Conspiração do Nióbio Brasileiro

O nióbio é um elemento químico, de símbolo Nb, número atômico 41 e massa atómica 92,9 u. Este nome deriva da deusa grega Níobe, filha de Tântalo, que por sua vez deu nome a outro elemento da família 5B, o tântalo.

Este elemento é muito utilizado em ligas de aço para a produção de tubos condutores de fluidos. O Nióbio foi descoberto em 1801 pelo inglês Charles Hatchett. Atualmente o Brasil é o maior produtor mundial de nióbio e ferronióbio, uma liga de nióbio e ferro.

Conspiração do Nióbio Brasileiro

O nióbio é muito utilizado em indústrias nucleares devido a sua baixa captura de nêutrons termais, usado em soldas elétricas, além de ser usado na produção de joias como, por exemplo, os piercings.

Esse elemento é muito utilizado na fabricação de componentes de motores de jatos , subconjuntos de foguetes, equipamentos que necessitem de altas resistências a combustão. O nióbio está sendo avaliado como uma alternativa ao tântalo para a utilização em capacitores.

O Brasil detém 98% de todas as reservas mundiais exploráveis de nióbio no mundo, e mais de 90% do total do minério presente no Planeta Terra. Essas jazidas de Nióbio estão localizadas em 3 cidades brasileiras: 61% são provenientes de Araxá em Minas Gerais, 21% das reservas em Catalão em Góias e outros 12% em São Gabriel da Cachoeira no Amazonas. Apenas o Canadá possui reservas significativas de Nióbio, além do Brasil.

Com quase todas as reservas mundiais de Nióbio localizadas em território brasileiro, o povo deve saber e querer para si a riqueza deste importante elemento encontrado em nossas terras brasileiras.

O Nióbio é indispensável nas indústrias espacial e nuclear. Outro desenvolvimento importante é o aço micro ligado. Os super aços com nióbio, por serem super-resistentes à combustão, são utilizados para fabricação de mísseis, centrais nucleares, tecnologia energética de ponta, naves espaciais, turbinas de aviões, centrais elétricas.

O Brasil tem 98% das reservas mundiais desse estratégico mineral. É uma imensa fortuna, maior que do petróleo, do ouro e outros minerais. O Canadá, com cerca de 1,5% das reservas mundiais, propicia, com o produto da exploração do nióbio, saúde e educação inteiramente gratuitas, além de muitos outros benefícios aos seus cidadãos. O Brasil corresponde a mais de 90% da comercialização mundial de nióbio, seguido por Canadá e Austrália. As reservas brasileiras possuem 842.460.000 toneladas distribuídas nas jazidas locais. As maiores estão localizadas em Minas Gerais (75%), Amazonas (21%) e em Goiás (3%).

Os principais países compradores são: China, União Europeia, Japão, Rússia, EUA, Índia, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Suécia, México, Taiwan e Venezuela, que aplicam em aços micro ligados para construção civil, indústria mecânica, aeroespacial, naval, automobilística, de petróleo e gás etc. Esse minério é a solução estrategia financeira para o Brasil, mas vem sendo delapidado por diversas nações estrangeiras.

Ao contrário do que muitos pensam, o nióbio não tão raro, pois existem 300 jazidas semelhantes às de Araxá em vários países, entre eles Gabão, Rússia e Austrália, além do Canadá. A vantagem do Brasil e da CBMM é o domínio de uma tecnologia avançada para produzir o metal e outros elementos agregados. As reservas russas ficam na Sibéria, onde a dificuldade da exploração no inverno exigiria a transferência do minério para usinas distantes. Os Estados Unidos, que têm reservas no Nebraska, não produzem nióbio e importam 10 mil toneladas da CBMM por ano.

A mina de nióbio – que é misturado ao aço para uso na fabricação de automóveis, estruturas, gasodutos e turbinas – era só promessa e esperança em 1965, quando o embaixador e banqueiro Walter Moreira Salles se associou à companhia de mineração Molycorp, para produzir o metal em Araxá, no Triângulo Mineiro.

Salles tornou-se sócio majoritário, com 55% do capital e mais tarde passou a ser o único dono, ao comprar os 45% restantes. Assim nasceu a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), hoje propriedade dos herdeiros – Fernando, Pedro , João e Walter – os quatro filhos que tocam o negócio, avaliado em US$ 13 bilhões, a maior fatia da fortuna da família. Os Moreira Salles são sócios também do Itaú Unibanco, no qual detêm 33,5% ou US$ 7,1 bilhões. O valor da CBMM é estimado com base da venda de 30% da empresa para consórcios de Japão-Coréia do Sul (15%) e China (15%), por US$ 3,9 bilhões, em 2011.

