Tudo que pensamos: Existe

“Se as portas da percepção fossem purificadas, tudo iria parecer como realmente é – Infinito” William Blake

A Realidade (do latim realitas isto é, “coisa”) significa em uso comum “tudo o que existe”. Em seu sentido mais livre, o termo inclui tudo o que é, seja ou não perceptível, acessível ou entendido pela ciência, filosofia ou qualquer outro sistema de análise, qualidade ou característica do que é real. O que realmente existe; fato real; verdade. O conjunto das coisas e fatos reais.

“Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.” Buda

Vivemos considerando diretamente que o que vivemos é diretamente proporcional ao que nós pensamos ser realidade, isso é comum e por sinal, “correto”. Mas, já que vivemos em pequeno plano que chamamos de “realidade”, sabemos que depois das descobertas científicas as coisas mudaram um pouco. Assim, é possível considerar que a algum tempo atrás nossos “antecessores” tenham se chocado com esse questionamento, se preocuparam com isso e evoluímos com isso embutido em mente. Realidade talvez não seja tudo o que pensamos que é. E isso, é mais que discutível, é realmente fatídico.

realidade

O filosofo Nietzsche em seu livro Crepúsculo dos ídolos, explica a razão na Filosofia em quatro conceitos:

“Primeira Proposição. Os motivos que fizeram com que se designasse “este” mundo como aparente fundamentam muito mais sua realidade. – Um outro tipo de realidade é absolutamente indemonstrável.

Segunda Proposição. As características que foram dadas ao “Ser verdadeiro” das coisas são características do não-Ser, do Nada. Construiu-se o “mundo verdadeiro” a partir da contradição com o mundo efetivo: de fato, o mundo verdadeiro é um mundo aparente, à medida que não passa de uma ilusão ótica de ordem moral.

Terceira Proposição. Criar a fábula de um mundo “diverso” desse não tem sentido algum se pressupusermos que um instinto de calúnia, de amesquinhamento, de suspeição da vida não exerce poder sobre nós. Neste último caso, nos vingamos da vida com a fantasmagoria de uma “outra” vida, de uma vida “melhor”.

Quarta Proposição. Cindir o mundo em um “verdadeiro” e um “aparente”, seja do modo cristão, seja do modo de Kant é apenas uma sugestão da décadence: um sintoma de vida que decai… O fato de o artista avaliar mais elevadamente a aparência do que a realidade não é nenhuma objeção contra essa proposição. Pois “a aparência” significa aqui uma vez mais a realidade; só que sob a forma de uma seleção, de uma intensificação, de uma correção… O artista trágico não é nenhum pessimista. Ele diz justamente tudo que é digno de questão e passível mesmo de produzir terror, ele é dionisíaco…”

Tudo o que existe e pensamos é real. Tudo é realidade, saiba que tudo o que existe dentro ou fora do nosso planeta, dentro ou fora de nós, dentro ou fora do que achamos ser possível e impossível é real. Tudo o que existe ou existiu, é ou foi real. Não podemos infelizmente caracterizar todas as possibilidades de realidade, já que isso implicaria em algo além do que a compreensão humana, ou mesmo a ciência humana inteira poderia definir.

Se você pensa, você converte informação, mistura o que sabe, deduz, une pontos e desenvolve coisas.  A mente humana mistura as coisas, devolve-a de seu jeito, torna as coisas mais sintetizadas e às vezes mais simplificadas, embora, toda sua complexidade, não cria propriamente dito, nada. Um bom exemplo é o de que é impossível criar uma cor que não exista em sua mente. Porque como você nunca a viu não pode criá-la. E se você “criou” isso quer dizer que ela já existia. Mesmo que seja possível unir duas cores em mente, o resultado é sempre algo limitado. Limitado como o que você viu durante sua vida.

Existem mais cores do que podemos enxergar. Temos uma “acromatia liberal”, vemos muito mas, não tudo. Criar uma nova cor equivale a sonhar sem ter visto cores. O que é impossível. Não criamos informação. Não destruímos informação. Podemos até excluí-la do espaço, mas ela ainda existirá no tempo. Podemos excluí-la do tempo, mas a falta dela por si só, embora imperceptível, é uma prova de sua existência.

Estamos vivendo na realidade, mas não na realidade imaginada, ou vista como vemos. Somos como os jarros. O mundo é como o gás, tudo o que entra em nós é moldado de acordo com nosso formato. As cores não são cores, são ilusões. O que vemos é uma distorção de algo que o nosso cérebro em algum momento pegou e entortou o suficiente para encaixar em nossa cabeça. Não ouvimos, não tocamos, não cheiramos ou sabemos o gosto. Por isso, alguns casos são tão estranhos. Como pessoas que veem cheiros, robôs que ouvem cores, e pessoas que cheiram gostos.

O que damos o nome de realidade equivale a uma espécie de sonho que nosso cérebro proporciona. A arte, é a representação desse sonho e um pouco a mais. Pondo sentimentos em cores, cores em sons, sons em cheiros, e aumentando a percepção humana com a complexidade das marcantes obras.

