Globalistas x Nacionalistas

“Eles têm um único propósito, e darão seu poder e sua autoridade à besta” (Apocalipse 17.13, NVI).

Globalistas x Nacionalistas no Brasil

A tradicional disputa esquerda x direita se superporá a divisão entre globalistas e nacionalistas (ou “soberanistas”).

“Extrema Direita” é um termo pejorativo usado pela Grande Mídia Maçônica para dar conotação de radicalismo ao Nacionalismo, e manipular os inocentes a apoiar a Direita Liberal. Nacionalismo é incompatível com a Direita e Esquerda, que são maçônicas, globalistas, revolucionárias e subversivas.

No Brasil, a esquerda, com Marina Silva representa os globalistas, o Ciro Gomes os nacionalistas. Na direita, João Dória os globalistas e Jair Bolsonaro os nacionalistas. Acrescento apenas que, ao longo do processo, a coisa pode complicar-se ainda mais, tendo em conta que tanto o bloco russo-chinês quanto o islâmico podem tentar instrumentalizar alguns movimentos nacionalistas aqui no Brasil.

A história nos mostra muitas vezes a verdade. O Brasil foi inicialmente uma colônia do Império Português, estabelecido durante a colonização portuguesa da América. Os historiadores não têm certeza sobre o momento exato em que os brasileiros desenvolveram um nacionalismo local, distinto do português. Em alguns casos, é apontado para a própria descoberta, em outros, é atribuído às explorações dos bandeirantes ou ao teatro sul-americano da Guerra Luso-Holandesa no século XVII.

Ainda assim, os primeiros casos de um forte sentimento nacionalista emergiu no século XIX. A oligarquia colonial branca nascida no Brasil passou a desenvolver sentimentos contra o sistema colonial e a manifestar hostilidade às autoridades portuguesas. Em 1789 já havia conspirações locais que buscavam a separação do território brasileiro de Portugal, mas a Independência do Brasil ocorreu apenas na década de 1820, após a transferência da corte portuguesa para o Brasil durante as guerras napoleônicas. Os brasileiros tinham o desejo de terem um governo próprio e se ressentiam da riqueza nacional que foi levada para Portugal.

Após a independência, o nacionalismo brasileiro manteve o seu sentimento antilusitano, expandindo-se para sentimentos antibritânico e anti-hispânico (especialmente contra os países da Bacia do Rio da Prata – Argentina, Paraguai e Uruguai), moldando um nacionalismo antiestrangeiro. O sentimento antilusitano era comum em todo o Brasil e ajudou a manter o país unificado durante o período colonial ​​e nos primeiros anos caóticos após a independência. A monarquia brasileira também foi um fator unificador, visto que a maioria da elite aceitava a autoridade dos reis e temia as consequências de uma revolução potencial de seus escravos. A elite imaginava um país de pessoas brancas, mas os escravos, mulatos e mestiços compunham quase dois terços da população brasileira. Por conta disto, o Império do Brasil passou a encorajar a imigração europeia, para aumentar o número de pessoas brancas na população local.

O sentimento antilusitano também levou a um aumento da utilização da língua francesa, em detrimento da língua portuguesa. A França era vista na época como um modelo de civilização e progresso. O nacionalismo literário começou na década de 1840 com as obras de José de Alencar, que usou modelos literários franceses para descrever as regiões e ambientes sociais do Brasil. Obras literárias nacionalistas tornaram-se mais complexas na segunda metade do século XIX.

Globalização

O Globalismo pode ter pelo menos dois significados diferentes e opostos. Um significado é a atitude política ou da colocação dos interesses de todo o mundo acima das individuais nações. Outra é ver o mundo inteiro como uma esfera própria de um projeto de nação para influência política. O globalismo naturalmente convive com várias outras configurações fundamentais de vida e pensamento. O tribalismo, o nacionalismo e o regionalismo, assim como o colonialismo e o imperialismo, continuam presentes em todo o mundo. Mas todas essas realidades adquirem outros significados e outros dinamismos, devido aos processos e às estruturas que movimentam a sociedade global. Esse é o vasto cenário em que se formam e recriam correntes de pensamento de alcance global.

