Pantera era pai de Jesus Cristo

O Esoterismo, o escritor Celsus, o escritor Mitra Enoz, o Talmud e o ponto de vista dos judeus. Yeshu Ben Panthera foi filho do soldado romano Pantera com uma adolescente judia. Sendo que ao ficar adulto Yeshu (Jesus) teve discípulos, foi condenado, apedrejado, teve o seu cadáver erguido por uma estaca, e o cadáver foi mantido sem tocar no chão, por 03 dias, (“Tratado Sanhedrin 43a,” Séc. II).

A primeira versão da história de Pantera vem de um filósofo grego chamado Celso. Em um trabalho anticristão intitulado Sobre a verdadeira doutrina, escrito por volta de 178 d.C., ele relata um conto em que Maria “estava grávida de um soldado romano chamado Pantera” e foi expulsa por seu marido como adúltera.’ É pouco provável que Celso tenha inventado esse nome ou a ocupação do homem que ele dá como sendo o pai fisiológico de Jesus. Ele não faz mais do que repetir o que se falava nos círculos judeus.

Esse mesmo nome aparece ainda mais cedo. O proeminente rabino Eliezer ben Hircano, que viveu por volta do fim do século I d.C., relata um ensinamento que recebeu de um seguidor de Jesus, oriundo da Galileia, chamado Jacó de Sikhnin, na cidade de Séforis. Algumas pessoas identificaram esse Jacó como o neto do irmão mais novo de Jesus, Judas. Jacó transmitia seu ensinamento “em nome de Jesus, filho de Panteri”. (Existem muitas ortografias do mesmo nome: Pantira, Pandera, Pantiri, Panteri. A história ocorre três vezes na literatura rabínica, mas o relato mais antigo se encontra no Tosefta Palestino, t. Hullin 2.24. As demais versões estão no Talmude Babilônico (b. Avodah Zarah 16b-17a) e o Midrash (Ecclesiastes Rabba 1:8:3). Há mesmo uma disputa entre os primeiros rabinos que envolve o mesmo seguidor de Jesus, chamado Jacó, sobre se se pode ou não curar uma mordida de serpente “em nome de Jesus, filho de Panter”. (Tosefta Palestino t. Hullin 2.22-23.

Também se encontra uma versão no Talmude Babilônico b.Avodah Zarah 27b. Uma história de cura semelhante encontra-se no Talmude de Jerusalém, y. Shabbat 14d). Essas fontes primitivas não informam por que Jesus seria chamado “filho de Pantera” e tampouco identificam Pantera como um soldado romano, mas mostram que Jesus era identificado assim bastante cedo na Galileia, e que esse nome poderia ser usado sem necessidade de explicação ou qualificação.” Inúmeros eruditos cristãos sugeriram que Pantera fosse um termo ofensivo de gíria, um jogo com a palavra grega parthenos, que significa “virgem”, mas as duas palavras não combinam tanto assim. Outros sugeriram que Jesus estivesse sendo caluniosamente chamado de “filho de uma pantera”, com referência à natureza selvagem e lúbrica de seu verdadeiro pai. O problema que essas sugestões apresentam é que as primeiras referências a Jesus como “filho de Pantera” não são polêmicas. No judaísmo, quando se quer identificar uma pessoa, deve-se ligá-la ao nome de seu pai. Tal é o sentido claro dessas primeiras referências. Elas se destinam a identificar, não a difamar.

As provas mostram que os cristãos primitivos levavam essa tradição muito a sério e não foram capazes de desmenti-la como um rumor difamatório. Epifânio, cristão ortodoxo do século IV, afirma que há um certo grau de autenticidade na tradição de “Jesus filho de Pantera”, mas a explica pelo fato de que o pai de José era conhecido como Jacó Pantera — razão pela qual esse nome fazia parte da família. (Epifânio, Panarion (Adv. Haer.) 78.7.5 (PG 42:708D).