História do Nióbio

O elemento químico Nióbio é um metal de transição localizado na família 5-B da tabela periódica, é branco prateado, ou ainda cinza azulado por motivo de reações químicas com gases presentes no ar. Duro e resistente ao calor e a oxidação é utilizado em diversas ligas metálicas. Seu símbolo é Nb, possui número atômico 41, e configuração eletrônica 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d104p6 5s2 4d3, massa atômica 92,90u, ponto de fusão 2477°C, ponto de ebulição 4744°C.

Descoberto em 1801 por Hatchet, após a análise de um minério chamado tantalita, niobita ou columbita (Fe,Mn)(Nb,Ta)2O6 em razão do nome coolombita chamou o metal de colômbio com o símbolo (Cb). Porém descoberto por Henrich Rose, de forma independente em 1846, que o nomeou de nióbio em homenagem a deusa grega Níobe fillha do deus Tântalo, que segundo o mito foi transformada em uma rocha por Zeus. Só foi isolado e caracterizado em 1864 por Blomstrand por redução do cloreto pelo calor em atmosfera de hidrogênio. Quimicamente o nióbio é reativo formando complexos, haletos, óxidos e hidretos, porém é necessário que este seja levado ao aquecimento em função de sua resistência aos agentes oxidantes e redutores. O nióbio não é encontrado na natureza em seu estado metálico, mas na forma dos minerais acima citados, geralmente os minérios que contém tântalo, contém também o nióbio.

Nióbio

Quando quantidades mínimas de nióbio (variando de 200 g a 1.000 g por tonelada) são adicionadas na forma de elemento de liga a uma composição, ele se configura como o mais eficiente refinador de grãos de aço. O refino de grãos é o único mecanismo que aumenta a resistência e tenacidade do aço, simultaneamente. As estruturas que empregam aço que contêm nióbio são mais leves e, portanto, apresentam maior eficiência energética e adequação ambiental.

O nióbio é o mais leve metal refratário e apresenta uma elevada temperatura de fusão (2.468°C). Graças a esta propriedade, as ligas de nióbio se apresentam como soluções estruturais para aplicações a altas temperaturas: acima de 600°C em ligas à base de níquel e até 1.300°C em ligas à base de nióbio.

A temperaturas inferiores a -264°C, o nióbio possui propriedades supercondutoras. Conduz corrente elétrica livre de resistência em grandes densidades, favorecendo campos e forças magnéticas que viabilizam aplicações práticas nas áreas de diagnósticos médicos, pesquisa de materiais e em transportes.

Conspiração do Nióbio Brasileiro

Não é ouro, não é petróleo. O Brasil está muito visado pela Tirania globalista por causa de um metal raríssimo: O Nióbio. Ele é essencial na fabricação de TURBINAS DE AVIÃO, FOGUETES, MÍSSEIS, AERONAVES E ESPAÇONAVES, CONDUTORES DE PETRÓLEO, JÓIAS, SUPERCONDUTORES, etc. 98% das jazidas de nióbio se encontram no Brasil! Enquanto nos distraímos com a “crise” americana e com os coitados (no sentido literal da palavra) do movimento “heterofóbico”, riquezas de bilhões e mais bilhões de reais escoam pelas mãos furadas e de dedos faltantes de nossos governantes. A matéria não é nova, e por isso mesmo deve ser posta em pauta: Onde está o nosso Nióbio?

Nióbio, é uma palavra proibida aos brasileiros. Esses sabem tudo sobre quem diz não saber de nada! Na CPI dos Correios, o sr. Marcos Valério deixou escapar que “levou o pessoal do BMG ao José Dirceu para negociar nióbio” e “o grosso do dinheiro vem do contrabando do nióbio.” Ninguém teve coragem de investigar. O nióbio é um metal sem o qual não se faz foguetes, mísseis, turbinas, armas, aços especiais e instrumentos cirúrgicos. Pois saibam que 100% do nióbio comercializado no mundo é brasileiro. Mas oficialmente exportamos só 40% do produzido. Tudo é subfaturamento e prejuízo certo de bilhões de dólares. Não é de se estranhar que a maior reserva de nióbio em extração está na cidade de Araxá (MG). O prefeito atual foi eleito pela interessante e inusitada coligação de 14 partidos: PT / PDT / PL / PMDB / PSDB / PSC / PP / PPS / PFL / PSDC / PSB / PV / PSL / PC do B.