O mundo imaginado por pacifistas-cosmopolitas-globalistas como John Lennon, na sua música de 1971 — Imagine there’s no countries / It isn’t hard to do […] (“Imagina que não há nenhum país / Não é difícil imaginar […]”) —, é um cenário de horror nacionalista. Tal como é um pesadelo o fim do Estado-nação anunciado pelos entusiastas (neo)liberais da globalização como Kenichi Ohmae, em The End of the Nation State: The Rise of Regional Economies / “O Fim do Estado-nação…”, 1995). Não foi a utópica visão de John Lennon — de um mundo em paz, sem fronteiras, sem religiões e nacionalidades, onde a cobiça de bens materiais estaria ausente —, que se impôs nas últimas décadas. Impôs-se antes a visão (neo)liberal apologeticamente defendida por Kenichi Ohmae e outros, que acentuou a primazia do econômico.

Os Estados foram suplantados pelos mercados e subordinaram-se à sua lógica. Num mundo (quase) sem fronteiras, os bens, o capital e a mão-de-obra foram postos a circular livremente. Os governos nacionais, por gosto ou a contragosto, adotaram boas práticas de governação: leia-se uma governação baseada em ideias (neo)liberais, afastando outras opções políticas. Os resultados são assimétricos. As elites cosmopolitas e as partes da população mais qualificada e adaptada ao mundo (neo)liberal sem fronteiras tiraram benefícios, de maior ou menor grau.

A tendência em direção a uma autoridade global centralizada é intensa e há algumas razões bastante lógicas pelas quais a globalização faz sentido. A globalização oferece benefícios econômicos, tais como um crescente comércio global e investimentos que fazem expandir a prosperidade. E há uma visão para a paz entre as nações que deveria ser atingível se o mundo simplesmente pudesse trabalhar mais em conjunto. Logicamente, seria necessário haver uma poderosa autoridade global para fazer isso acontecer.

A elite governante mundial está se tornando mais unificada em sua visão de um governo global como solução para aquilo que aflige a humanidade. E, como os humanistas geralmente negam mas praticam de todo o coração, os fins justificam os meios. Eles têm fabricado uma crise de mudança climática para forçarem o mundo a trabalhar junto e para terem mais controle sobre a população.

Não há nada como uma boa crise para fazer mudanças que nos movem para mais perto de um poder governamental mais global. A intensa correção política associada à “ciência estabelecida” da mudança climática revelam que poderosas forças espirituais estão por detrás da crise.

O lado feio da globalização é a ideia de que a autoridade mais centralizada é uma coisa boa. Ela apela para uma visão de mundo humanista que acredita que podemos resolver qualquer problema que a humanidade enfrente através do esforço humano coletivo separadamente de Deus. Este espírito de independência de Deus é idolatria e é a mesma atitude que foi prevalecente na Torre de Babel quando Deus espalhou o povo confundindo-lhe a linguagem (Gênesis 11).

Antiglobalização

O termo antiglobalização designa os que se opõem aos aspectos capitalista-liberais da globalização. Na época da Guerra Fria, o globalismo (que passou a ser mais identificado nas últimas décadas pelos termos “globalização” e “Nova Ordem Mundial”) foi interpretado como significando apenas “expansão do imperialismo americano”.

Para se definir a antiglobalização, é preciso que se tenha uma noção do que se entende por globalização, sentido que está longe de ser consensual; os acadêmicos não conseguem se pôr de acordo acerca do verdadeiro significado do termo globalização, para o qual ainda não há uma definição coerente ou universal. Alguns autores se concentram nos aspectos meramente econômicos, outros nos fluxos financeiros, outros nos aspectos políticos e legislativos, e assim por diante.

Para a sociologia a globalização é o processo pelo qual a vida social e cultural nos diversos países do mundo é cada vez mais afetada por influências internacionais em razão de injunções políticas e econômicas.

A globalização é um fenômeno capitalista e complexo, cujas raízes se desconhecem. Há quem diga que tem suas raízes na Revolução Industrial, há quem diga que tem origem com os Portugueses no tempo das Descobertas. Passou despercebido por muito tempo. Hoje a tendência dos economistas é de analisar a globalização como resultado do pós Segunda Guerra Mundial, ou ainda, da Revolução Tecnológica.

Nos anos 1990, falava-se muito também de “transnacionalização das empresas” e “expansão dos meios de comunicação”. Na verdade, o globalismo incluía tudo isso, mas com um adendo: sua intenção “não era aumentar o poder dos EUA”, mas usar esse seu poder hegemônico midiático, político e cultural para difundir os ideais do globalismo.