Significativamente, em uma época tão tardia quanto o século VIII d.C., apareceram tentativas similares para “domesticar” a tradição de Pantera. João de Damasco transmite a tradição de que o bisavô de Maria era chamado Pantera. Essas tentativas pouco plausíveis para legitimar o nome de “Pantera” como parte dos ancestrais de Jesus mostra que a designação “Jesus, filho de Pantera” não poderia ser simplesmente desmentida como uma invenção maliciosa dos oponentes judeus. Sabemos que Pantera/Panthera era um nome grego que aparece em inúmeras inscrições latinas desse período, especialmente como um nome familiar de soldados romanos. De uma coisa podemos estar certos — Pantera é um nome real, não é nenhum termo inventado para difamar.

Em 1906, o grande historiador alemão Adolf Deissmann publicou um curto artigo intitulado “O nome Pantera”, em que detalha as várias inscrições antigas que utilizaram esse nome no século I e suas imediações.” Ele conseguiu demonstrar de maneira conclusiva que o nome era usado durante essa época e que era especialmente apreciado por soldados romanos. Um dos exemplos citados por ele se destaca: foi encontrado na inscrição da pedra tumbal de um certo Tibério Júlio Abdes Pantera, descoberta em um cemitério romano, em 1859, em Bingerbrück, a cerca de vinte quilômetros ao norte de Bad Kreuznach, na confluência entre os rios Nahe e Reno.

Deissmann inclui uma fotografia mostrando a imagem esculpida de um soldado romano com o pescoço e a cabeça cortados e uma inscrição latina claramente preservada sob seus pés, que dizia:

Tibério Júlio Abdes Pantera, de Sidônia, 62 anos,soldado com 40 anos de serviço da 1ª. coorte de arqueiros aqui jaz. (O texto em latim diz:”Tib. lul. Abdes. Pantera. Sidonia. ann. LXII stipen. )00«. miles. exs. coh I. sagitarriorum. h.s.e.”(Corpus Inscriptionum Latinarum XIII 7514).

Yeshu = Jesus Cristo

Yeshu é o nome de um individuo ou indivíduos mencionados na literatura rabínica. As obras mais antigas que fazem referência a Yeshu são a Tosefta e o Talmude, apesar de alguns estudiosos considerarem que as referências a Yeshu são adições posteriores.

Em 1240, Nicolas Donin, com o apoio do Papa Gregório IX, referiu-se às narrativas sobre Yeshu para sustentar a sua acusação de que a comunidade judia tinha atacado a virgindade de Maria e a divindade de Jesus. Na Disputação de Paris, Jehiel de Paris reconheceu que uma das histórias de Yeshu no Talmude referia-se a Jesus, mas que as outras passagens se referiam a outras pessoas. Em 1372, João de Valladolid, com o apoio do Arcebispo de Toledo, fez uma acusação similar contra a comunidade judia; Moses ha-Kohen de Tordesilhas argumentou que as narrativas de Yeshu se referiam a diferentes pessoas e que não se podiam referir a Jesus. Asher ben Jehiel também afirmou que o Yeshu do Talmude não está relacionado com Jesus. Só que a história é bem clara, todos sabem que Yeshu era Jesus.

Existem alguns estudiosos modernos que entendem estas passagens como referências ao Cristianismo e à figura cristã de Jesus, enquanto outros veem referências a Jesus apenas em literatura rabínica posterior. Johann Maier argumentou que o Talmude não se refere a Jesus.

Os judeus tentam esconder essa história, porque no Talmude “Jesus era filho de Pantera”, além dos judeus terem eliminado Jesus, eles ainda inventaram  diversas histórias para denegrir a imagem de Jesus. Como a que Yeshu ben Pantera (Jesus) filho de Pantera seria o nome de um religioso judeu considerado como um herege, chamado assim por ter sido filho de um soldado romano chamado Pantera com uma donzela judia que seria Maria, de acordo com o Talmude.

