Sociedade Persa

A sociedade Persa ficava localizada na região onde se localiza o Irã atualmente, um grande planalto que fica a leste da Mesopotâmia, entre o Mar Cáspio, ao norte, e o Golfo Pérsico, ao sul. Os persas surgem na História de Israel entre os anos 539 e 332 a.C., perído conhecido como pós-exílio, o contato dos persas com os judeus acontece fora do território palestino. É o ano de 539 a.C., quando o exército de Ciro toma a Babilônia no início de outubro para que no dia 29 o próprio Ciro entre triunfalmente na cidade da Babilônia, sendo recebido com entusiasmo pela população da capital.

Durante a Antiguidade, a região da Mesopotâmia foi marcada por um grande número de conflitos. Entre essas guerras destacamos a dominação dos persas sobre o Império Babilônico, em 539 a.C. Sob a liderança do rei Ciro, os exércitos persas empreenderam a formação de um grande Estado centralizado que dominou toda a região mesopotâmica. Depois de unificar a população, os persas inicialmente ampliaram as fronteiras em direção à Lídia e às cidades gregas da Ásia menor.

imperio persa

A estabilidade das conquistas de Ciro foi possível mediante uma política de respeito aos costumes das populações conquistadas. Cambises, filho e sucessor de Ciro, deu continuidade ao processo de ampliação dos territórios persas. Em 525 a.C., conquistou o Egito – na Batalha de Peleusa – e anexou os territórios da Líbia. A prematura morte de Cambises, no ano de 522 a.C., deixou o trono persa sem nenhum herdeiro direto.

Depois de ser realizada uma reunião entre os principais chefes das grandes famílias persas, Dario I foi eleito o novo imperador persa. Em seu governo foram observadas diversas reformas políticas que fortaleceram a autoridade do imperador. Aproveitando da forte cultura militarista do povo persa, Dario I ampliou ainda mais os limites de seu reino ao conquistar as planícies do rio Indo e a Trácia. Essa sequência de conquistas militares só foi interrompida em 490 a.C., quando os gregos venceram a Batalha de Maratona.

A grande extensão dos domínios persas era um grande entrave para a administração imperial. Dessa forma, o rei Dario I promoveu um processo de descentralização administrativa ao dividir os territórios em unidades menores chamadas de satrapias. Em cada uma delas um sátrapa (uma espécie de governante local) era responsável pela arrecadação de impostos e o desenvolvimento das atividades econômicas. Para fiscalizar os sátrapas o rei contava com o apoio de funcionários públicos que serviam como “olhos e ouvidos” do rei.

O império persa foi diferente dos impérios anteriores que dominaram a Palestina, o sistema de dominação foi aperfeiçoado, eles dividiram o império em regiões denominadas satrapias, que eram administradas pelos sátrapas. Essa unidade político-administrativa básica em torno do qual o império funcionava teve sua origem com o rei medo Quiaxares.

Os reis persas enviavam seus oficiais com o título de “olho do rei” para supervisionar seus sátrapas, eles eram enviados pelo rei para informá-lo do que estava acontecendo no reino.

A dominação persa foi de tolerância cultural e religiosa, mas do ponto de vista econômico, deixou um sistema de espoliação que levou a população à pobreza e escravidão.

Diversas civilizações, como egípcios, mesopotâmicos, hebreus e fenícios faziam parte desta sociedade Persa que tinha um ótimo e sistema de estradas e postos de correios, moedas de ouro, conservava sua religião e costumes.

A religião Persa era pregada por Zoroastro ou Zaratustra que é o deus do bem, criador do universo. Enfraquecidos pelo povo Grego os persas foram dominados por Alexandre, o Grande, da Macedônia no século IV a.C. .

O Império Persa era governado por uma monarquia absoluta teocrática. Além disso, o sistema administrativo era muito eficiente, sendo um dos melhores da Antiguidade Oriental. A monarquia possuía quatro capitais: Susa, Persépolis, Babilônia e Ecbátana.