Projeto Manhattan

O Projeto Manhattan foi um projeto secreto, um esforço durante a Segunda Guerra Mundial para desenvolver armas nucleares pelos Estados Unidos. O objetivo era fabricar a bomba atômica para ser usada contra as forças nazistas. O Projeto Manhattan foi um projeto de pesquisa e desenvolvimento que produziu as primeiras bombas atômicas durante a Segunda Guerra Mundial. Foi liderada pelos Estados Unidos, com o apoio do Reino Unido e Canadá.

O Projeto Manhattan foi um projeto de pesquisa e desenvolvimento que produziu as primeiras bombas atômicas durante a Segunda Guerra Mundial. Foi liderada pelos Estados Unidos, com o apoio do Reino Unido e Canadá. De 1940 a 1946, o projeto esteve sob a direção do major-general Leslie Groves do Corpo de Engenheiros do Exército. O componente do exército do projeto foi designado como Distrito Manhattan. “Manhattan” gradualmente substituiu o codinome oficial, “Desenvolvimento de materiais substitutos”, para todo o projeto.

Projeto Manhattan

Dois tipos de bomba atômica foram desenvolvidas durante a guerra. Um tipo relativamente simples de arma de fissão foi feito utilizando urânio-235, um isótopo que representa apenas 0,7% do urânio natural. Uma vez que é quimicamente idêntico ao isótopo mais comum, o urânio-238, e que tem quase a mesma massa, o urânio-235 revelou-se difícil de separar do urânio-238. Três métodos foram utilizados para o enriquecimento do urânio: eletromagnético, gasoso e térmico. A maior parte deste trabalho foi realizado em Oak Ridge, Tennessee. Em paralelo com o trabalho de urânio, também representava um esforço produzir plutônio. Os reatores foram construídos em Oak Ridge e Hanford, Washington, onde o urânio foi irradiado e transmutado em plutônio. O plutônio foi então separado quimicamente a partir do urânio. O projeto do tipo da arma se provou impraticável para usar com plutônio. Para uma arma do tipo de implosão mais complexo, foi desenvolvido em um projeto concertada e esforço de construção de pesquisa principal do projeto e laboratório de design em Los Alamos, Novo México. O projeto também foi acusado de colher informações sobre o Projeto de energia nuclear alemão. Através da Operação Alsos, o pessoal do Projeto Manhattan serviu na Europa, às vezes atrás das linhas inimigas, onde eles reuniram materiais nucleares, documentos e cientistas alemães.

A bomba nuclear só foi utilizada oficialmente por duas vezes, a primeira foi em 6 de agosto de 1945, quando Paul Tibbets, piloto de um avião B-29 batizado de Enola Gay, lançou uma bomba atômica contra a cidade japonesa de Hiroshima, a bomba ficou conhecida como “Little Boy”, três dias depois em 9 de agosto de 1945, uma segunda bomba foi lançada contra a cidade industrial de Nagasaki sendo que a bomba ficou conhecida como “Fat Man”. Com o ataque os japoneses se renderam às forças aliadas em 14 de agosto de 1945.

A bomba atômica é a mais poderosa arma criada pelo homem. A sua criação, sem dúvida é um marco para o século 20. Devido a criação da bomba nuclear, ocorreu logo após o fim da Segunda Grande Guerra uma corrida armamentista nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética.

O desenvolvimento da bomba começou em março de 1942, quando o Corpo de Engenharia do exército dos Estados Unidos se envolveu diretamente nas reuniões do S-1 e, em 18 de setembro, o coronel Leslie Groves se tornou diretor do projeto, que assumiu oficialmente o nome de Projeto Manhattan.

O projeto Manhattan teve apoio de duas grandes instalações para o armazenamento de plutônio e urânio, um dos locais eram em Oak Ridge, Tennesee e o outro em Hanford, Washington, mas o pólo central da produção da bomba foi em Los Alamos, no Novo México. A matéria-prima essencial para o projeto foi o urânio, o qual foi utilizado como combustível para os reatores, com a alimentação que foi transformada em plutónio, e, na sua forma enriquecida, na própria bomba atômica. Havia quatro grandes depósitos conhecidos de urânio em 1940: no Colorado, norte do Canadá, Joachimstal na Checoslováquia, e no Congo Belga.

Segredos do Projeto Manhattan

Em artigo de 1945 da revista Life, estimou que antes dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki “provavelmente não mais do que uma dúzia de poucos homens em todo o país sabiam o significado do Projeto Manhattan, e, talvez, apenas uns milhares de outros até mesmo estavam cientes de que o trabalho sobre átomos de estava envolvido.” A revista escreveu que os outros mais de 100.000 empregados do projeto “trabalharam como toupeiras no escuro”. Advertiu que divulgar segredos do projeto era punível com 10 anos de prisão ou US$10000 (US$128000 hoje) de multa, que viam enormes quantidades de matérias-primas entrar nas fábricas mas sem sair nada, e monitorados “seletores e interruptores por trás de grossas paredes de concreto reações misteriosas assumiam o lugar”, sem saber o propósito de seu trabalho.

