Projeto A119

Projeto A119 ou “Um Estudo de Voos Lunares Investigativos” foi um plano ultra-secreto desenvolvido no final da década de 1950 pela Força Aérea dos Estados Unidos com a intenção de detonar uma bomba nuclear na Lua. Presume-se que a finalidade de tal ato seria demonstrar a superioridade dos Estados Unidos em relação à União Soviética e ao restante do mundo durante a Guerra Fria.

Todos os detalhes sobre a natureza dos estudos vieram do executivo aposentado da NASA, dr. Leonard Reiffel, que liderou o projeto em 1958 em uma fundação de pesquisa financiada pelo Exército dos Estados Unidos. Um jovem Carl Sagan integrou a equipe responsável por investigar os efeitos teóricos de uma explosão nuclear sob baixa gravidade. Ele acabaria revelando sua participação no plano secreto ao tentar um financiamento estudantil em 1959. O projeto A119 jamais foi colocado em prática, provavelmente devido ao fato de que um pouso na Lua seria muito mais aceitável aos olhos da população americana. Os documentos permaneceram secretos por praticamente 45 anos e mesmo com sua revelação no começo da década de 2000, o governo dos Estados Unidos nunca reconheceram oficialmente seu envolvimento no estudo.

A existência do projeto A119 permaneceu praticamente em segredo até meados da década de 1990, quando o escritor Keay Davidson esbarrou na história enquanto pesquisava a vida de Carl Sagan para uma biografia. Davidson só descobriu o envolvimento do cientista com o Projeto A119 pois, ao entrar com a aplicação de uma bolsa de estudos acadêmicos no Berkeley Miller Institute em 1959, ele dera detalhes sobre as pesquisas secretas, o que configurava, na opinião do escritor, uma violação da segurança nacional

Chamado de ” Projeto A119 “, um dos projetos mais secretos, cuja existência tinha sido negada até recentemente, quando documentos desclassificados sobre o projeto foram liberados para o público. O Projeto referido como A119, também conhecido como “A Study of Lunar Research,” era um plano altamente secreto desenvolvido em 1958 pela Força Aérea dos Estados Unidos com a intenção de detonar uma bomba nuclear na superfície lunar. Presume-se que o objetivo deste estudo era de demonstrar a superioridade dos Estados Unidos em relação à União Soviética e do resto do mundo durante a Guerra Fria, enquanto cientificamente falando, ele foi concebido para responder a inúmeras questões na astronomia planetária e astrogeologia.

Detalhes completos do estudo foram apresentados pelo Dr. Leonard Reiffel, que liderou o projeto, em 1958, a partir de uma fundação de pesquisa financiada pelo Exército dos Estados Unidos. Carl Sagan juntou à equipe de pesquisa responsável pela investigação dos efeitos teóricos de uma explosão nuclear em baixa gravidade. Sagan revelou sua participação no plano em 1959.

“Projeto A119” não foi realizado, provavelmente porque o desembarque do primeiro homem na Lua iria conter uma melhor recepção da população dos Estados Unidos, do que detonar uma bomba nuclear na Lua, o que teria impulsionou a Era do espaço. No entanto, outro detalhe crucial foi mencionado pelo líder do projeto Leonard Reiffel quando advertiu que de detonar um dispositivo desse tipo na superfície lunar criaria uma precipitação nuclear lunar, o que eventualmente poderia causar grandes problemas em futuros projetos de colonização e investigação lunares.

Os documentos que comprovam a existência do “Projeto A119” permaneceu escondido do público por cerca de 45 anos. Além disso, apesar da divulgação dos arquivos no início dos anos 2000, o governo americano nunca reconheceu oficialmente a sua participação na investigação. Um ex-executivo do Aeronautics and Space Administration (NASA), Leonard Reiffel que liderou “Projeto A119”, em 1958, revelou a existência de documentos que comprovam que era mais do que apenas teóricos da conspiração no trabalho.

Durante o planejamento inicial para a missão, os investigadores consideraram o uso de uma bomba de hidrogênio em primeiro lugar. No entanto, a Força Aérea dos Estados Unidos vetou essa idéia, pois uma bomba de hidrogênio teria sido extremamente pesada que é difícil de transportar para a lua. Em vez disso, os cientistas decidiram utilizar uma ogiva W25 , que é uma ogiva pequena, leve, com um rendimento relativamente baixo de 1,7 kilotoneladas.

A contraparte soviética

De acordo com relatórios posteriores no momento em os EUA tinha desenvolvido o plano para bombardear a superfície lunar, os soviéticos haviam desenvolvido um projeto similar que difere do cenário relatado pela mídia. Iniciado em janeiro de 1958, foi parte de uma série de propostas no âmbito do nome de código “E”. Projeto E-1 implicava planos para alcançar a Lua, enquanto projetos de E-2 e E-3 envolveu o envio de uma sonda ao redor do lado mais distante da Lua para tirar uma série de fotografias de sua superfície.

