A alienação do futebol

O futebol no Brasil é alienação e as pessoas precisam acordar desse ópio. Sinceramente não sei dizer o que é mais impressionante, se o poder de alienação do Estado ou a capacidade de se deixar alienar do povo brasileiro. È perfeitamente normal para crianças, adolescentes ou até mesmo mulheres ou gays carentes passarem o seu precioso domingo correndo atrás de jogadores de futebol. Mas para homens adultos, pais de família, é simplesmente ridículo.

O que causa alienação social é o falho sistema educacional, a mídia tendenciosa, o pouco apelo que a cultura tem para o povo, a falta de conhecimento e principalmente a cultura predominantemente no Brasil de fazer tudo pelo jeito mais fácil e menosprezar o trabalho duro e a vitória por meio do esforço e usam o futebol que é a paixão do brasileiro, para esses fins.

Eu ainda não conseguir descobrir qual o prazer de perder duas horas da minha vida em frente a uma TV ou num campo de futebol contemplando a horrível cena de um monte de machos suados e robustos correndo atrás de uma bola. Pela minha lógica, é bem melhor ficar na praia vendo um monte de mulheres gostosas e seminuas.

Só mesmo um excelente aparelho alienante para conseguir isso. Não é pra menos, na década de 70, a ditadura militar, constatando a falta de idealismo e de patriotismo do povo brasileiro, frente às constantes provas de uma pátria madrasta, solicitou a composição de uma música focada no futebol, única coisa ainda não ruim que tinha pra mostrar. Daí surgiu o famoso “Cento e vinte milhões em ação…” levando uma alienada multidão ao delírio patriótico. Com isso, todas as outras questões essenciais, como, saúde, educação, desemprego, foram esquecidos. O brasileiro virou patriota do dia pra noite. Mais um ponto pra ditadura.

Atualmente a ditadura veste roupagem de “democracia” e continua necessitando dessa ferramenta para fins políticos.

Quem sai lucrando com isso são os jogadores de futebol, os donos dos times, a imprensa em geral e as empresas que anunciam seus produtos. Os coitados dos alienados, conhecidos popularmente como “torcedores” só levam a pior. Gastam muitas vezes o dinheiro que não têm, passam o dia gritando “É… cam-pe-ãooooooooo…”, carregam nas costas os jogadores suados e outros torcedores, carregam pesadas bandeiras num sol de rachar, levam porrada da polícia, dentre outros “prazeres do futebol”.

Enquanto isso, os “heróis” desfrutam de hotéis quatro estrelas e de belas mulheres.

Tamanha idiotização não tem limites. Aonde se chega se houve a pergunta: “E aí, viu o jogo”? A imprensa não veicula mais notícias, apenas as inúteis informações sobre futebol: “Porque o Zé das Couces ta machucado, porque Idiotinha ta com o joelhinho inchado” Na boa, isso já cansou, né?

Com a verba utilizada na construção de estádios, para fins de realização da copa do mundo em nosso país, dava para construir casas populares para uma infinidade de pessoas e ainda investir na educação e saúde, que continuam capengas. Se o povo brasileiro valorizasse o trabalhador da mesma forma que valoriza o jogador de futebol, nossa realidade não seria tão miserável. O próprio operariado, apesar de sua consciência indicar que o seu ofício é um milhão de vezes mais importante do que os feitos dos jogadores de futebol e que para isso, recebe um milhão de vezes menos que os jogadores, mesmo assim, aplaude os jogadores como se estivessem produzindo algo essencial para o país. Que outra denominação podemos dar a isso?

O povo brasileiro precisa se valorizar e acordar, sair da adolescência, deixar essas frivolidades no passado e ocupar-se de coisas úteis, que traga algum retorno promissor para sua vida.

Futebol é alienação

Futebol é alienação? A resposta certa: o esporte em si não é, mas todo o conceito construído em torno dele é que é alienação.

Alienação é o ato ou efeito de alienar(-se); alheação, alheamento, alienamento. Estado resultante do abandono ou privação de um direito natural. Indiferença aos problemas políticos sociais. Processo em que o ser humano se afasta de sua real natureza, torna-se estranho a si mesmo, pois os objetos que produz passam a adquirir existência independente do seu poder e antagônica aos seus interesses.