Por isso seria conveniente investir em uma Nova Ordem Mundial onde o poder decisório será entregue não a um país que um dia verá o fim de sua hegemonia, mas a organismos internacionais que mediarão daqui para frente as diferenças entre os países e que serão geridos por uma elite de cabeças pensantes patrocinadas pelos defensores do ideal globalista. Dessa forma, a queda da hegemonia americana não afetaria economicamente os negócios bilionários dos globalistas.

É um movimento que reivindica o fim de acordos comerciais e do livre trânsito de capital. Opõem-se ainda os antiglobalistas à formação de blocos comerciais como o NAFTA e a ALCA.

Manifestam também, preocupação com danos ao meio ambiente e aos direitos humanos, entre outros fatores que julgam serem produto da globalização capitalista. A “globalização cultural,” na sua forma atual, pode ser entendida como a importação, em via de mão única, de itens culturais estandardizados e ícones de um único país, os Estados Unidos, numa “americanização” altamente superficial, incoerente, fracional e deficiente, em que os outros povos “como macacos, imitam algo que eles nem mesmo entendem.

Nacionalismo

O nacionalismo é uma tese ideológica, surgida após a Revolução Francesa. Em sentido estrito, seria um sentimento de valorização marcado pela aproximação e identificação com uma nação. São vários os movimentos dentro do espectro político-ideológico que se apropriam do nacionalismo, ora, como elemento programático, ora como forma de propaganda. Nomeadamente, nos finais do século XIX, em Portugal contra o iberismo. Já durante o século XX, o nacionalismo permeou movimentos radicais como o fascismo, o nacional-socialismo na Alemanha, o saudosismo e o integralismo no Brasil e em Portugal, especialmente durante o (Estado Novo no Brasil e Estado Novo em Portugal).

O nacionalismo consiste no enaltecimento das virtudes de uma determinada nação vista como única. Para todos os que dela fazem parte, a pertença deve ser motivo de grande orgulho. O nacionalismo reveste-se de múltiplas tonalidades e graus, desde os mais suaves aos mais agressivos — na realidade não há um nacionalismo, mas nacionalismos, no plural. As suas manifestações resultam da forma como a própria nação se define: pela etnia, pela língua, pela religião, pela história, etc. Uma das mais comuns é desejo de independência política.

Quando comparados com os anos 1920 e 1930, os atuais nacionalismos europeus / ocidentais estão numa atitude politicamente mais defensiva. Não é a expansão territorial, nem o domínio de outros povos que os motiva, como no período imperial e colonial. O que os move é a vontade de controle soberano do seu próprio território e população, excluindo a influência estrangeira: estão em rota de colisão com o cosmopolitismo. A frase que capta a sua visão do mundo é esta: “na nossa casa mandamos nós.” Vêm a globalização (e a própria integração europeia) como agressiva da economia, emprego e identidade nacional. A Europa é agora destino de fluxos migratórios de massa do resto do mundo. Na ótica nacionalista isso descaracteriza culturalmente a nação e a destrói politicamente.

A Constituição americana – 74 delegados de 12 estados (as Treze Colônias exceto Rhode Island) participaram da Convenção da Filadélfia. Eles representavam a liderança americana do século XVIII. Quase todos eram homens bem-educados que foram líderes de suas comunidades. Alguns deles também eram notórios em negócios de Estado. Virtualmente cada um participou da Revolução Americana; pelo menos 29 serviram ao Exército Continental, alguns deles em postos de comando. Os principais nomes entre os “pais fundadores” são os de John e Samuel Adams, George Washington que se tornou o primeiro presidente.

A eleição e posse do Presidente Trump abalou o mundo, com suas expressas manifestações nacionalistas, na forma do seu discurso de posse – America First – e sua contestação á globalização.

Analistas, entretanto, dão conta de que o fenômeno Trump não é inédito na política americana, há dois séculos sacudida por ondas ora de cosmopolitismo, ora de provincianismos, hoje sob a disjuntiva de globalistas x nacionalistas, tendências, entretanto, nem sempre antagônicas. Ambas, na verdade, ancoradas nos ensinamentos dos Pais da Pátria, na promoção dos valores individuais como fundamento da cidadania, defesa da democracia liberal e promoção do livre comércio, tudo sob o manto da missão salvadora dos Estados Unidos como vanguarda do progresso da humanidade.

Este site foi criado por Luís Eduardo Alló (fundador e editor), bacharel em Direito, mineiro de Muriaé – MG e que adora trabalhar na web.

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