Morte Misteriosa de Grigori Rasputin

Rasputin foi um homem que era conhecido como muitas coisas, Grigoriy Yefimovich Rasputin nasceu na aldeia de Pokrovskoie, Oblast de Tiumen, Guberniya de Tobolsk, no dia 22 de janeiro de 1869 e faleceu em Petrogrado, atual São Petersburgo no dia 30 de dezembro de 1916, ele ficou conhecido por ser um místico russo, figura politicamente influente no final do período czarista. Algumas pessoas o chamavam de “Mad Monk”. Algumas pessoas o conheciam como um tipo diferente de “homem santo”. Outros o viam como uma ameaça para a Rússia, devido à sua misteriosa relação com o Czar Nicolau II e Czarina Alexandra. É certo que ele não era um monge. No entanto, se ele era um homem santo ou uma fraude está ainda em discussão. A questão aqui é de saber se ele era uma boa influência para a família real ou foi a razão pelo qual o czar Nicolau II foi o último imperador da Rússia, isso tudo ainda intriga a todos.

Grigori Rasputin

Rasputin pode ou não pode ter sido uma fraude com uma influência sobrenatural sobre o czar e da czarina da Rússia. Seja qual for o motivo do povo da Rússia de odiar Rasputin, talvez por medo, desconfiança, ciúme ou raiva, sua opinião foi ignorada ou simplesmente desconhecido para a família real (o Romanovs). Claro, muitas pessoas não teriam coragem de fazer nada sobre isso, por medo de incorrer na ira do czar e da czarina. No entanto, alguns se atreveram a falar contra o tal “homem santo”.

A história de sua morte é um mistério até os dias de hoje, a história diz que Grigori Rasputin foi convidado a visitar o palácio do príncipe Felix Yussupov na noite de 17 de dezembro de 1916. O pretexto foi que ele fosse ver a esposa do príncipe Irena. A verdade da questão é que o Príncipe Felix, Vladimir Purishkevic, Dr. Lazaret (Nome desconhecido) e, o Grande Duque Dimitri Romanov estavam planejando matar o suspeito “homem santo”.

Foi então que o Príncipe Felix Yussupov acabou levando Rasputin para uma sala de jantar onde havia refrescos à sua espera. Estas bebidas tinham sido misturadas com veneno. No início, parecia que Rasputin não iria beber nem comer nada, mas depois de um tempo o príncipe Felix começou a entrar em pânico, Rasputin começou a comer e beber (ou assim diz a história). Durante várias horas, só que para espanto de todos, o tal “homem santo” Rasputin não mostrou praticamente nenhum sinal de ter sido envenenado.

Aterrorizado, Iussupov desculpou-se e subiu ao primeiro andar, para avisar seus cúmplices que o veneno não fazia efeito: Rasputin tinha seguramente parte com o diabo. O príncipe desceu novamente. “Nós nos sentamos de frente um para o outro e bebemos em silêncio”, contaria ele em suas Memórias. “Rasputin me olhava com um sorriso zombeteiro, como que dizendo: ‘Estás vendo, não podes nada contra mim’. De repente, ele me lançou um olhar de ódio. Um olhar diabólico.”

Passaram-se duas horas, e Rasputin se impacientava, vendo que Irina não chegava. Os quatro conspiradores, no limite de seus nervos, se perguntavam se não seria melhor descer de uma vez e acabar com Rasputin. Iussupov ia e voltava de um andar a outro. Argumentava que seu hóspede era capaz de uma reação terrível se visse os quatro chegarem juntos. Se Dimitri lhe emprestasse seu revólver, ele mesmo abateria o convidado!

O príncipe desceu novamente, com a arma escondida. Ao chegar ao subsolo, ficou por um momento contemplando o crucifixo sobre a escrivaninha. “Vê como esse Cristo é bonito”, disse ao convidado. “Faz o sinal da cruz diante dele e reza uma oração.” Obrigando a vítima a fazer o sinal da cruz, esperava exorcizar o demônio que protegia seu inimigo. Talvez por intuição, Rasputin teve um momento de apreensão, mas seu adversário não lhe deu tempo de se recompor. Empunhou a arma e acertou-o no peito. Com um grito, Rasputin desabou no chão. Ao ouvir o ruído, os quatro cúmplices entraram correndo e levaram o corpo do infeliz, em convulsão, até o pátio. Antes de irem jogar o corpo no rio, os quatro voltaram ao primeiro andar, para se despedir das duas senhoras e avisá-las de que o crime estava consumado.

Iussupov desceu novamente para contemplar o cadáver, conferiu o pulso e, acreditando que o coração já não batia, sacudiu o corpo com toda força e o deixou cair com violência sobre a neve. De repente, Rasputin abriu um olho, e em seguida o outro. “Aconteceu então algo inacreditável”, continua Iussupov em seu relato. “Rasputin reuniu todas as suas forças. Com um pulo, se levantou, espumando pela boca, e avançou sobre mim, com um rugido assombroso. Com os dedos trêmulos, se agarrou a meus ombros, depois ao meu pescoço, tentando me estrangular. Ele urrava meu nome.”

O príncipe contou que empurrou Rasputin com todas as forças e conseguiu se soltar. Do alto da escadaria, Purichkevitch ouviu o príncipe pedir: “Atira! Ele ainda está vivo”. O cúmplice desceu, com um pesado revólver na mão. Viu Rasputin avançar sobre o príncipe no pátio, aos gritos: “Félix, Félix, eu vou contar à czarina!”. Purichkevitch se lançou em sua perseguição e atirou duas vezes, mas errou. Chegou então o grão-duque Dimitri, o único militar do grupo, acostumado a usar uma arma. Este também atirou duas vezes: a primeira bala atingiu Rasputin nas costas; a segunda, na cabeça, o derrubou no chão, sobre a neve. Diante das duas mulheres assustadas, os homens exultaram. Descontrolado, Iussupov atacou violentamente o corpo e, depois, mandou o mordomo apagar os vestígios de sangue. Para ter um álibi, matou com um tiro na boca seu cachorro mais fiel, para o caso de alguém declarar posteriormente ter ouvido estampidos de armas.

Purichkevitch, Sukhotin e Lazovert, por sua vez, enrolaram Rasputin em um cobertor, amarraram com uma corda e o levaram de carro até uma ponte. Ali, o alçaram sobre o parapeito, sobre a capa de gelo que recobria o rio Neva e procuraram uma brecha para lançar o corpo às águas. Na pressa, esqueceram de pesos que fizessem o cadáver afundar. Dois dias depois, a 200 metros da ponte, surgiu o morto coberto de gelo e horrivelmente mutilado. Mais surpreendente eram suas mãos: estavam erguidas, como se tentassem se soltar das cordas. A autópsia revelou a presença de água nos pulmões, prova de que apesar do veneno, das balas e dos golpes que sofrera, ainda respirava quando foi jogado na água. Morreu afogado e de frio.

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