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Black Friday brasileira é ‘Black Fraude’

A Black Friday ganhou o apelido de black fraude em seus primeiros anos de realização no Brasil depois que diversas lojas foram flagradas aumentando os preços dias antes da megaliquidação. Assim, elas tentavam dar impressão de que os descontos eram de fato atraentes. Como no Brasil, os falantes de espanhol também apelidaram a promoção de black fraude. E assim como os brasileiros, claro, também xingam muito no Twitter.

Nas últimas edições, as maneiras de enganar os consumidores ficaram mais engenhosas, inclusive com a criação de sites de compra falsos.

Vejam os cuidados a tomar caso queira ser enganado no dia da black fraude.

1 – Os falsos descontos

É o golpe que popularizou o termo ‘black fraude’, depois que diversas empresas foram flagradas aumentando os preços antes de baixá-los — uma maneira de fazer os descontos parecerem maiores. Atualmente existem alguns sites como Econovia e Zoom que permitem que os consumidores consultem o histórico de preços do produto e consigam se safar da promessa do falso desconto.

2 – Baixo estoque, longa entrega

Ocorre em lojas físicas que vendem mais produtos do que possuem em estoque. Nesses casos, quem comprou fica de mãos abanando até que o produto seja reposto, o que pode demorar até 60 dias. O consumidor deve consultar sempre antes da compra se o produto desejado tem pronta-entrega e qual é o prazo para receber o que adquiriu.

3 – Falso positivo

A Black Friday ocorre para que as empresas possam se desfazer de seus estoques. Existem mercadorias que ficam encalhadas porque estão defeituosas. Além disso, o comprador deve observar alguns detalhes, como se a voltagem do produto vendido é a mesma da cidade em que mora.

4 – Venda casada

Uma loja não pode anunciar um produto por um preço sob a condição de que outro item seja levado junto. Por exemplo: uma cafeteira não pode ficar mais barata se for obrigatório comprar também as cápsulas de café. Essa a prática é abusiva.

5 – Peça o código do consumidor

Por lei, é obrigatório que todas as lojas tenham um exemplar do código do consumidor. Em caso de dúvida, peça o código e tenha certeza de seus direitos.

6 – Desconto ‘diferenciado’

Um desconto anunciado deve valer para qualquer que seja a forma de pagamento. Cartão de débito, crédito, cheque ou dinheiro não podem influenciar na promoção.

7 – Falsa loja

No ambiente digital, o maior risco é comprar em uma loja que não existe. Algumas têm o layout confiável, mas não trazem informações de origem. O site da Receita Federal permite a consulta pelo CNPJ, que é o número de ‘identidade’ de uma empresa. Se não estiver lá, desconfie.

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