Para que todos tenham uma ideia, os hotéis da cidade de Araxá (MG) vivem abarrotados e não só pelos turistas que visitam a cidade em razão do balneário junto ao Grande Hotel, onde se encontram os tratamentos em saunas, duchas, hidroterapia, mecanoterapia e aplicação da lama medicinal. Os hotéis ficam cheios principalmente pelos americanos, japoneses, europeus, canadenses, árabes, e endinheirados do mundo inteiro atrás desse tal de nióbio, eles precisam dele para mil e uma utilidades, principalmente para a fabricação das turbinas dos aviões.

Em 1997, FHC, então presidente da república, tentou vender a jazida de nióbio de São Gabriel da Cachoeira – AM por $600 mil reais, sendo que a jazida (ela sozinha suficiente para abastecer todo o consumo mundial de nióbio por 1.400 anos) havia sido avaliada pela CPRM em $1 Trilhão de dólares! Tal ação lesa-pátria foi impedida por um grupo de militares nacionalistas, especialmente o almirante Roberto Gama e Silva. EUA, Europa e Japão são 100% dependentes do nióbio brasileiro. Como é possível que não havendo outro fornecedor, que nos sejam atribuídos apenas 55% dessa produção, e os 45% restantes saíndo extra-oficialmente, não sendo assim computados.

O Brasil possui 98% das jazidas de nióbio disponível no mundo, sendo o único fornecedor de 45 países dos quais os maiores importadores de ferro-nióbio são os Estados Unidos, o Canadá, a Alemanha, a Rússia, os Países Baixos, o Japão, a França, Taiwan, Venezuela, Suécia, México, Colômbia, Coréia do Sul, Arábia Saudita, África do Sul e Luxemburgo. A indústria ótica japonesa compra muito óxido de nióbio como matéria-prima usada na confecção de óculos.

Estamos perdendo cerca de 14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso nióbio na mesma proporção como se a Opep vendesse a 1 dólar o barril de petróleo. Mas petróleo existe em outras fontes, e o nióbio só no Brasil; podendo lastrear nossa moeda (Real) em nióbio e não em dólar. O niobio é tão indispensável quanto o petróleo para as economias avançadas e provavelmente ainda mais do que ele. Além disso, do lado da oferta, é como se o Brasil pesasse mais do que todos os países da OPEP juntos, pois alguns importantes produtores não fazem parte dela.

Eduardo Galeano, escritor e jornalista uruguaio, como fruto de um exaustivo trabalho de pesquisa, faz uma série de denúncias em sua célebre obra “As Veias Abertas da América Latina”. Ao relatar o depoimento de um general brasileiro no Congresso Nacional, durante uma investigação a respeito de atividades clandestinas e legais perpetradas por norte-americanos, em território brasileiro: “…o general Riograndino Kruel afirmou, diante da comissão de inquérito do Congresso, que “o volume de contrabando de materiais que contém tório e urânio alcança a cifra astronômica de um milhão de toneladas”. Algum tempo antes, em setembro de 1966, Kruel, chefe da Polícia Federal, denunciara a “impertinente e sistemática interferência “de um cônsul dos Estados Unidos no processo aberto contra quatro cidadãos norte-americanos acusados de contrabando de minerais atômicos brasileiros. A seu juízo, se houvesse sido encontrado com eles quarenta toneladas de material radiativo era suficiente para condená-los Pouco depois, três dos contrabandistas fugiram misteriosamente do Brasil. O contrabando não era um fenômeno novo, embora tivesse intensificado muito.

O Brasil perde a cada ano mais de cem milhões de dólares, segundo certas estimativas, somente pela evasão clandestina de diamantes em bruto. Mas na realidade o contrabando só se faz necessário (aqui, Galeano assume, ironicamente a visão dos beneficiados com a espoliação das riquezas brasileiras) em medida relativa. As concessões legais arrancam do Brasil, comodamente, suas mais fabulosas riquezas naturais. Para citar mais um exemplo, a maior jazida de nióbio do mundo, que está em Araxá , pertence à filial da Niobium Corporation, de Nova Iorque. Do Nióbio provêm vários metais que se utilizam… em reatores nucleares, foguetes e naves espaciais, satélites ou simples jatos. A empresa também extrai, de passagem, junto com o nióbio, boas quantidades de tântalo, tório, urânio, pirocloro e terras raras de alto teor mineral.”

