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Como funciona a matrix em nossa realidade

O método dialético (tese, antítese, síntese), que consiste em criar uma oposição controlada a tudo que existe, em todos os ramos das atividades humanas, por exemplo: capitalismo x socialismo, religião A x religião B x, religião x ateísmo, sistema bancário A x sistema bancário B, rico x pobre, preto x branco, homem x mulher,  e etc.

A tese é uma afirmação ou situação inicialmente dada. A antítese é uma oposição à tese. Do conflito entre tese e antítese surge a síntese, que é uma situação nova que carrega dentro de si elementos resultantes desse embate. A síntese, então, torna-se uma nova tese, que contrasta com uma nova antítese gerando uma nova síntese, em um processo em cadeia infinito.

Com isso, as sociedades secretas que controlam os sistemas do mundo, e possuem o poder vigente criam e mantêm uma sociedade contraditória e multifacetada. Na qual o sistema que está no poder à séculos controla os dois lados, ou todos os lados. A dialética é um método de diálogo cujo foco é a contraposição e contradição de ideias que levam a outras ideias e que tem sido um tema central na filosofia ocidental e oriental desde os tempos antigos. A tradução literal de dialética significa “caminho entre as ideias”.

Quando a pessoa se revolta e/ou decepciona-se com alguma coisa, a tendência natural é a mesma procurar o lado opositor e alia-se a ele, por exemplo: sai da “igreja A para a B, do partido C para D, da religião para o ateísmo ou vice-versa. Ou seja o sujeito fica andando em círculos, mas dentro do sistema, dentro da matrix que o sistema de poder vigente criou.

Essas revoltas que resultam em trocar algo por outra coisa traz benefícios e satisfação apenas na esfera do imediatismo. Sim pode ser bom, sempre que estiver insatisfeito com alguma coisa, basta procurar outra. Mais essa prática é inútil para libertar-se do sistema.

O método dialético está em tudo, porém possui muitas facetas, por exemplo: a mídia em geral faz oposição a falta de informação, a falta do que fazer, a falta de diversão, de emoção e outras faltas, ou seja, a mídia tenta preencher o tempo das pessoas contra a falta de atividades.

Outros exemplos: a criminalidade x as empresas de segurança – as “pragas” nas lavouras x as empresas de agrotóxicos – as doenças x as empresas de remédios e, muitos outros casos. Para toda situação existe uma oposição.

Em muitos casos essas oposições são reais, o fim de uma, fortalece a outra, como duas empresas concorrentes; mas em outros casos não, os dois oponentes só coexistem um em função do outro, como no caso, das “pragas” e dos agrotóxicos, (nesse caso – os agrotóxicos são as verdadeiras pragas).

Esse mundo dialético e multifacetado faz com que, haja um infinito mosaico de pontos convergentes e divergentes em todas as esferas da sociedade. Esses pontos unem e desunem. Concordo com aquela pessoa nesse ponto, mas discordo dela naquele ponto. Tudo isso, faz com que exista uma aparente liberdade de escolhas, pois estamos escolhendo a todo instante, mas na verdade, tudo já foi escolhido para nós.

A filosofia descreve a realidade e a reflete, portanto a dialética busca, não interpretar, mas refletir acerca da realidade. A dialética é uma forma de analisar a realidade a partir da confrontação de teses, hipóteses ou teorias e tem origem na Grécia antiga, com filósofos clássicos como Sócrates, Platão, Aristóteles e Heráclito.

Na dialética hegeliana existem três momentos que buscam descrever o método axiomático. O primeiro momento ( a tese ) corresponde ao axioma. O segundo momento ( a antítese ) corresponde à definição (que Spinoza notava conter também uma negação). O terceiro momento ( a síntese ), corresponde ao teorema, um resultado necessário, porém novo, não estando simplesmente contido nos momentos anteriores.

É exatamente desta forma, que ficamos presos dentro do sistema (matrix), se não gostamos de algo, considerado correto, iremos para o errado, só que o errado é controlado também pelo sistema, vemos isso em diversas situações, nunca podemos escolher absolutamente nada, nem o que comemos, nem o que vestimos, nem o que pensamos, nem na política, nem na religião, todos os grupos e sistemas, fazem parte deste conceito, portanto, tudo está dentro do sistema, nada escapa das garras do sistema que criaram para nos aprisionar.

Problema – Reação – Solução

Outra forma da dialética hegeliana é Problema – Reação – Solução. A maioria de nós, involuntariamente, é vítima de tudo isso com frequência e, infelizmente, se não pararmos, continuaremos a perder o nosso livre arbítrio e liberdades. Esse método tem sido usado amplamente pelos governos e corporações em todo o mundo. Pode-se dizer que em termos de controle das massas, e da sociedade em geral, sua implementação tem sido uma ferramenta eficaz em manter a humanidade em cheque.

Cria-se um problema ou uma situação de emergência (ou aproveita-se de uma situação já criada) cuja abordagem dada pela mídia visa despertar uma determinada reação da opinião pública.

Tal reação demanda a adoção de medidas imediatas para a solução da crise.

Usualmente tais medidas já estão praticamente prontas e são aplicadas antes que a população se dê conta de que essa sempre fora a meta primordial.

Por exemplo:

  • Valer-se de atentados terroristas para sequestrar da população seus direitos civis. (Depois de 11 de setembro qualquer cidadão em solo norte-americano pode ser “detido para averiguações” fora ou dentro de sua residência, sem direito a advogado, ou defesa, exatamente como o que ocorria no Brasil durante a ditadura militar – basta que se acione a tal lei da Segurança Nacional).
  • Valer-se do crescimento da violência urbana para aprovar leis de desarmamento completo da população civil.
  • Valer-se de crises econômicas para fazer retroceder os avanços conquistados nas leis trabalhistas e promover o desmantelamento dos serviços públicos de assistência aos mais pobres.

Quase todos os grandes eventos da história empregam a dialética hegeliana do Problema – Reação – Solução:

  • Problema – fabricar uma crise ou tirar proveito de uma já existente, a fim de obter o desejado objetivo.
  • Reação – O clamor do público em que as pessoas exigem uma solução que foi predeterminada desde o início.
  • Solução – O objetivo deles era a solução, que já estava previamente pronta, antes mesmo do problema ter acontecido.

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