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Sistema Capitalista – Porque ninguém fala dele?

O sistema capitalista hegemônico e dominante a nível global. A civilização única que forma a nossa consciência do ser e do não ser. A regra estabelecida de valores sociais que estrutura a nossa mente e ordena os nossos pensamentos.

A regulamentação oficial que se projeta na nossa cabeça como a cosmovisão do mundo que corre de acordo com uma “ordem natural”. E no entanto, mesmo sendo a causa determinante formativa de todas as nossas crenças morais e do nosso “Eu” social, ninguém fala do sistema capitalista.

Os jornalistas divulgam notícias e análises sem o sistema capitalista. Os escritores escrevem livros sem o sistema capitalista. Os cientistas fazem ciência. Sem o sistema capitalista. Os donos do sistema capitalista invadem países, assassinam multidões, concentram riqueza em poucas mãos e fabricam pobreza, sem o sistema capitalista. Os políticos e os presidentes (que gerenciam o estado capitalista) fazem discursos sem o sistema capitalista. Os professores ensinam a educação e a cultura capitalista, sem o sistema capitalista. O humano (formado pelo sistema capitalista) sobrevive, ostenta, pisa em cabeças para ter “sucesso” social, faz sexo, contrai casamento, tem filhos, se divorcia e se aposenta alienado e escravo, sem o sistema capitalista.

Porque será que ninguém fala do sistema capitalista?

Quando você responder a esta pergunta. Você vai descobrir a sua verdadeira cabeça. Programada pelo sistema capitalista.

Muita gente identifica o capitalismo com a existência dos mercados e até mesmo das empresas, mas isso é um grave erro. Ambos existiram muito antes do capitalismo e continuarão a existir quando ele desaparecer, embora seja verdade que em cada sistema econômico funcionam com características e funções diversas.

No capitalismo, a guerra não é apenas uma maneira de produzir satisfação e dar poder a quem a vence, como sempre, mas também se recorre a ela para resolver os problemas produzidos pela ânsia de lucro que lhe é inerente e as contradições derivadas da tentativa contínua para reduzir salários. Ainda que para se saber o que está por trás e o porquê das guerras sempre tenha sido preciso descobrir os nomes daqueles que dela se beneficiam, hoje em dia é também necessário entender como funciona uma economia que só visa o lucro privado de uma parte da sociedade à custa dos rendimentos dos demais. E a previsão subsequente é igualmente óbvia: enquanto isto ocorrer, enquanto o capitalismo sobreviver e a estratégia econômica dominante seja poupar nos salários, não vão deixar de rufar os tambores da guerra nem se acabarão de contar os mortos que ela produz.

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