A Sepultura de Pantera

Soube que três pedras tumbais, incluída a de Pantera, tinham sido inicialmente descobertas nos dias 19 e 20 de outubro de 1859, a cerca de trinta quilômetros do rio Nahe. A inscrição portava formalmente o nome completo de Pantera, Tibério Júlio Abdes Pantera, sendo este último seu sobrenome. Os nomes Tibério Júlio são cognomes ou nomes adquiridos, que indicam que Pantera não era um romano nato, mas um antigo escravo libertado, que recebeu os direitos de cidadania de Tibério César, por seus serviços no exército. Normalmente, os indivíduos se alistavam por 25 anos, mas Pantera fez carreira no exército, servindo durante quarenta anos até sua morte, aos 62 anos. Como o Imperador Tibério assumiu o poder em 14 d.C., pode-se pressupor que a morte de Pantera, aos 62 anos, ocorreu alguns anos depois, provavelmente por causas naturais, pois ele se alistara no exército aos 22 anos.

Abdes é o primeiro nome de Pantera, coisa extremamente interessante. Esse nome é a versão latinizada do nome aramaico ebed, que significa “servo de Deus”, o que indica que Pantera era de origem semítica, ou mesmo judaica, fosse ele nativo, convertido ou de uma família simpática ao judaísmo. Pode até mesmo ter sido judeu. Pantera é um nome grego, embora apareça aqui em uma inscrição latina.

Jesus filho de Pantera

Certas pessoas que dão peso histórico à tradição de “Jesus filho de Pantera” sugerem que talvez Maria tenha sido violada por um soldado romano. Tal possibilidade existe, se levarmos em conta os tempos e as circunstâncias turbulentas envolvendo o nascimento de Jesus. Por chocante que tal ideia possa parecer no início, alguns fizeram desse cenário uma prova indiscutível de aceitação e amor incondicionais, certamente por parte de Maria, como mãe, mas também por parte de José, como o marido que aceitou adotar a criança como sua. Maria pode também ter ficado grávida numa relação que ela tivesse escolhido, o que seria uma alternativa.

Como nada se sabe das possíveis circunstâncias da gravidez de Maria e de sua relação com o pai de Jesus, fosse ele ou não um soldado romano, não há nenhuma razão para postular algo feio ou sinistro. Não possuímos nenhum detalhe sobre as circunstâncias que levaram Maria a ficar noiva de José. Teria ela participado voluntariamente de um casamento arranjado com um homem mais velho? Teria ela mantido uma relação anterior com outro homem? Estaria ela já grávida, mesmo antes de seu noivado com José? Talvez o responsável tivesse deixado a região desconhecendo aquela gravidez. Nosso Pantera enterrado na Alemanha deveria ser um homem mais jovem, aproximadamente da idade de Maria na época do nascimento de Jesus. Do ponto de vista do historiador, essa questão específica deveria ser deixada em aberto.

Embora Mateus e Lucas representem Maria como tendo ficado grávida depois de seu noivado, como nenhum deles acredita que Jesus tenha tido um pai humano, essa representação não deve ser tomada como a última palavra. Maria pode perfeitamente ter ficado grávida antes de seu noivado, que foi então arranjado pela família e aceito por José com conhecimento de causa. Minha hipótese é que simplesmente não sabemos — e assim, não devemos emitir julgamentos ou afirmações negativas ao ouvir a expressão “soldado romano”. Provavelmente os inimigos de Jesus a transformaram na pior coisa do mundo, usando livremente os rótulos de “fornicação” e “prostituta”.

A historia indica que José se casou com Maria já grávida, não era o pai de Jesus. O pai de Jesus permanece desconhecido, mas chama-se possivelmente Pantera, segundo os Judeus e, nesse caso, é bastante provável que seja um soldado romano. A pedra tumbal da Alemanha, seja ela do pai de Jesus ou não, tal como as tumbas e os ossuários que são estudados em Jerusalém, nos recordam que esses nomes associados com a família de Jesus estão baseados nas provas materiais que a arqueologia continua a descobrir. Esses personagens eram seres humanos reais que viveram e morreram em um passado que se torna cada dia mais acessível para nós. Jesus não era o filho de José, mas Maria estava casada com ele e teve outros filhos depois de Jesus. Assim, poder-se-ia pensar que José era o pai do resto da família — mas como acontece freqüentemente, quando se trata de assuntos familiares, especialmente de uma família real, as coisas não são tão simples assim.

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