Governo de Minas Gerais comanda a maior jazida mundial de nióbio, minério mais valorizado que o ouro, o petróleo e a água. Uma riqueza roubada. O Brasil possui mais de 96 por cento das reservas mundiais de nióbio. E nas universidades ninguém sabe que minério é esse nem para que serve. É tão misterioso quantas as ilhas encantadas do Brasil. Chamado de tântalo pelos Estados Unidos enriquece os corruptos entreguistas traidores da Pátria. Em 2005, na CPI dos Correios, o publicitário Marcos Valério, operador do mensalão, fez uma ironia com a caixa-preta do nióbio. Ele declarou que o contrabando de nióbio é que sustentava os partidos políticos.

Nióbio. Essa pequena palavra tem sido um grande tema, mas muita gente não entende porquê, eu também não entendia. Não estudo química, nem sei muito sobre seu uso na indústria, mas queria saber o porque de tanta revolta, então fui pesquisar. Curiosamente, existem estudos sobre a reserva e os preços praticados aqui mesmo no Brasil, mas são pingados, por isso apelei para as pesquisas estrangeiras, e foi aí que eu entendi tudo. Tudo o que você precisa saber sobre o nióbio é que ele tem várias funções, sofreu uma alta valorização desde 2000 e que nós temos 98% das reservas no mundo. Saiba também que temos apenas um concorrente, o Canadá, pois a produção de Nióbio em outros países é tão pequena que nem chega a ser contabilizada. Ressalto que os Estados Unidos considera o nióbio como um metal estratégico, por ser indispensável à indústria e segurança nacional, e mesmo assim, somente 10% da indústria mundial o utiliza, ou seja, ainda temos 90% em potencial.

Se só existem dois lugares que vendem um produto que você precisa em alta escala, e somente um deles possui um estoque grande o suficiente para suprir suas necessidades, esse fabricante pode determinar um alto valor de revenda, mesmo possuindo produtos que podem substituí-lo, pois esse é o produto preferencial (numa comparação tosca, você pode até beber água numa festa, mas o que você realmente quer é uma cervejinha). O problema é que o Brasil não faz isso. A exportação de nióbio, e consequentemente sua demanda, aumentou 400% em 10 anos, em 2011 (dado mais recente disponível no Brasil), exportamos mais de 70 mil toneladas da liga Nióbio e ferro (a mais barata no leque de produtos de nióbio). Ganhamos 26.000 dólares por tonelada. Nessa hora você pensa, uau, tudo isso? E se eu te contar que a pesquisa do ano passado do governo americano calcula que a tonelada de nióbio valia 41.000 dólares em 2011? Se eu disser que, segundo pesquisa de empresa canadense, o preço médio do nióbio por tonelada chegava a 46.000 dólares na mesma época?

A conta negativa é de 20 mil dólares por toneladas no último caso, ou seja, uma perda total de 1 bilhão de dólares no ano de 2011. Eu até concordo que venda em massa tenha um desconto, mas quase 50% de desconto é palhaçada. O ministério público mineiro investiga que o subfaturamento seja intencional. A CBMM, líder em exploração de nióbio, com 84% do mercado mundial, explora uma reserva em Araxá – MG, mas possui subsidiárias no exterior, o MP mineiro trabalha com a hipótese de que o nióbio sai do país a um preço muito menor do praticado mundialmente e é revendido pelas subsidiárias internacionais da CBMM pelo preço de mercado. Acontece que, além da perda de impostos e royalties pro país, o estado de Minas Gerais perde diretamente, já que parte do lucro da empresa pertence ao estado que arrendou as minas em 1976, visto que não foi feita licitação na época, o que tornaria a exploração da empresa ilegal.

Como se não fosse o bastante, em março de 2011, a CBMM, que pertence à família Moreira Sales, totalmente brasileira, vendeu 15% da empresa a um consórcio japonês e coreano, e outros 15%, ao final do ano, a um consórcio chinês. Ou seja, 30% da maior exploradora de nióbio em solo brasileiro pertence, hoje, a empresas estrangeiras. O MP mineiro também vê ilegalidade nessas transações. Em poucas palavras, o Brasil possui a maior reserva de nióbio do mundo, que deve durar mais de 400 anos, mas é roubado. O metal sai subfaturado do país e é revendido por quase o dobro em outros países, a perda chega à casa dos bilhões de dólares. Existem na internet duas petições buscando proteger o nióbio uma na Avaaz e outra no Change.org. É preciso divulgar o assunto, nióbio é uma riqueza brasileira que precisa ser preservada e ter parte de seus lucros transformados em benfeitorias no país. Passe a mensagem adiante.