Não ver ou entender os resultados de suas funções, muitas vezes entediantes com efeitos colaterais, mesmo típicos do trabalho da fábrica, tais como a fumaça das chaminés e da guerra na Europa terminando sem o uso de seu trabalho, causou sérios problemas de moral entre os trabalhadores e causou muitos boatos a se espalhar. Um gerente declarou depois da guerra:

Bem, não era de que o trabalho era duro, era confuso. Vejam, ninguém sabia o que estava sendo feito em Oak Ridge, nem mesmo eu, e um monte de gente pensou que eles estavam perdendo seu tempo aqui. Coube a mim explicar aos trabalhadores insatisfeitos que eles estavam fazendo um trabalho muito importante. Quando me chamaram o que eu teria que dizer a eles que era um segredo. Mas eu quase fiquei louco tentando descobrir o que estava acontecendo.

Outra trabalhadora contou que, trabalhando em uma lavanderia, ela todos os dias segurava “um instrumento especial” para os uniformes e escutava as vezes “um estalo”. Ela aprendeu só depois da guerra que ela vinha desempenhando uma importante tarefa de verificação de radiação com um contador Geiger. Para melhorar o moral entre tais trabalhadores Oak Ridge criou um amplo sistema de ligas esportivas intramuros, incluindo 10 equipes de beisebol, 81 equipes de softbol e 26 times de futebol.

História do Projeto Manhattan

Em 2 de agosto de 1939, Albert Einstein escreveu uma carta ao então presidente dos Estados Unidos, Frankin Delano Roosevelt, acerca da possibilidade da criação de uma bomba configurada a partir de uma cadeia de reações em uma grande massa de urânio (bomba atômica). Dizia Einstein em sua carta que “nos últimos quatro meses tornou-se provável – através do trabalho de Joliot, na França, bem como de Fermi e Szilard, nos EUA – que seja possível desencadear, numa grande massa de urânio, uma reação nuclear em cadeia, que geraria vastas quantidades de energia e grandes porções de novos elementos com propriedades semelhantes às do elemento rádio”. Dizia ainda que essa reação permitisse a construção de bombas ao passo que “um único exemplar desse tipo, levada por um navio ou detonada em um porto, poderia muito bem destruir todo porto junto com uma grande área ao seu redor”. Einstein pedira a Roosevelt que o programa nuclear se iniciasse o mais rápido possível. O presidente, por sua vez, reuniu cientistas, engenheiros, militares e funcionários do governo para juntos criarem o Projeto Manhattan, cujo objetivo final era produzir a bomba atômica.

Com a descoberta do nêutron em 1932, o físico italiano Enrico Fermi dá bases da descoberta da fissão atômica em 1934, com bombardeios dos átomos de urânios com novas partículas.

Experiências similares são em seguida realizadas na Alemanha(por Lise Mitner, Otto Hahn e Fritz Strassmann), na França (por Irène Curie e Frédéric Joliot), na Inglaterra e em Berkeley. Niels Bhor noticia a novidade (fissão nuclear) aos EUA em 1939, criando uma efervescência entre os cientistas; o medo de que a primeira arma de destruição em massa ficasse nas mãos dos alemães (nazistas) provocou reações no meio acadêmico de diversos países. Então os cientistas húngaros Leo Szilard, Eugene Wigner e Edward Teller convenceram o físico Albert Einstein, erradicado nos Estados Unidos desde 1930, a assinar uma carta que tinham escrito para o presidente Franklin Roosevelt em 2 de agosto de 1939. No documento, Einstein informa ao presidente do perigo e da urgência de desenvolver um programa concorrente de pesquisa nuclear americano. A carta produziu efeito imediato, pois em 10 de dezembro de 1939 o presidente autorizou o governo a custear a pesquisa atômica. Um comitê foi criado para desenvolver a pesquisa nuclear e, por volta do final de 1941, uma dúzia de universidades trabalhava nisso. O ataque japonês à base americana de Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, deixou 2.403 mortos e precipitou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Na época, a produção de uma bomba de urânio era discutida havia pelo menos seis meses, com a intensificação dos rumores de que os alemães estavam desenvolvendo a arma.

Em junho de 1942 nasceu o Projeto Manhattan, um programa secreto dedicado à construção da bomba atômica, contando com a coordenação eficaz de civis, militares e cientistas, sob o comando do general Leslie Groves, com formação sólida em engenharia. No inicio de 1943, surgiu em Los Alamos, deserto do estado americano do Novo México a primeira comunidade de cientistas dedicada a estudar a construção da bomba nuclear liderado pelo físico Robert Oppenheimer. No auge do trabalho, em julho de 1944, 160 mil pessoas estavam diretamente envolvidas com o projeto.