Enquanto a Força Aérea americana poderia ter colocado uma retenção sobre “Projeto A119”, a NASA iria bombardear a superfície da lua para fins “científicos”.

Apesar do fato de que ela é estritamente proibida, a NASA lançou uma arma cinética ‘Centaur’ que finalmente caiu na Lua.

“Oficialmente,” o principal objetivo da missão LCROSS foi explorar a presença de gelo de água em uma cratera permanentemente sombreadas perto de uma região polar lunar. A missão foi lançada em conjunto com a Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) em 18 de junho de 2009, como parte compartilhada do Programa Lunar Robotic Precursor, a primeira missão americana à Lua em mais de dez anos.

O Projeto A119

Um dos projetos decorrentes da corrida espacial foi o A119. Em maio de 1958, a Armour Research Foundation, com base no Instituto de Tecnologia de Illinois e financiada pelo Exército dos Estados Unidos, deu início aos estudos ultrassecretos sobre as consequências de uma explosão atômica na Lua. O objetivo principal do programa, que corria sob a responsabilidade da USAF, era a detonação de um artefato, de poder nuclear ou similar, que causasse uma explosão que deveria obrigatoriamente ser vista da Terra. Esperava-se que o lançamento pudesse elevar o moral do povo americano, abalado pela vantagem espacial obtida pelos soviéticos.

O projeto surgira provavelmente sob a influência de um estudo similar iniciado pela RAND Corporation em 1956, cujos resultados permanecem secretos até os dias de hoje. Uma ideia parecida era compartilhada também por Edward Teller, o “pai da bomba-H” que, em fevereiro de 1957, propôs que um artefato atômico fosse detonado à certa distância da superfície lunar para analisar cientificamente os efeitos e perturbações provocados pela explosão

Liderada pelo dr. Leonard Reiffel, uma equipe de dez pessoas foi reunida em Chicago para estudar a visibilidade da explosão, seus possíveis benefícios para a ciência e suas consequências para a superfície lunar. Entre os integrantes da equipe estava Carl Sagan, responsável pela projeção matemática da expansão de uma nuvem de poeira no espaço ao redor da Lua, um dado essencial para o cálculo da visibilidade de tal nuvem a partir da Terra.

Os cientistas inicialmente consideraram o uso da bomba de hidrogênio, ideia vetada pela USAF devido ao peso desta, que deveria ser suportado durante uma trajetória de mais de 375 000 km. Optou-se então por uma bomba atômica de potência similar àquela lançada sobre a cidade japonesa de Hiroshima em 1945, determinando que ela poderia ser levada por um foguete em direção ao lado negro do satélite no período de lua cheia e detonada com o impacto; com isso, a nuvem de cogumelo resultante da explosão seria iluminada pelo Sol, ficando portanto visível a partir da Terra. De acordo com o Dr. Reiffel, os avanços obtidos pela USAF com o míssil balístico intercontinental em 1959 permitiriam que este fosse utilizado como veículo para transportar o artefato atômico até à Lua.

O projeto foi arquivado em janeiro de 1959, provavelmente pelo temor do efeito negativo que o bombardeamento pudesse provocar frente à opinião pública. Teriam sido considerados também os prováveis danos à Terra caso o foguete caísse, além da poluição atômica da Lua caso a operação fosse bem-sucedida, o que impossibilitaria futuros projetos de pesquisa e colonização lunar.

Bomba de hidrogênio

Uma bomba hidrogênio, designação mais adaptada ao seu significado bomba termonuclear, é um tipo de armamento que consegue ser até 50 vezes mais forte do que qualquer bomba nuclear de fissão.

História da Bomba H

Hans Albrecht Bethe (1906-2005) foi um dos responsáveis pelas descrição de como a fusão nuclear podia produzir a energia que faz as estrelas brilharem. Esta teoria foi publicada no seu artigo A Produção de Energia nas Estrelas, publicado em 1939, e que lhe valeu o prêmio Nobel em 1967.

Hans Bethe tomou os melhores dados das reações nucleares existentes e mostrou, em detalhe, como quatro prótons poderiam ser unidos e transformados em um núcleo de hélio, libertando a energia que Eddington havia sugerido. O processo que Bethe elaborou no seu artigo, atualmente conhecido como o Ciclo do carbono, envolve uma cadeia complexa de seis reações nucleares em que átomos de carbono e nitrogênio agem como catalisadores para a fusão nuclear. Naquela época, os astrônomos calculavam que a temperatura no interior do Sol fosse de cerca de 19 milhões de Kelvin, e Bethe demonstrou que, àquela temperatura, o ciclo do carbono seria o modo dominante de produção de energia.

Na mesma época, além de Hans Bethe, o físico alemão Carl Friedrich von Weizäcker (1912-2007) e Charles Critchfield (1910-1994) identificaram várias das reações de fusão nuclear que mantêm o brilho das estrelas. A descoberta da fissão nuclear ocorreu a 10 de dezembro de 1938 e foi descrita num artigo submetido ao Naturwissenchaften a 22 de dezembro de 1938, pelos alemães Otto Hahan (1879-1968) e Fritz Strassmann (1902-1980) e pela austríaca Lise Meitner (1878-1968).