Ainda assim, mesmo com a arte não chegamos a realidade. Até porquê não sabemos nem sequer se o universo existe. Não vemos as coisas como elas são. Vemos as coisas como vemos. Quando o ser humano descobriu o universo, foi necessário juntar diversas e enormes lacunas, e todos sabemos como foi. O universo possui mais cores do que podemos sequer sonhar. Isso quer dizer que não saberemos jamais como ele é. Não enquanto não tivermos os olhos de Deus, jamais poderemos ver o que está na nossa cara. Olhe muito bem ao seu redor. Imagine cada fresta de parede. Cada cor, cada rosto e as falhas nele com todas as cores que teriam. Olhe bem, cada cor que ele deveria ter, cores inimagináveis. Agora imagine não ter a gravidade e poder ver o mundo com essas cores por inteiro, conhecer perfeitamente a cor de cada sentimento humano, conhecer cada pessoa no mundo, cada estrela do céu, tudo, tudo com as cores que tem sons, cheiros, gostos, toques e inclusive sentidos que não podemos imaginar. Isso seria olhar o mundo com os olhos de Deus, imagine como realmente o universo é. A realidade de todos é simplista. Não vemos metade das coisas, não criamos.

Além disso, Nietzsche deixa claro no seu livro Crepúsculo dos ídolos, a história de um erro, como esse mundo verdadeiro acabou transformando-se em uma fábula:

“O mundo verdadeiro passível de ser alcançado pelo sábio, pelo devoto, pelo virtuoso. – Ele vive no interior deste mundo, ele mesmo é este mundo. (“eu, Platão, sou a verdade”)

O mundo verdadeiro inatingível por agora, mas prometido ao sábio, ao devoto, ao virtuoso (“ao pecador que cumpre a sua penitência”).

O mundo verdadeiro inatingível, indemonstrável, impassível de ser prometido, mas já enquanto pensado um consolo, um compromisso, um imperativo.

O mundo verdadeiro – inatingível? De qualquer modo, não atingido. E, enquanto não atingido, também desconhecido. Conseqüentemente tampouco consolador, redentor, obrigatório: Ao que é que algo de desconhecido poderia nos obrigar?…

O “mundo verdadeiro” – uma ideia que já não serve mais para nada, que não obriga mesmo a mais nada – uma ideia que se tornou inútil, supérflua; conseqüentemente, uma ideia refutada: suprimamo-la!

Suprimimos o mundo verdadeiro: que mundo nos resta? O mundo aparente, talvez?… Mas não! Com o mundo verdadeiro suprimimos também o aparente!”

Somos seres sem conhecimento, temos muito ainda que aprender sobre o universo que nos rodeia. As nossas ciências Física, Astronomia, Astrofísica e outras tiram conclusões baseadas em seus conhecimentos (limitados e incompletos) e que podem funcionar aqui no planeta ou talvez no nosso sistema solar, mas quem disse a eles, por exemplo, que a Física que aqui se aplica, pode se aplicar também ao restante do Universo? Um exemplo disso é a velocidade da luz, 299 792 458 metros por segundo, que sempre tomaram como a maior velocidade possível e, no entanto, agora já estão reconsiderando esta “afirmação”.

“Diante da ilusão, bastante aristocrática, do poder de percepção ilimitada do pensamento, existe outra ilusão bem plebeia, o realismo ingênuo, segundo o qual os objetos “são” a pura verdade de nossos sentidos. Ilusão que ocupa a atividade diária dos homens e dos animais. Na origem, as ciências se interrogam deste modo, sobretudo as ciências físicas.” Albert Einstein, Como vejo o mundo.

A nossa ciência, já há algum tempo, tomou-se de uma prepotência máxima, arvorando-se em dona da “verdade” absoluta das coisas, esquecendo-se da quantidade de contradições e equívocos já cometidos. Os fenômenos macro e o micro demonstrados pela Física Quântica ainda não são devidamente compreendidos pelos cientistas, apesar de sua pretensão. A humanidade só alcançará maior compreensão quando deixar de colocar tudo em “caixas” e rótulos, explicando as coisas apenas por facetas e conclusões erradas de cada parte que limitam assim o conhecimento do todo.

“Começamos todos com o realismo ingênuo, quer dizer, com a doutrina de que os objetos são assim como parecem ser. Admitimos que a erva é verde, que a neve é fria e que as pedras são duras. Mas a física nos assegura que o verde das ervas, o frio da neve e a dureza das pedras não são o mesmo verde, o mesmo frio e a mesma dureza que conhecemos por experiência, mas algo de totalmente diferente. O observador que pretende observar uma pedra, na realidade observa, se quisermos acreditar na física, as impressões das pedras sobre ele próprio. Por isto a ciência parece estar em contradição consigo mesma; quando se considera extremamente objetiva, mergulha contra a vontade na subjetividade. O realismo ingênuo conduz à física, e a física mostra, por seu lado, que este realismo ingênuo, na medida em que é consequente, é falso. Logicamente falso, portanto falso.” Bertrand Russell, An inquiry into Meaning and Truth

Inventamos a realidade ao tratarmos o que conhecemos como realidade. O que tratamos como realidade é a preservação do que os nossos ancestrais se limitaram a ver. A realidade, vai além do previsível ou mesmo do que possa caber em nossa mente. A realidade, é muito maior que os humanos, nós humanos não passamos de animais, e como animais, somos embora evoluídos, limitados a participar de um ecossistema, de um pequeno ponto distante de outros vários, um ponto levemente azul e pequeno, e ainda achamos ele enorme.

Este site foi criado por Luís Eduardo Alló (fundador e editor), bacharel em Direito, mineiro de Muriaé – MG e que adora trabalhar na web.

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