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Democracia blindada pela Força

O modelo de capitalismo é o “bem-estar” na América Latina, os governos se transformaram em satélites de um “único” modelo econômico para o planeta inteiro, com os bancos centrais lotados de dólares sem distribuição social da riqueza, pobreza e desemprego estruturais, contratos de trabalho precários, com subsídios para conter a inflação e centrais sindicais em conflitos, está em processo o colapso generalizado por causa da recessão, diminuindo as receitas e orçamentos dos governos da América Latina.

Por sua vez, a diminuição do consumo e o desemprego, irá agir no curto prazo, como o gatilho central de motins sindicais e agitação social que vai multiplicar e expandir como um vírus em toda a região, terminando com o processo de “paz” social e sindical e colocando em risco a “governança” do sistema, especialmente em pessoas mais vulneráveis ​​ao contágio dos países em crise, como é o caso da Argentina, Brasil e México, as três principais economias da região.

A ameaça de desemprego em massa é o núcleo essencial da união, o conflito social é o gatilho central e começará a se espalhar através de bancos e empresas transnacionais, atualmente já estão demitindo força de trabalho na América Latina. Este processo, por sua vez, irá conduzir uma profunda reestruturação na estratégia e métodos de controle político e social “sem repressão” que os governos da região foram implementando com mãos políticas de bem-estar e poder da democracia imperial.

Exércitos e polícias regionais, que foram relegados para o segundo plano pelo domínio e estratégia para se ter um “poder suave”, irá adquirir um novo papel repressivo para conter os protestos violentos causados ​​pelas demissões, os baixos salários e falta de acesso ao consumo básico para a sobrevivência pelas maiorias que serão deslocados do mercado de trabalho e consumo.

E não vai ser uma repressão militar no estilo de ditaduras militares, mas um processo que irá combinar simultaneamente a ação militar, as estratégias da mídia de controle social repressivas sem quebrar o molde da ordem constitucional.

“Golpe Duro” na democracia, com as forças armadas sob o comando de um governo civil, desenvolvendo operações “contra-insurgência” (como nas favelas do Brasil), e classificando e valorizando os conflitos e protestos, colocando o “violento” de um lado e o “pacífico” do outro.

Em outras palavras, a implementação da “democracia blindada”, vai se realizar com uma síntese operacional entre poder para preservar a governação regional como a condição básica para os EUA e as potências centrais redesenhar um novo projeto de dominação capitalista transnacional na América Latina.

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