O sistema quer a 3ª Guerra Mundial

As frentes de conflito militar da guerra inter capitalista, com o epicentro no leste da Europa e do oriente médio, aparecem e desaparecem, mas não desaparecem nunca totalmente. Só são reciclados, mudam de forma, e permanecem em estado latente de ameaça. Em um cenário internacional de falsa “paz” estabelecido pelas potências envolvidas (com os EUA e a Rússia como eixos centrais) se desenvolve diariamente uma escalada armamentista nuclear e convencional sem precedentes históricos.

Principalmente no leste da Europa, e em especial na região do báltico, nas fronteiras com a Rússia. Onde Moscou e as forças USA-Nato desenvolvem bases militares nucleares a poucos quilômetros umas das outras. E no meio de um destacamento inédito de novas tecnologias e armamentos, a Rússia tenta respirar frente a uma guerra latente e de destruição mútua assegurada quase que cara a cara com o ocidente. E os peritos, a que ninguém lê, se perguntam por onde irá se acender o pavio que transformará esses arsenais preventivos de destruição maciça em um inferno real.

E diante de tudo isso a palavra paz soa como um conceito efémero e mentiroso. Que recusa-se a si mesmo na dinâmica de uma escalada armamentista sem limites e sem precedentes. Cujo desfecho é tão previsível como uma morte de câncer em um doente terminal. E o ponto da grande incógnita futurista, é adivinhar (ou projetar) a quantificação do que vai ficar vivo e respirar depois da explosão da terceira guerra mundial.

E podemos concluir que o futuro do sistema capitalista, é a mais perfeita síntese estratégica da negação do futuro. Por agora, e por mais que injetamos um otimismo promissor, a resolução e o desfecho da terceira guerra mundial inter capitalista é a única coisa que há como futuro certo e estatístico para a humanidade. A curto ou médio prazo.

As frentes do conflito

Em Outubro passado, a rede russa RT publicou no Twitter: “a terceira guerra mundial já está em curso, e é uma guerra de informação”. Como slogan resumido em 44 caracteres. Mas só de informação? Vamos alargar o conceito. A terceira guerra mundial inter capitalista (com a Rússia e EUA no centro do conflito) já está em andamento. E desenvolve-se em várias frentes desiguais e combinadas. Os EUA enviaram 50 toneladas de munição para a Síria protegendo uma “oposição moderada” isso é o equivalente a enfiar o dedo nos olhos dos russos diretamente. A verdade é que o conflito já começou na Ucrânia e na Síria e as tensões aumentam a cada dia que passa.

Há um campo de guerra militar, uma frente com a guerra econômica, uma frente com a guerra psicológica, uma frente com a guerra político-diplomático, e uma frente de guerra com a informação (ou guerra midiática).

Todas as frentes se interagem entre si, e são modalidades táticas de uma estratégia de guerra geral (por agora disfarçada). Cujo objetivo central é o estabelecimento e controle de uma nova ordem mundial capitalista. As potências capitalistas centrais (com a Rússia e a China como novo poder mundial emergente) batalham por seus espaços de sobrevivência e pelos recursos estratégicos em extinção no planeta Terra (água, alimentos, petróleo, gás e biodiversidade).

Não é uma guerra ideológica entre blocos alinhados em sistemas opostos (como a guerra fria entre a URSS e o ocidente).

É uma guerra inter-potências capitalistas. Somente diferenciadas por uma visão estratégica geo militar, geoeconômica e geopolítica de construção de um novo poder mundial capitalista hegemônico. E isso acontece porque, comprovadamente o sistema capitalista não tem inimigos estratégicos. Salvo a si mesmo e suas próprias lutas e contradições internas pelo poder e o controle do mundo.

Bancos e empresas capitalistas, contra bancos e empresas capitalistas. Exércitos e os meios de comunicação social capitalistas, contra exércitos e os meios de comunicação social capitalistas. Nações capitalistas ainda não alinhadas na rapina imperial capitalista (como a Rússia e a China), contra as nações hegemonizadoras históricas da rapina imperial capitalista (EUA, Israel e as potências aliadas da NATO).

E em qualquer posição de mudança só podemos optar pelo capitalismo melhor que o outro, não existe uma frente sem o capitalismo, o capitalismo está em todas as frentes, as boas, as ruins e as neutras, tudo é o capitalismo. E o ponto da grande incógnita futurista, é adivinhar (ou projetar) a quantificação do que vai ficar vivo e respirar depois da explosão.

E concluir que o futuro do sistema capitalista, é a mais perfeita síntese estratégica da negação do futuro. E que, por agora, por mais que tentamos injetar um otimismo ideológico, a resolução e o desfecho da terceira guerra mundial inter capitalista é a única coisa que há como futuro certo e estatístico para a humanidade. A curto ou médio prazo.

Apesar da atitude individualista dos que querem viver na boa, negando e ignorando a realidade do poder mundial. E qualificam de apocalípticos aos que ensinam a todos, como olhar o mundo sem a famosa “cortina de fumaça” convencional. A verdadeira realidade do mundo globalizado pelo capitalismo passa além da esperança e dos bons desejos programados na nossa cabeça pelo sistema. Para fazer-nos sentir que estamos vivos no meio da morte.

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