O controle da educação pela midia e pseudo escola

A ocultação e a dissimulação, nessa massa de informação que se consome, são as formas da censura de hoje. E essa “censura invisível” é a que é praticada pelos grandes grupos midiáticos e pelos governos. Com total impunidade. Estamos então em uma situação na qual cremos que, pelo fato de haver mais informação, temos mais liberdade, quando, na realidade, se analisamos bem, temos tão escassa informação quanto em outros momentos. O poder dos meios de comunicação e sua influência na opinião pública estão esvaziando de sentido a democracia.

A evidência crescente do poder da mídia no Brasil ultrapassa as fronteiras de um mundo dito civilizado. Acima do bem e do mal, das leis dos homens, da democracia e das instituições, os meios de comunicação pautam debates e prioridades na vida política do país. Os números confirmam que apenas seis grupos detêm cerca de 90 % do faturamento dos meios de comunicação de massa. Em todo o território nacional se multiplicam os chamados monopólios regionais. Concessões de TV e rádio são moedas de troca em balcões de negócios. Vale a lei da selva.

Pouco importa se na declaração dos direitos Humanos está escrito que o direito à informação é um direito de todos. também parece não ter qualquer importância a constatação de que décadas após a promulgação da atual Constituição, ainda não foram regulamentados por lei dispositivos previstos para organizar, sob o controle da sociedade, os espaços públicos que são os meios de comunicação. A história se repete em toda a América latina: verdadeiras dinastias familiares controlam a informação na maior parte do continente.

O controle da educação pela midia e pseudo escola

Todo mundo sabe que não existe mais educação nem ensino atualmente, as crianças e jovens são ensinados e alienados pelas escolas e universidades para serem controlados e manipulados completamente, se tornando assim escravos para o sistema, isso ocorre com um sistema de comunicação e mídia controlado e por uma educação completamente alienante e controlada pelo sistema, mas não só os meios de comunicação têm sido “presa fácil”, já há muito tempo, da agência de inteligência semi-secreta norte-americana. Na internet podemos encontrar informações reveladoras em um artigo de David Gibbs intitulado “Academics and spies”:

“Durante os anos 1940 e 1950, a CIA e a inteligência militar estavam entre as maiores fontes de apoio financeiro aos cientistas sociais norte-americanos. Na Europa, a agência apoiava secretamente alguns dos escritores mais conhecidos e estudiosos através do Congresso para a Liberdade Cultural. (…) Desde 1996, a CIA tornou público que, de acordo com especialistas em inteligência, a estratégia de recrutar objetivos acadêmicos de top priority deu certo.”

A infiltração da CIA abarcaria praticamente todo o sistema educativo universitário norte-americano. O objetivo da agência de inteligência teria sido o de recrutar nas suas fileiras não só cientistas, professores e educadores, mas também alunos e, muitas vezes, alunos estrangeiros.

O historiador Bruce Cummings, conhecido por sua história em dois volumes da Guerra da Coréia, ocupou-se especialmente desse tema. Segundo Cummings, “muitos estudiosos hoje, particularmente no âmbito das relações internacionais, colaboram com o governo. É comum que muitos jovens e velhos sejam recrutados pelo Conselho de Segurança Nacional ou pela CIA como consultores por um tempo”. Particularmente significativa é a menção de um artigo onde Robert Witanek faz sobre o recrutamento de estudantes estrangeiros. Vejamos:

“Por volta do início dos anos 1950, o programa tinha-se expandido para incluir o recrutamento de estudantes estrangeiros em universidades norte-americanas, a fim de servirem como agentes da CIA quando retornassem aos seus respectivos países. O recrutamento de estudantes estrangeiros tinha as suas raízes em programas anteriores do fim dos anos 1930 e 1940, quando estudantes de países amigos eram admitidos nas academias militares norte-americanas. Os seus serviços eram especialmente desejados pelos Estados Unidos, já que, quando retornassem aos seus países,fariam parte da elite militar das suas respectivas nações. Através deles, os Estados Unidos esperavam influenciar a marcha dos acontecimentos nesses países e ter acesso a informações dos trabalhos secretos dos seus respectivos governos. Por volta do fim dos anos 1970, cerca de cinco mil acadêmicos estavam fazendo a sua inscrição para entrar na CIA. (…) Existiam comitês que monitoravam todo o tempo os 250 mil estudantes estrangeiros nos Estados Unidos, a fim de selecionar entre duzentos e trezentos futuros agentes da CIA. Por volta de 60% dos professores, pesquisadores e administradores das universidades estavam totalmente cientes e recebiam compensação direta da CIA como empregados contratados, ou recebiam bolsas de pesquisa pelo seu papel como recrutadores escondidos da CIA..”

Onde fica, então, o suposto prestígio que ganharam no mundo, desde a década de 1970, as universidades norte-americanas? Durante muitos anos, para numerosas famílias de todo o mundo era altamente desejável que os seus filhos fizessem cursos de graduação ou pós-graduação nos Estados Unidos. Supostamente, a formação científica era muito superior à de outras universidades. O que não sabíamos era que — além da manipulação do conhecimento científico, que antes apontamos como uma constante desejada pela elite financeiro-petroleira, geralmente dona, financiadora ou diretora das universidades — os estudantes estrangeiros estariam sob um constante monitoramento da CIA — com a finalidade de esta arregimentar agentes no exterior — e, como se fosse pouco, que mais da metade dos professores recebiam e recebem pagamentos da agência para “facilitar” o acesso aos alunos.