O futebol surgiu como mero instrumento de lazer. Veio da Inglaterra, trazido por Charles Muller. No início, o nome era Football, em inglês mesmo (alguns times, como o Fluminense ainda mantém o “football” em sua razão social). Numa tentativa de traduzir o termo, houve a sugestão de chamar o esporte de “Ludopédio” (diversão dos pés), deixando bem claro o seu espírito lúdioco.

Mas em algum ano, não sei dizer qual e nem o motivo, transformaram o que deveria ser um mero esporte, com fins exclusivamente lúdicos, na razão de ser do povo brasileiro, normalmente com a auto-estima bem baixa. O futebol foi colocado num contexto muito superior ao que foi criado. E é aí que reside a alienação.

O futebol, se fosse tratado como mero esporte, sem associação a valores superiores, respeitando a liberdade de adesão ou não e não colocando como prioridade acima de questões mais importantes, estaria bem longe de ser definido como instrumento de alienação. Mas não é isso que ocorre em nosso país.

Os brasileiros usam o futebol como o mais importante instrumento de sociabilização que existe, seguido das festas/noitadas e do hábito de tomar cerveja. Além disso, costumam associar o esporte a valores superiores, como educação, bom mocismo e o pior: patriotismo. Torcer pela Seleção Brasileira de Futebol masculino oficial ganhou status de “dever cívico”. Não aderir a histeria coletiva das copas é considerada uma ofensa à população em geral e a nação como instituição. Gera muitos conflitos. E nisso também se caracteriza a alienação.

E a alienação gera o fanatismo que coloca o futebol acima de tudo e de todos. Para piorar ainda mais a alienação, lembremos que o esporte em si não estimula o intelectualismo. A maioria dos jogadores nem têm o primeiro grau completo. Poucos têm o analfabetismo literal, mas quase todos têm o analfabetismo funcional. A coisa é tão grave, que quando transferidos para o exterior, para países que valorizam a educação de qualidade, são obrigados a estudar, para não passarem vergonha. Mesmo assim, muitos hábitos de sua medíocre vida nas favelas, campos e periferias não desaparecem, servindo de estímulo para que a sociedade toda seja nivelada para baixo ao seu nível intelectual, dado o enorme poder de influência que um jogador tem para “regular” a sociedade.

E note que essa associação com “valores superiores” é que têm feito a popularidade desse esporte disparar há muitas décadas. Convém lembrar que, para completar toda a obrigatoriedade na adesão do esporte, há a ideia errada de que macho tem que ser torcedor. Não perdi nada de minha masculinidade pelo fato de não curtir futebol. Além disso, adoro mulheres e não troco uma bela gata para ficar vendo homens suados correndo atrás de uma bola.

Portanto, espero ter ajudado na questão. O futebol não é alienação desde que limitado a sua função lúdica. Ele passa a ser alienante quando colocado em contextos superiores, ganhando uma importância maior do que muitos assuntos de seriedade em nosso cotidiano.

Futebol é só lazer, diversão, entretenimento. Futebol nada traz de concreto a sociedade nenhuma. os benefícios que ele gera são apenas na saúde e na sociabilização. Outros benefícios relacionados ao esporte chegam de forma indireta (não é o esporte em si que traz, mas outras coisas que vem junto). Como defeitos, ele possui o incentivo a competição (que estimula o egoísmo), a valorização da padronização de um porte físico (todos os esportes são assim) e ainda a desvalorização da inteligência e desestímulo ao estudo, já que os jogadores sobem rapidamente de padrão de vida sem ler uma só página de um livro.

Não ser alienado significa analisar objetivamente o que está sendo feito – de errado – com o esporte e devolver a ele sua exclusividade lúdica, sem enganar a população com mitos engrandecedores.

Futebol é só diversão, jogadores não são heróis, nada tem a ver com patriotismo e só melhora a vida de jogadores, equipe técnica e sobretudo “cartolas”. Admitir isso é tirar a condição de “alienador” ao futebol e passar a curtir de forma sadia, sem fanatismo e sem a monotonia que a mídia mainstream tenta nos impor.

Bom futebol a vocês. Mas antes, reflitam sobre o que está acontecendo em suas vidas. Existem muitas coisas que a simples entrada de uma bola em uma trave nunca poderá resolver.

Este site foi criado por Luís Eduardo Alló (fundador e editor), bacharel em Direito, mineiro de Muriaé – MG e que adora trabalhar na web.

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