Remédios para Aborto

O aborto é um ato criminoso e cruel e está atualmente proibido no Brasil de acordo com nosso Código Penal. Apenas em alguns casos o aborto é permitido por lei.  Vale lembrar que cada caso é um caso e a decisão da mulher em um caso excepcional como um estupro é admitido por lei que se faça o aborto.

Saiba que qualquer remédio para provocar um abordo é extremamente perigoso, correndo riscos da mãe e do feto falecerem. Em caso de complicações, todos irão saber o motivo da mesma. Confiram abaixo a Legislação sobre o Aborto no Brasil.

Um aborto,ou interrupção da gravidez é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Isto pode ocorrer de forma espontânea ou induzida, provocando-se o fim da gestação, e consequente fim da atividade biológica do embrião ou feto, mediante uso de medicamentos ou realização de cirurgias.

Misoprostol

A forma mais segura de realizar um aborto até a nona semana de gravidez é utilizando dois medicamentos chamados Mifepristone (também conhecido como RU-486 ou Mifeprex, a pílula do aborto, mifegyne) e Misoprostol(também conhecido como Cytotec ou Mibetec ou Cyprostol ou Misotrol ou Arthrotec ou Oxaprost). O aborto medicinal realizado desta forma tem uma taxa de sucesso de 97%.

O remédio mais utilizado e procurado no Brasil é o chamado CYTOTEC, este remédio é usado por muitas mulheres para causar o aborto do feto. Se você está procurando alguma alternativa para realizar um aborto, procure um médico, caso queira manter a sua saúde, qualquer remédio que você tomar, terá sérios riscos. Diversas pessoas buscam remédios para aborto na internet, mas saiba que diversos sites passam informações falsas e desencontradas, tome muito cuidado e procure um médico para realizar qualquer tipo de procedimento em seu corpo.

Como funciona um aborto com o Misoprostol?

A mulher não deve auto-induzir um aborto se estiver grávida há mais de 9 semanas. O Misoprostol causa contrações no útero. Como consequência, o útero expele o produto da gravidez. A mulher pode ter dores fortes, hemorragia mais intensa do que na menstruação normal, náuseas, vômitos e diarreia. A mulher corre o risco de hemorragia muito forte; se assim acontecer, tem de ser assistida por um médico.

O aborto com Misoprostol resulta em mais de 90% dos casos. O Misoprostol encontra-se à venda nas farmácias de todos os países.

  • – Cytotec (200µg Misoprostol)
  • – Arthrotec 50 or 75 (200µg Misoprostol)
  • – Cyprostol
  • – Misotrol (Chile)
  • – Prostokos (25µg Misoprostol) (Brasil)
  • – Vagiprost (25µg Misoprostol) (Egito)
  • – Oxaprost 50 or 75 (200µg Misoprostol) (Argentina)
  • – Misotac (Egito, Ghana, Sudão, Tanzânia, Uganda, Zâmbia)
  • – Mizoprostol (Nigéria)
  • – Misive (Espanha)
  • – Misofar (Espanha)
  • – Isovent (Kenya, Nepal)
  • – Kontrac (Índia, República Democrática do Congo)
  • – Cytopan (Paquistão)
  • – Noprostol (Indonésia)
  • – Gustrul (Indonésia)
  • – Asotec (Bangladesh)
  • – Cyrux (México)
  • – Cytil (Colômbia)
  • – Misoprolen (Peru)
  • – Artrotec (Venezuela, Hong Kong, Austrália)

Hemorragia pós-aborto

A hemorragia continua ligeiramente durante uma a duas semanas após o aborto, por vezes menos, outras vezes mais. A menstruação volta normalmente passadas quatro a seis semanas.

Confirmação do aborto

Algumas mulheres perdem sangue, mas não têm um aborto. Como tal, é importante que a mulher se certifique de que o aborto realmente ocorreu. Pode demorar duas a três semanas até que o teste de gravidez se revele negativo. Se possível, a mulher deve fazer uma ecografia uma semana após o aborto para ter a certeza de que o útero está vazio.

Aborto no Brasil

No Brasil, o aborto é considerado como crime contra a vida humana pelo Código Penal Brasileiro, em vigor desde 1984, prevendo detenção de um a três anos para a gestante que o provocar ou consentir que outro o provoque, de um a quatro anos para quem provocá-lo em gestantes com seu consentimento e de três a dez anos para quem o provocar em gestantes sem o seu consentimento. Porém, não é qualificado como crime quando praticado por médico capacitado em três situações: quando há risco de vida para a mulher causado pela gravidez, quando a gravidez é resultante de um estupro ou se o feto for anencefálico (desde decisão do STF pela ADPF 54, votada em 2012, que descreve a prática como “parto antecipado” para fim terapêutico). Nesses casos, o governo Brasileiro fornece gratuitamente o aborto legal pelo Sistema Único de Saúde. Essa permissão para abortar não significa uma exceção ao ato criminoso, mas sim uma escusa absolutória. Também não é considerado crime o aborto realizado fora do território nacional do Brasil, sendo possível realizá-lo em países que permitem a prática.

Existe grande esforço por parte da população considerada pró-escolha de tornar legal o aborto no Brasil como escolha da gestante, sendo um dos argumentos utilizados o de que manter a prática ilegal não evita que o aborto seja realizado mas faz com que as mulheres recorram a meios alternativos e inseguros de fazê-lo. Porém, a maior parte da população do país declara ser contra a prática, concordando com a situação atual. Existe ainda quem queira a sua proibição em todos os casos.

Um plebiscito para consultar a população já foi algumas vezes proposto como forma de decidir o que se deve fazer na legislação sobre o aborto. Existe também a opinião de que o aborto não é matéria para plebiscito mas sim, uma questão de saúde pública e que, como tal, deve ser decidida pelo Estado e não julgada pela maioria. Em algumas cidades do Brasil, o aborto clandestino é a segunda maior causa de morte materna.

Legislação sobre o Aborto no Brasil

O aborto é proibido no Brasil, apenas com exceções quando há risco de vida da mãe causado pela gravidez, quando essa é resultante de um estupro e se o feto não tiver cérebro. Nesses três casos, permite-se à mulher optar por fazer ou não o aborto. Quando essa decide abortar, deve realizar o procedimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde.

A constituição brasileira protege a vida humana sem distinções. Ela considera que a vida se inicia na fecundação do espermatozoide no óvulo, passando, a partir desse momento, a garantir ao embrião todos os direitos civis. Um dos argumentos pró-escolha para criticar a constituição é de que a vida do indivíduo não começa na fecundação, e de que esse apenas deveria ter direito civis, depois da formação do ser humano propriamente dito. Os pró-vida, porém, concordam com a constituição e dizem que depois do óvulo ter sido fecundado, o indivíduo passa a existir e que ele tem os mesmos direitos de uma pessoa já nascida.

A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. — Artigo 2º do Código Civil Brasileiro

O Estatuto da Criança e do Adolescente, no seu capítulo I, intitulado Do Direito à Vida e à Saúde, também protege o embrião desde a concepção. O ECA cita especificamente, que devem existir condições para efetivar o nascimento.

A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. — Artigo 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Código Penal Brasileiro:

Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento.

  • Art. 124 – Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lhe provoque:  Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos.

Aborto provocado por terceiro.

  • Art. 125 – Provocar aborto, sem o consentimento da gestante:  Pena – reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos.
  • Art. 128 – Não se pune o aborto praticado por médico:
  • Aborto necessário. I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante;
  • Aborto no caso de gravidez resultante de estupro. II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.