Mas as surpresas não terminam aí. Na página 189 do relatório oficial conhecido popularmente como o “Church Committee Report”, do Congresso norte-americano, indica-se que:

“(…) A CIA está usando agora centenas de acadêmicos norte-americanos, que, além de proporcionar pistas e apresentações para questões de inteligência, ocasionalmente escrevem livros e outros materiais para serem usados com fins de propaganda no exterior. (…) Esses acadêmicos estão localizados em mais de cem universidades e institutos norte-americanos.”

Talvez agora possamos entender com mais precisão o que aconteceu com John Nash e com o discreto encobrimento sofrido pelas suas conclusões acerca da falsidade das teorias de Adam Smith, em comparação com a super exposição de teorias econômicas sem real embasamento científico (como a chamada “Escola de Expectativas Racionais” de Lucas). O “Church Committee Report” foi escrito em 1976. Quanto mais terá avançado a infiltração da CIA entre diretores, professores e alunos de universidades norte-americanas desde aquela época? No mesmo trabalho, Volksman aponta que:

“Yale tem sido um terreno fértil no recrutamento de agentes da CIA desde que a agência começou em 1946. Na realidade, muitos dos primeiros executivos da CIA provêm de Yale e de outras escolas da IVY, fato pelo qual a CIA foi acusada durante muitos anos de corresponder aos interesses do establishment anglo-americano. A acusação era verdade: 25% dos executivos top da CIA tinham sido alunos de Yale.”

No mesmo trabalho, indica-se que a universidade norte-americana que constitui a principal base de recrutamento de alunos estrangeiros — para que no retorno aos seus países trabalhem como agentes da CIA — é nada menos que a Universidade de Harvard. Agora pode ser que alguns pontos sobre o grau de penetração que a política e a propaganda do CFR realizaram no mundo fiquem mais claros. Quantos funcionários públicos europeus, latino-americanos, asiáticos e africanos estudaram em Harvard?

Cabe mencionar que as duas universidades norte-americanas que mais fundos manejam são, não por acaso: primeiro, a Universidade de Harvard, principal sócia universitária da CIA; e, segundo, a Universidade de Yale, instituição dos Bush, dos Harriman, dos Rockefeller e da aristocracia norte-americana que dirige a agência.

Mas as atividades da CIA no mundo universitário e da cultura não se limitaram à infiltração em universidades em todos os seus níveis. Frances Stonor Saunders, em Cultural Coldwar, mostra como, depois da Segunda Guerra Mundial, a CIA conseguiu infiltrar-se em praticamente todos os espaços da cultura. Muitas vezes isso era feito mediante fundações “filantrópicas” e congressos culturais, além de exposições, concertos e até turnês de orquestras sinfônicas. O autor descreve ainda como a CIA subvencionava ambiciosos programas editoriais e até se ocupava de realizar traduções para todos os idiomas. Stonor Saunders também narra como as revistas de toda a Europa e de outros lugares do mundo compensavam a queda no faturamento com publicidade mediante supostos mecenas atrás dos quais se escondia a CIA. Talvez o pior de tudo, sempre segundo Stonor Saunders, é como muitos dos mais eloqüentes expoentes da liberdade intelectual do Ocidente se converteram em instrumentos dos serviços secretos norte-americanos. Em muitas ocasiões, a manipulação de intelectuais por parte da CIA dava-se inclusive sem que estes soubessem e, geralmente, mesmo que não gostassem.

O FBI (Federal Bureau of Investigations) não é nada mais do que uma “polícia paralela” interna nos Estados Unidos. A visão um tanto romântica das séries e dos filmes norte-americanos acerca dos falsamente incorruptíveis agentes — que muitas vezes, para elucidar crimes tétricos, ficam trabalhando até altas horas e se alimentam com comida chinesa fria entregue em domicílio — não é nada além de propaganda de quinta categoria. Muitas vezes ouvimos falar sobre os cruéis crimes da Gestapo de Hitler. A Gestapo não era nada mais que uma polícia paralela e o FBI opera da mesma maneira, desde a sua instauração em 1935 pelo presidente Franklin Delano Roosevelt (reconhecido membro de uma sociedade secreta). O FBI foi dirigido durante mais de três décadas por um sinistro personagem, também membro de uma sociedade secreta: J. Edgar Hoover. Sob o comando de Hoover, o FBI realizou todo tipo de operações internas.

Por exemplo, manipulou o senador McCarthy durante os anos 1950 para que este levasse a cabo a sua famosa “cruzada anti-comunista” e pôs em prática, durante décadas, o racista e temível Counter Intelligence Program (COINTELPRO), mediante o qual os agentes do FBI espionavam as atividades dos membros mais importantes de todas as minorias raciais nos Estados Unidos (incluindo os indígenas nas reservas).

O FBI não se limitou a espionar, pois em muitas ocasiões atuou também de forma violenta contra quem acreditou que podia pôr em relativo xeque a supremacia branca anglo-saxã de todas as estruturas de poder norte-americanas. Enquanto tudo isso ocorria silenciosamente, sem que os meios de comunicação divulgassem a menor notícia a respeito, J. Edgar Hoover era mostrado na mídia como um paladino da luta contra o crime, como o “tio bonzinho” que todo norte-americano desejava ter.

Hoover era temido ainda por personagens muito poderosos devido a sua posse de arquivos pessoais de empresários, políticos e intelectuais. Não os colecionava, mas sim os usava para fins extorsivos. O inescrupuloso manda-chuva do FBI foi colocado e mantido no seu cargo diretamente pela elite. Existem muitas especulações de que J. Edgar Hoover era na verdade filho bastardo de um dos membros da elite e até se diz que teria sido concebido em um dos rituais de uma sociedade secreta.

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