A maioria, sem saber o que estava fazendo. Os cientistas só podiam telefonar para fora com autorização. As campanhas no pacífico já haviam gerado um grande número de baixas de soldados americanos, e as chances de uma vitória rápida utilizando os meios até então conhecidos eram poucas. O conflito prometia ser longo e difícil: a resistência dos soldados japoneses era grande, pois não abririam mão de seu território, mesmo que isso custasse suas vidas.

A guerra já se arrastava por quase seis anos. Na madrugada chuvosa de 16 julho de 1945, a noite virou dia no deserto do estado americano do Novo México. Ali, numa área de teste de bombardeios do exército americano chamado Trinity, ocorreu a primeira explosão nuclear da história. Com carga equivalente a 18 mil toneladas de dinamite, a bomba produziu uma luz vinte vezes mais brilhante que o Sol. A luz chegou a ser vista em cinco estados vizinhos e ouvida a mais de 300 Km de distância, a explosão abriu uma cratera de 400 metros de diâmetro em um milionésimo de segundo. Com a morte de Roosvelt, em 12 de abril de 1945, vice Harry Truman assume a Presidência dos EUA enfrentando o desânimo dos cientistas do Projeto Manhattan, que sabiam das intenções do governo americano de atacar o Japão. Infelizmente para os planos de Truman, a Alemanha havia assinado rendição incondicional em maio de 1945 logo após o suicício de Adolf Hitle.

A Itália já havia se rendido anteriormente quando da prisão e assassinato de Mussolini. Naquele momento só restara o Japão. Em julho de 1945, o Japão recusou a última proposta de rendição incondicional por parte dos americanos e recebeu um duro recado “A alternativa é imediata e total destruição”. Em 25 de julho de 1945, o presidente dos EUA, Harry Truman, ordenou o ataque ao Japão, pretendia forçar uma rendição testando sua mais nova arma. O plano original previa ataques com bombas atômicas a quatro cidades japonesas. O comitê de alvos do projeto Manhattan decidira atacar Hiroshima, pois segundo as minutas das reuniões desse comitê, em razão de seu tamanho e planta, “… grande parte da cidade seria extensamente danificada…”, Nagasaki e Kyoto, pois, ainda de acordo com essas minutas, Kyoto “…era um centro intelectual do Japão e seu povo é mais capaz de avaliar o significado de uma arma assim…”

Em 6 de agosto de 1945 às 8h15, cai sobre Hiroshima, a bomba atômica “Litle Boy”, com 3,2m de comprimento, 74cm de diâmetro e 4,3 toneladas explode a 576 metros acima do Hospital Cirúrgico de Shima. Acredita-se que 70 mil moradores tenham morrido imediatamente depois da detonação, mas os números teriam chegado a 100 mil no fim de 1945 e a 200 mil em prazo de cinco anos, devido aos efeitos da radiação. Como o Japão não se rendeu depois do ataque a Hiroshima, os USA decidiram usar a outra bomba de que dispunham. A decisão foi tomada no dia 7 de agosto. Para passar a impressão de que o país tinha grande suplemento de bombas, o ataque tinha de ser imediato. Originalmente programada para 11 de agosto, a missão foi antecipada em dois dias por causa das condições do tempo. Às 11h02 de 9 de agosto (horário japonês), o cogumelo incandescente expandiu-se nos céus de Nagasaki. O plano era lançar o artefato de plutônio, apelidado de “Fat Man”, na cidade de Kokura, ao norte. No entanto, problemas na bomba de combustível do Bockscar e a atividade japonesa antiaérea pesada fizeram os americanos optar pelo alvo secundário, Nagasaki. A segunda bomba causou, inicialmente, 40 mil mortes e 140 mil em um prazo de cinco anos. O Japão se rendeu às forças aliadas em 14 de agosto de 1945, o que encerrou oficialmente a Segunda Guerra Mundial.

Este site foi criado por Luís Eduardo Alló (fundador e editor), bacharel em Direito, mineiro de Muriaé – MG e que adora trabalhar na web.

Próximo

Anterior

Estratégia das Tesouras Estratégia das Tesouras
Brasil - Ditadura Maçônica Comunista Brasil - Ditadura Maçônica Comunista
O homem foi realmente a lua? O homem foi realmente a lua?
Jogo dos Illuminati: A Nova Ordem Mundial - INWO Jogo dos Illuminati: A Nova Ordem Mundial - INWO
Como o Brasil está perante a Nova Ordem Mundial Como o Brasil está perante a Nova Ordem Mundial
A fábrica de zumbis A fábrica de zumbis
Intrometendo - O único local onde se encontra a verdade Intrometendo - O único local onde se encontra a verdade
Nova Ordem Mundial – New World Order (NWO) Nova Ordem Mundial – New World Order (NWO)

© 2009-2017 Intrometendo | Anuncie | Sobre | Política de Privacidade

Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Alló Digital