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O Niilismo da humanidade

“Apaga-te, apaga-te, chama breve! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre ator que por uma hora se espavona e se agita no palco, sem que depois seja ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de fúria e barulho, que nada significa.” William Shakespeare

Os homens atualmente desprezam a si mesmos e aquilo que os rodeia. Precisamos que cada homem respeite o ambiente em que vive e tenha respeito por si mesmo. A humanidade está cheia de comandantes doentes, e esses doentes estão levando a todos para o fim. Eles estão dando á luz a sua última vontade, a sua vontade do nada, o niilismo.

As mentiras convencionais da humanidade civilizada já foram extintas, o absurdo está nítido, na cara de todos, para quem quiser ver. São guerras, fome, desemprego, economia em colapso, fim da soberania dos países, golpes de estado, controle do mundo pelo capitalismo, materialismo, consumismo, alienação, idiotização, controle mental das massas, individualismo, não existem mais mentiras, tudo está visível.

É evidente que a massa alienada pode realmente estar completamente cega, só vendo a calmaria e o bem estar da sociedade de consumo, onde recebe seu salário, compra o seu produto predileto e fica “feliz”, é a felicidade niilista, do nada, do absurdo. O capitalismo faz a todos quererem comprar os produtos que são o projeto do lixo. Todos os produtos que compramos, viram lixo, portanto estamos comprando apenas o projeto do lixo. Tudo irá virar lixo, tudo é o niilismo no consumismo e no capitalismo.

O trabalho e o esforço, são reduzidos ao lixo, ao niilismo, igual ao Mito de Sísifo escrito por Albert Camus, em 1941, a humanidade está se esforçando para o nada, sem objetivo, sem meta, no caminho do abismo, do niilismo, esperando apenas o ponteiro do “relógio do fim do mundo”, chegar na hora certa do fim.

O conhecimento foi destruído, como dizia Dostoiévski em Os Irmãos Karamazov, “Se Deus está morto, então tudo é permitido”, destruindo a verdade, acabando com o conhecimento, aniquilando e alienando as massas, tudo irá virar o caos e será reduzido a nada, ao niilismo.

“Quando a tecnologia e o dinheiro tiverem conquistado o mundo; quando qualquer acontecimento em qualquer lugar e a qualquer tempo se tiver tornado acessível com rapidez; quando se puder assistir em tempo real a um atentado no ocidente e a um concerto sinfônico no Oriente; quando tempo significar apenas rapidez online; quando o tempo, como história, houver desaparecido da existência de todos os povos, quando um desportista ou artista de mercado valer como grande homem de um povo; quando as cifras em milhões significarem triunfo, – então, justamente então — reviverão como fantasma as perguntas: para quê? Para onde? E agora? A decadência dos povos já terá ido tão longe, que quase não terão mais força de espírito para ver e avaliar a decadência simplesmente como… Decadência. Essa constatação nada tem a ver com pessimismo cultural, nem tampouco, com otimismo… O obscurecimento do mundo, a destruição da terra, a massificação do homem, a suspeita odiosa contra tudo que é criador e livre, já atingiu tais dimensões, que categorias tão pueris, como pessimismo e otimismo, já haverão de ter se tornado ridículas.” – Martin Heidegger, (1889-1976), em Introdução à Metafísica.

Niilismo passivo

Segundo Nietzsche, o niilismo passivo, ou niilismo incompleto, podia ser considerado uma evolução do indivíduo, mas jamais uma transvaloração ou mudança nos valores. Através do anarquismo ou socialismo compreende-se um avanço; porém, os valores demolidos darão lugar para novos valores. É a negação do desperdício da força vital na esperança vã de uma recompensa ou de um sentido para a vida; opondo-se frontalmente a autores socráticos e, obviamente, à moral cristã, nega que a vida deva ser regida por qualquer tipo de padrão moral tendo em vista um mundo superior, pois isso faz com que o homem minta a si próprio, falsifique-se, enquanto vive a vida fixado numa mentira. Assim no niilismo não se promove a determinação de valores fixos, postulados, uma vez que tal determinação é considerada uma atitude negativa.

Niilismo ativo

Nietzsche se considera o primeiro niilista de fato, intitulando-se o niilista-clássico, prevendo o desenvolvimento e discussão de seu legado. Este segundo sentido segue o mesmo rumo, mas propõe uma atitude mais ativa: renegando os valores metafísicos, redireciona a sua força vital para a destruição da moral. Após essa destruição, tudo cai no vazio: a vida é desprovida de qualquer sentido, reina o absurdo e o niilista não pode ver alternativa senão esperar pela morte. No entanto, esse final não é, para Nietzsche, o fim último do niilismo: no momento em que o homem nega os valores de Deus, deve aprender a ver-se como criador de valores e no momento em que entende que não há nada de eterno após a vida, deve aprender a ver a vida como um eterno retorno, sem o qual o niilismo seria sempre um ciclo incompleto.

Niilismo atualmente

Como Nietzsche previra, o assunto ganhou forma, mas só após o advento da Primeira Guerra Mundial e dos avanços científicos. Nesta época, sobrelevaram autores como Spengler e Max Weber. Mas, pouco mais tarde, foram Heidegger e Jürgen Habermas que, discutindo o niilismo, legaram brilhantes reflexões.

Naturalmente, o termo encontrou novas significações e derivações, das quais podemos destacar o niilismo-existencialista, de Sartre, e o niilismo-gnóstico, niilismo-absurdista, de Albert Camus.

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