O italiano Enrico Fermi (1901-1954) foi uma das pessoas mais importantes no desenvolvimento teórico e experimental da bomba atômica. Quando Benito Mussolini (1883-1945) aprovou o Manifesto della Razza a 14 de Julho de 1938, impondo leis racistas na Itália fascista, Enrico decidiu aceitar o emprego oferecido pela Columbia University, nos Estados Unidos. Ele e a sua família partiram de Roma para a cerimônia de entrega do Prémio Nobel a Fermi em Dezembro de 1938 e nunca retornaram à Itália. O Nobel foi-lhe dado por seu estudo sobre a radioatividade artificial, com as suas experiências de bombardeamento de urânio com neutrões, criando novos elementos mais pesados, e o seu aumento pela redução da velocidade dos neutrões. Fermi havia descoberto que quando ele colocava uma placa de parafina entre a fonte de neutrões e o urânio, aumentava a radioatividade, pois aumentava a chance do neutrão ser absorvido pelo núcleo de urânio.

Em 1934, o húngaro Leo Szilard (1898-1964) já havia patenteado a ideia da reação em cadeia e, a 2 de dezembro de 1942, Fermi conseguiu construir uma massa crítica de U235/U238 não separados (na natureza somente 0,7% são do U235 que é ativo), usando grafite para reduzir a velocidade dos neutrões e acelerar a produção de neutrões secundários. Na experiência, ele utilizou barras de cádmio como absorventes de neutrões para regular a experiência e produziu um crescimento exponencial do número de neutrões, isto é, uma reação em cadeia. Em 1939, os físicos já sabiam que água pesada agia como um moderador, isto é, redutor de velocidade dos neutrões, como a parafina. A água normal (leve) consiste de dois átomos de hidrogênio (H) e um átomo de oxigênio (O). Na água pesada, dois isótopos de hidrogênio, deutério, unem-se com o oxigênio. Água pesada é ainda hoje utilizada como moderador em reatores nucleares de urânio natural.

Em 1939, Szilard convenceu Albert Einstein (1879-1955), um importante físico, com quem ele tinha trabalhado em 1919 em Berlim, a mandar uma carta para o presidente americano Franklin Delano Roosevelt (1933-1945) sobre o desenvolvimento pelos alemães de armas atômicas e pedindo ao presidente que iniciasse um programa americano, que mais tarde se chamaria Projeto Manhattan, chefiado pelo americano Julius Robert Oppenheimer (1904-1967), e levaria ao desenvolvimento do Los Alamos National Laboratory, ao teste Trinity, a 16 de Julho de 1945, com a explosão da primeira bomba atômica em Alamogordo, no Novo México, e à construção das bombas Little Boy (de 20 mil toneladas de T.N.T – 20 KiloTons) e Fat Man, que seriam utilizadas em Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9 de Agosto de 1945.

O húngaro Edward Teller (1908-2003), sob protestos de Fermi e Szilard, chefiou o desenvolvimento da bomba de fusão de hidrogênio, que utiliza uma bomba de fissão como gatilho para iniciar a colisão do deutério com o trítio. A bomba de hidrogênio, Ivy Mike (com intensidade equivalente à detonação de 10,4 megatoneladas de T.N.T.) foi testada a 31 de Outubro de 1952, em Eniwetok.

A primeira bomba de hidrogênio explodiu durante uma experiência feita pelos Estados Unidos em 1952. Detonou com uma força de dez megatons, igual à explosão de dez milhões de toneladas de TNT, um forte explosivo convencional. A potência desta terrível arma mostrou ser 750 vezes superior à das primeiras bombas atômicas e suficiente para arrasar qualquer grande cidade.

Em 1961, a Rússia experimentou a bomba mais poderosa até então concebida (apelidada de Tsar Bomba), à qual foi atribuída uma força de 57 megatons. Até os dias de hoje, início do século XXI, ainda não é possível controlar a reação de fusão nuclear para aplicações pacíficas, como já é realizado com a fissão nuclear. Um dos fatores que pesam contra o seu uso é a falta de uma maneira para se controlar temperaturas altíssimas (cerca de 100 milhões de graus Celsius).

Em 9 de Julho de 1962 os Estados Unidos explodiram uma bomba de hidrogênio acima da atmosfera terrestre. O projeto secreto de codinome “Starfish Prime” resultou em coloridas explosões que atravessaram o Oceano Pacífico do Hawaii a Nova Zelândia. Mas para que?

Em 1958 descobriu-se que existem grandes cinturões de radiação ao redor do planeta, em campos magnéticos. Conhecidos como “Cinturões Van Allen” pelo nome de seu descobridor. E talvez não a primeira vez que ao descobrir algo resolveram explodir para ver o que acontece.

Este site foi criado por Luís Eduardo Alló (fundador e editor), bacharel em Direito, mineiro de Muriaé – MG e que adora trabalhar na web.

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