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Projeto Pigeon

Um dos programas militares aparentemente mais absurdos de todos os tempos ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, quando o famoso psicólogo comportamental BF Skinner foi convocado pelo governo para tentar treinar pombos para uso em um sistema de orientação de mísseis. Na época, Skinner era conhecido como um dos maiores praticantes do condicionamento operante de um sistema de recompensa e punição utilizado como meio de controlar o comportamento, responsável pelo famoso experimento que leva o seu nome, a Caixa de Skinner.

Com estas idéias em mente, Skinner colocou uma série de pombos especialmente treinados dentro de mísseis. Uma câmera na frente do míssil gravava o seu trajeto de vôo, que era então projetada em uma tela para o pombo poder ver. As aves foram treinadas para reconhecer o alvo do míssil, e iriam bicar a tela se ele fosse perdendo o rumo. Esta informação era alimentada aos controles da arma de vôo, que passaria então a ser alterado para refletir as novas coordenadas.

Projeto Pigeon

Foi dado a Skinner originalmente U$ 25,000 para começar o projeto e colocá-lo em funcionamento, e ele realmente conseguiu fazer alguns progressos menores com ele. Mas funcionários do governo nunca foram completamente capaz de aceitar o absurdo evidente do programa, o que acabou por ser encerrado.

Skinner foi um dos maiores psicólogos vivos da face da Terra é algo inquestionável, suas contribuições ao que conhecemos como psicologia moderna, que vai da área clínica à psicologia social, perduram desde sua sistematização até os dias atuais. O Condicionamento Operante foi, por suas teorias, explicado com grande maestria e tem sido utilizados desde tal data até agora na amenização e para sanar grandes problemas psicoterápicos e psicossociais. Mas uma grande curiosidade sobre a vida de Skinner é que ele utilizou seus conhecimentos a serviço da 2ª Guerra Mundial pelas forças armadas norte americanas.

O “Projeto ORCON” (Organic Control, ou também conhecido como Pigeon Project) foi pensado pela genialidade Skinneriana como uma forma de guiar mísseis através de condicionamento operante de pombos. Você pode se perguntar, porque alguém colocaria pombos para guiar mísseis? Simples, porque os sistemas computadorizados para teleguiar projéteis eram muito grandes e pesados, utilizados somente para artilharia de solo, sendo impossíveis de serem colocados em mísseis na época.

Skinner treinou pombos para bicarem lentes com imagens semelhantes a navios, e os colocou em número de 3 na ponta de cada míssil. Assim, quando os pombos identificavam navios no mar começavam a bicar lentes de vidro na direção do navio, ao passo que o míssil virava na direção da lente bicada. Poderia haver algum erro de “bicada” e os pombos errarem os alvos? Sim, mas até isso foi calculado: O míssil só respondia as bicadas de no mínimo 2 dos 3 pombos. Incrível não?!

E por acaso a invenção deu certo? SIM! Mas somente experimentalmente, não foi efetivamente utilizada na guerra por medo dos comandantes de ela “não dar certo”. Então no ano de 1944, o projeto da arma “psicopombológica” foi deixado de lado por conta do medo que os militares tiveram de isso não dar certo. Todavia o projeto foi retomado no ano de 1948, mas já era tarde demais, já se estava desenvolvendo projetos de armas mais avançadas, o que arquivou o projeto nova e definitivamente.

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