo que a completa homogenização socialista da opinião pública é obtida sem nenhuma ruptura aparente da normalidade. A discussão da esquerda com a própria esquerda, sendo a única que resta, torna-se um simulacro verossímil da competição democrática e é exibida como prova de que tudo está na mais perfeita ordem.

No Brasil temos praticamente isso, administraram o capitalismo como se fossem capitalistas, ao mesmo tempo que espalhavam a doutrinação marxista nas escolas, demoliram as Forças Armadas, instituíram novas regras de moralidade pública inspiradas no marxismo cultural da Escola de Frankfurt, neutralizavam por meio da difamação midiática as lideranças direitistas, criaram um aparato de repressão fiscal destinado a colocar praticamente fora da lei a atividade capitalista e, subsidiavam com dinheiro público o crescimento do MST, a maior organização revolucionária que já existiu na América Latina.

Fingiam cuidar da saúde do capitalismo enquanto destruíam suas bases políticas, ideológicas, culturais, morais, administrativas e militares, deixando o leito preparado para o advento do socialismo. Fizeram tudo isso sob o aplauso de uma classe capitalista idiota, incapaz de enxergar no capitalismo nada além da sua superfície econômica e ignorante de tudo o que é preciso para sustentá-la.

Estratégia das Tesouras no Brasil

Atualmente não existe um único partido de direita no Brasil, o máximo que temos é de centro. A estratégia das Tesouras no Brasil sempre foi PT x PSDB; A estratégia das tesouras consiste em induzir aqueles que são contra seu partido a irem para a oposição, que na verdade não é oposição nenhuma.

Quando alguém te chama de PSDB ou fala que o PSDB fez assim, assado no passado ele ataca seu subconsciente fazendo parecer que a única oposição existente ao PT é o PSDB, daí ou ele te convence que o PT é o melhor para você ou ele faz você cair em sua armadilha, te fazendo a ir para falsa oposição que seria o PSDB.

O PSDB não possui nenhuma oposição ideológica contra o PT, seus militantes são formados de “ex” – esquerdistas, no atual contexto quando perguntado sobre um Impeachment ao PSDB sobre a presidente Dilma, falam que não há lugar para isso.

No Brasil, a “direita neoliberal” é representada pela figura de um partido social democrata, o PSDB, o que, em última análise, prova que não temos uma direita, mas uma espécie de “direita da esquerda”, um espantalho, um fantoche da própria esquerda.

Na antiga URSS, também dois partidos como o PT e o PSDB disputavam as eleições, sendo essa a forma que os sovietes encontraram para se eternizar no poder: criar a sua própria “direita”.

Não existia divergência ideológica entre esses partidos, apenas divergências administrativas. Em países assim, como Rússia, Cuba etc., as eleições são de mentirinha e o que existe, na verdade, é um partido único e alguns partidos satélites. Entre nós, o que impera é apenas o neo-mercantilismo, uma espécie de capitalismo de estado, pautado em uma política econômica keynesiana e voltada para proteger uma determinada casta de amigos do rei. Nunca existiu na nossa História uma direita genuína, uma direita que aplicasse os valores da liberdade, do livre comércio e da livre iniciativa.

O que sempre tivemos foi a mão de ferro do estado intervindo na economia – inclusive, em todos os regimes militares, desde Getúlio Vargas, isso foi uma realidade incontestável. O Brasil sempre foi um Estado intervencionista e nunca houve liberalismo econômico, sendo essa a razão do seu atraso em relação aos países onde realmente existe uma direita liberal: EUA, Austrália, Nova Zelândia, Suíça, Japão, Canadá etc.

A direita liberal não é também a solução, porque também faz parte da estratégia das tesouras, se fingindo de direita, para tentar criar uma falsa oposição política, fazendo com que a economia dos países melhore, mas politicamente estaríamos em um comunismo com liberdade econômica fantasiosa.

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