A caixa-preta do nióbio

Existem documentos que devem ser abertos nessa caixa-preta da exploração de nióbio em Araxá. O mineral é explorado com exclusividade pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), de propriedade da família Moreira Salles, que fundou o Unibanco.

É muito estranho de só essa empresa CBMM ter o privilégio de extrair o mineral, considerado um dos mais estratégicos do mundo, sem licitação, há mais de 50 anos. O Governo de Minas Gerais detém a concessão federal para explorar a jazida, mas arrendou à CBMM sem nenhum critério. Em 1972, o Estado constituiu a Companhia Mineradora de Piroclaro de Araxá (Comipa), para gerir e explorar o nióbio, em Araxá. Como não tinha know-how, à época, definiu que arrendaria 49% da produção do nióbio para a CBMM, sem licitação. O Governo de Minas tem que abrir uma licitação (sem fraudes)  para a exploração deste que é o maior complexo de minério-industrial de nióbio do mundo.

O nióbio produzido em Araxá responde por 75% da produção mundial. A produção anual é de 100 mil toneladas da liga de ferronióbio. O mineral de Araxá tem reserva para ser explorada por mais de 400 anos. Pelo contrato atual, a CBMM concede 25% da participação nos lucros ao Governo do Estado, via Companhia Mineradora de Minas Gerais (Codemig), que incorporou a Comipa. Um consórcio chinês pagou US$ 1,95 bilhão por uma participação de 15% na exploração de nióbio.

Em 2005, na CPI dos Correios, o publicitário Marcos Valério, operador do mensalão, fez uma ironia com a caixa-preta do nióbio. Ele declarou que o contrabando de nióbio é que sustentava partidos políticos. O mineral é empregado na produção de aços, especialmente nos de alta resistência e baixa liga, utilizados em automóveis e tubulações para transmissão de gás sob alta pressão. O nióbio também é aplicado em superligas que operam a altas temperaturas, em turbinas de aeronaves a jato e em foguetes espaciais. Existem somente três minas de nióbio em todo o mundo. O mineral ganhou notoriedade em 2010, quando documentos do governo dos Estados Unidos foram vazados pelo site Wikileaks. Eles citavam as minas de nióbio de Araxá e Catalão (GO) no mapa de áreas estratégicas para os EUA.

Em Araxá/MG está a maior reserva mundial de nióbio, ou seja, sob o comando do Governo Mineiro.

O Nióbio, riqueza que poderia significar a redenção da economia mineira e nacional, foi entregue, através de operação bilionária e ilegal, a empresa estatal japonesa, Japan Oil, Gas and Metals National Corporation, em parceria com um fundo de investimento coreano que representa os interesses da China. Este é o final de um ruidoso conflito instalado no centro do Poder de Minas Gerais que vem sendo, nos últimos dois anos, de maneira omissa e silenciosa, testemunhado pelo governador Antônio Anastásia.

No meio desta divisão estaria “a renda” conseguida e a conseguir através da diferença entre a venda subfaturada e o valor real no exterior do Nióbio. Peça chave neste esquema, a CBMM pertencente ao Grupo Moreira Salles, que sem qualquer licitação ou custo renovou o contrato de arrendamento para exploração da mina de Nióbio de Araxá pertencente ao Governo de Minas Gerais por mais 30 anos. Meses depois venderia parte de seu capital a um fundo Coreano, que representa investidores, não identificáveis. Para se ter ideia do que significou, em matéria de ganho, a renovação para Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), que tem com atividade exclusiva a exploração da mina de Nióbio de Araxá – sem a mina cessa sua atividade – depois da renovação a empresa vendeu 15% de suas ações por R$ 2 bilhões, ou seja, levando em conta apenas o valor de suas ações a empresa valeria hoje R$ 28 bilhões, R$ 4 bilhões a menos que o Estado de Minas Gerais arrecada através de todos os impostos e taxas em um ano. Mas esta operação já havia causado desconfiança principalmente nas forças nacionalistas que acompanhavam de perto a movimentação.

A operação foi aprovada em prazo recorde e com base em um parecer de folha única, que desrespeitou toda legislação existente no País. A menor das irregularidades cometidas foi conceder “Confidencialidade” aos termos da operação aprovada.

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